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    <title>Mhário Lincoln do Brasil</title>
    <link>http://www.mhariolincoln.jor.br/</link>
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    <category>Weblog</category>
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      <title>Mhário Lincoln do Brasil</title>
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 <title><![CDATA[</span> <span style="color: #003f8d"><b>Hoje tem Natacha Moares</b></span>]]></title>
 <link>http://www.mhariolincoln.jor.br/index.php?itemid=4801</link>
<description><![CDATA[<br />
<br />
<br />
<span style="color: Red"><b>Relacionamentos amorosos</b></span><br />
	<div style="text-align: center"><b>Relacionar-se é algo realmente complicado, e sempre foi, aliás. Relação entre pais, filhos, casais, irmãos, amigos, enfim, todo tipo de relação, ultrapassa os traços da atualidade. Relacionar-se requer disposição e mais do que tudo, nos leva a pensar, decidir, reivindicar, abrir mão, entender, amar, amar e amar...</b></div><br />
	E a relação amorosa entre casais? Falemos dela. ... Duas pessoas que nunca tiveram ligação alguma passam a se unir por um laço forte: a paixão. A paixão nos faz renascer, sorrir, vibrar, se emocionar, nos traz sonhos, planos e esperança, nos leva ao mais puro sentimento. Ate aí tudo bem. Mas do que depende esse bem-estar? Afinal uma relação não se constrói somente no “estar junto”, mas de diversas variáveis. Se fosse só isso, seria simples.<br />
	Estamos acostumados a ouvir e acreditar (como forma de autodefesa) que as pessoas não mudam. Pois digo, mudam sim. Não como um todo, claro, mas a transformação é possível e real, senão do que nos adiantariam as experiências? Os erros e acertos? Certamente um parceiro não deve querer mudar o outro e nem ter expectativa em relação a isso, mas é sim uma pessoa importante para “abrir os olhos”, dar conselhos e mostrar o que é possível mudar em quem se ama. Atenção! O maior erro neste momento é querer essa mudança em função de si próprio, pelo contrário, essa mudança deve ser deseja pelo bem do outro.<br />
	Ouvimos também pessoas afirmarem que não abrirão mão de nada em função de nenhum companheiro (a). Pessoas sofridas tendem aparentemente a se autovalorizar de forma demasiada. A autovalorização é sem dúvida essencial para o amor saudável, mas não se deve esquecer jamais que viver junto é estar disposto a troca. Saber abrir mão de vez em quando e compreender o parceiro. Nossos “defeitos” também nos trazem sofrimento, não incomodam somente ao outro, e isso é algo que deve ser compreendido por ambos.<br />
	O que chamamos popularmente de defeitos, não é nada mais nada menos que características consideradas negativas. Outro ponto a ser lembrado é que não nascemos inseguros, ciumentos, controladores, mas as nossas experiências iniciais de vida nos levaram a sentir-nos assim. Mas, enfim, defeitos fazem parte da nossa personalidade e podem ser amenizados com o nosso autoconhecimento e com o apoio das pessoas ao nosso redor. É importante ressaltar que nossas mudanças e nossa dedicação não dependem somente da ajuda do outro, mas fundamentalmente da nossa própria capacidade de perceber os nossos erros, o que podemos melhorar, realizar de forma mais leve e o que podemos extinguir do nosso “repertório”, bem como o que podemos aconselhar e ajudar o outro. Importante! A forma de se expressar nessa hora é decisiva. Não use um tom de crítica, mas sim complemento. Fale com amor e afeto, não demonstre que seja um pedido, mas sim um comentário carinhoso para o crescimento.<br />
	Mas ok. Esses defeitos irritam e às vezes você não se controla? Acontece. O certo depois é respirar fundo e conversar com calma, serenidade e com o objetivo de consertar as coisas (porque por incrível que pareça, às vezes começamos uma conversa para brigar mesmo e não para se acertar). Neste momento, pense: “É a pessoa que escolhi para estar ao meu lado, porque não tentar melhorar?” Essa é a pergunta chave. Ou você entende isso e passa a tratar a relação dessa forma ou continua brigando até desgastar a relação. Respire fundo.<br />
