

(*) Mhario Lincoln, em São LuÃs, carnaval de 1976.
Vi a vida passar sem, no peito, o Carnaval,
não me vesti de brasinha, nem de jogral.
Vi o Carnaval passar sem beijos tardios,
Sem amor feito e desfeito; vadios
Vi o Carnaval passar sem sexo perigoso,
sem fugidas , sem bloco, sempre amargoso.
Vi o Carnaval passar sem rum, nem maizena,
Naufragado sem estilo, nem enfizema.
O meu Carnaval foi pela esquina dos bares
Vômitos solto nos ares,
estátua da liberdade, Césares…
O meu Carnaval se fez minha sina,
Meu bloco foi de louco, chacina
Minha fantasia se vestiu de mescalina.
Mhario Lincoln , Mhario Lincoln é jornalista e advogado. Tem livros de Direito e Jornalismo publicados. Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão. Possui larga experiência em rádio, tv e jornalismo impresso.
