

O leite do peito sumiu
O eixo do globo por certo enferrujou:
Entrava e moi as partículas da terra
Como aves enlouquecidas
Um cheiro nauseante de corpos carbonizados:
Do fundo abismal toneladas de explosivos
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José Maria Nascimento é maranhense, poeta, fotógrafo de arte, escritor. Já ganhou vários premios de literatura, inclusive, o Premio Cidade de São Luís e outro, em Recife.
Obras Literárias até 2001: Células da esperança, São Luís, MA, 1960; Harmonia do conflito, São Luís, MA, 1965; Silêncio em família, Prêmio SIOGE, São Luís, MA, 1968, publicado sob os auspícios do Departamento de Cultura do Estado do Maranhão, Tipografia São José, São Luís, MA, 1969; Contemplação dos templos, Edição SIOGE, São Luís, MA, 1977; Carrossel ensolarado, FUNC/SIOGE, São Luís, MA, 1981; Os Frutos da madrugada, SIOGE, seleção de poemas, São Luís, MA, 1984; Seleta poética, SECMA, São Luís, MA, 1987; Os Verdes anos da maturidade, SECMA/SIOGE, São Luís, MA, 1987; Constelação marinha, SIOGE, São Luís, MA, 1993; Turbulência, FUNC, São Luís, MA, 1995; Encontros e aflições na Zona de São Luís, Edição do autor, 2001.
(De 2001 a 2010 existem muitas outras publicações também de grande sucesso).

4 comentários
Hernández de la Vacca, poeta / Santiago, Chile comentou:
Los chilenos se sienten orgullosos de un poema como madurto y tan significativo. Felicitaciones poeta de Brasil.
Hernández de la Vacca, poeta / Santiago, Chile
Júlio Prestes comentou:
Un montón de besos poeta poco. Usted es muy importante para la literatura nacional.
Academia de Letras Independientes de Latino-América
Augustín dos Anjos comentou:
Sinto-me honrado em lê-lo aqui, poeta. Volte mais vezes. Você é importante para a literatura brasileira. Deixea de preguiça e escreve toda a semana.
Poeta Augustín dos Anjos
Brasília, da Associação Latino-Americana de Poesia e Música
José Maria Carvalhal, de Recife-Pernambuco. comentou:
Para quem não conhece José Maria, El LOCO Errante, aí vai um pouco dele. Tô com saudades, zé.
José Maria Nascimento nasceu em São Luís, no dia 18 de setembro de 1940. Filho de João e Neuza. O pai era um homem simples que trabalhou como vigia do Matadouro. A mãe uma prendada e dedicada dona de casa. “Muito cedo rebelou-se contra toda e qualquer forma de ensino”. É um autodidata em tudo o que faz. Por longo tempo foi diretor do Suplemento Literário do Correio do Nordeste, nesta cidade. Ganhou prêmios literários em São Luís e em Recife, onde residiu por seis anos. Lançou os seus poemas em Manaus e em São Paulo. Casado com Maria da Graça, cantora lírica, tem duas filhas, Layane e Tayane. A partir de 1998, torna-se fotógrafo, exercendo as suas atividades artísticas com relativo êxito. Com uma visão existencial que bem pode, na prática, ser exemplo daquele axioma filosófico do domínio público, Antes bem viajado e bem vivido, que bem lido, a vida do homem José Maria Nascimento, no entanto, explica o dito e o ultrapassa, pois, cursou o primeiro ano ginasial e, pela sua própria obra literária, percebe-se o universo de leitura que tem, pelas várias abordagens do discurso poético que manipula e conduz sempre com a percepção do que está acontecendo em torno e além fronteiras. Não é temerário citar que inúmeros escritores de renome foram autodidatas e, a título de exemplo, citem-se Machado de Assis e Carlos Drummond de Andrade, em nível nacional. O autodidatismo, ao contrário de depreciar, dá ao escritor, que se superou ao praticá-lo, destaque.
Aos 63 anos de idade, José Maria Nascimento se faz representar, como poeta, pelos 12 títulos de livros de poesia que já editou, a maioria dos quais premiados em concursos literários, em São Luís e em Recife.
José Maria Carvalhal, de Recife-Pernambuco.
Nós moramos juntos na rua, lembra? Éramos hippyes nessa época. Como você melhorou. Como você mudou. Eu me senti muito bem ao vê-lo tão bem. Eu também estou bem, Zé. Trabalho no Diário Oficial de Pernambuco. Precisou, tamu aí…