	Se a relação vai durar? Pode durar, pode não durar. Mas de que vale durar sem nos trazer felicidade? O objetivo é viver junto e bem.<br />
<br />
                                                                                   Natacha Moraes<br />
<br />
]]></description>
 <category>Saúde</category>
<comments>http://www.mhariolincoln.jor.br/index.php?itemid=4801</comments>
 <pubDate>Wed, 16 Apr 2008 14:08:52 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title><![CDATA[CONVIDADO ESPECIAL: <b>Luiz Fernando Boller</b>]]></title>
 <link>http://www.mhariolincoln.jor.br/index.php?itemid=2806</link>
<description><![CDATA[<span style="color: Red"><b>Vasos de cemitério ou gravatas de grife? </b></span><br />
<br />
<br />
<i>Por Luiz Fernando Boller,<br />
juiz Diretor do Foro da comarca de Tubarão (SC)</i><br />
<br />
Cleptomania é o impulso mórbido que pode ocorrer em menos de 5% das pessoas que cometem furtos. Adolescentes podem furtar por um simples ato de rebeldia, o que não pode ser associado a qualquer quadro patológico. É um transtorno do impulso. Já o cleptomaníaco, furta de forma habitual objetos que não necessariamente possuem valor. <br />
O que importa para o cleptomaníaco é a experiência e não o objeto em si. Outra condição que pode estar ligada à cleptomania é o chamado transtorno de personalidade anti-social. Nesse caso, os conceitos de ética e moral não fazem parte dos valores do autor do crime, que também costuma mentir repetidamente ou desrespeitar os direitos alheios. <br />
<br />
<b>A cleptomania</b> - distúrbio do controle do impulso - não é freqüente. É um distúrbio mental pouco estudado, até pela dificuldade envolvida quanto aos aspectos ético-legais. O que determina um impulso é a falta de controle sobre os atos cometidos. É na falta de controle dos impulsos que reside a essência da cleptomania. Os objetos subtraídos são sempre de pequeno valor, não caracterizando um furto de preciosidades. <br />
Após consumada a subtração, o cleptomaníaco pode até, da mesma maneira que pegou o objeto, deixá-lo onde o encontrou. Na absoluta maioria dos casos, praticamente nunca há prova qualquer de que um réu denunciado em processo-crime seja portador desse distúrbio de personalidade, visto que acomete somente 3% das mulheres e apenas 1% dos homens. Isoladamente, o crime de subtração não pode ser classificado como um caso de cleptomania, porquanto pessoas que sofrem esse tipo de transtorno costumam praticar furtos compulsivamente. <br />
A ousadia de um denunciado em tentar convencer que, ao furtar vasos de cemitério ou gravatas em lojas de grifes famosas, agiu sob influência da cleptomania - estado que o privaria do entendimento da ilicitude perpetrada - por si só já demonstra a plena consciência da ação praticada. <br />
Corrente o indeferimento de pedidos para realização de exame de insanidade mental em razão da ausência de dúvida acerca da integridade mental de acusados, dado que - não evidenciado indício de qualquer desvio de personalidade - não há como reconhecer que um denunciado seja portador de qualquer impulso anômalo para a prática de furtos. <br />
O Código de Processo Penal prevê medida própria para o reconhecimento da inimputabilidade ou semi-imputabilidade, uma vez que somente ocorrerá quando existirem reais dúvidas pela integridade mental do acusado, podendo o juiz negar perícias requeridas quando estas não forem necessárias ao esclarecimento da verdade (CPP, arts. 149 e 184). <br />
A lei obriga ao exame somente quando houver dúvida sobre a insanidade e não quando a defesa o requeira. Assim, somente é deferido o requerimento de instauração de incidente de insanidade mental quando presentes indícios de perturbação ou algum motivo, pelo menos, para duvidar da normalidade psíquica, que é regra geral. <br />
É o caso, por exemplo, da prisão em flagrante por furto de determinado estilista de moda, ou de algum rabino, devendo ser afastado o argumento de que estava acometido por descontrole emocional ou alterações no comportamento. O cleptomaníaco furta pelo prazer do ato. É flagrado, por exemplo, furtando chicletes ou caramelos num supermercado. <br />
Ao tentar subtrair coisa alheia para si ou para outrem, somente não consumando o delito por circunstâncias alheias à própria vontade, tipificado está o furto na forma tentada (art. 155, ‘caput’, na forma do art. 14, inc. II, ambos do Código Penal). <br />
Sustentar em defesa, episódio de transtorno de humor representado por descontrole emocional e alterações de comportamento (cleptomania) decorrente do uso imoderado de hipnóticos diazepínicos, causadores potenciais de quadros de confusão mental e amnésia, não tem o mínimo amparo. <br />
Difícil justificar o injustificável! <br />
]]></description>
 <category>JOSÉ CARLOS CAMARGO</category>
<comments>http://www.mhariolincoln.jor.br/index.php?itemid=2806</comments>
 <pubDate>Wed, 25 Apr 2007 14:14:31 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title><![CDATA[<b>DISCUSSÃO SOBRE REITORIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL MARANHENSE GANHA O BRASIL</b>]]></title>
 <link>http://www.mhariolincoln.jor.br/index.php?itemid=2450</link>
<description><![CDATA[<br />
<br />
<br />
<br />
<span style="color: Red">NE:</span> <br />
<b>324 e-mails (entre comentários publicados e não publicados) chegaram ao portal dando continuidade à matéria produzida por Edomir Martins de Oliveira, entrevistando o possível candidato à Reitoria da Ufma, professor</b> <span style="color: #003f8d">NATALINO SALGADO</span>.<br />
<br />
<br />
<b>A íntegra da matéria está arquivada em ENTREVISTA, neste Portal e no site do dr. Edomir (basta clicar na foto dele, à esquerda, na coluna de comentaristas).</b><br />
<br />
<br />
<br />
<br />
COMENTÁRIOS + IMPORTANTES<br />
(À favor ou contra, com fundamentos, dentro do espaço democrático que tem sido este Portal MLB):<br />
<br />
<div style="text-align: left">BRASÍLIA- Indagado sobre a possível eleição do professor NATALINO SALGADO FILHO à Reitoria da Universidade Federal do Maranhão, o professor e líder acadêmico <span style="color: #003f8d">RAIMUNDO PALHANO, foto, </span>(um dos mais votados em lista tríplice, mas não nomeado por questões políticas, algumas eleições reitorais atrás), disse:<br />
- <i>Tinha um compromisso com o Prof. José Américo da Costa Barroqueiro (Vice-Reitor). Mas se ele indicar outro nome, com certeza, será de bom senso.</i> </div><br />
<br />
----------------<br />
<b>Mário Márcio - São Luís/MA escreveu:</b><br />
(Juiz de Direito)<br />
Caríssimos,<br />
Não pretendo criar nova polêmica, sobretudo porque esses são os primeiros comentários que envio ao site.<br />
Quero apenas registrar que as pessoas podem, sim, dizer tudo o que pensam; contudo, devem fazê-lo de modo a não ofender, cercear ou intimidar – consciente ou inconscientemente - os outros. Às vezes, não importa tanto o que se diz; o que vale mesmo é a maneira.<br />
Afinal, vivemos em um país em que a liberdade de expressão é assegurada constitucionalmente, mas onde também é vedado o anonimato e cada um responde pelo que diz ou escreve.<br />
IMPORTANTE: não estou externando juízo de valor sobre o que já foi escrito no site. Em absoluto!<br />
Por fim, quero também deixar registrado meu desconforto ao ler e ouvir referências ao Maranhão e a São Luís como “províncias”. E saibam que eu nasci em Corumbá, no Mato Grosso do Sul.<br />
De fato, ainda temos muitas características de uma cidade provinciana. Mas mesmo grandes centros também as têm. Para ficar apenas em dois exemplos: a falta de compromisso da algumas autoridades com os verdadeiros anseios da povo e o preconceito que vai muito além da raça ou da opção sexual.<br />
Cordiais saudações a todos e a todas.<br />
Mário Márcio <br />
19/04/06 19/04/06 <br />
29/01/07 29/01/07 <br />
<br />
<b>Mariana Rodrigues escreveu:</b><br />
Faz dias que não converso com ela e nem perguntei. Tá na cara que se ela votasse ai pra reitor, votaria em Natalino Salgado. Mhário, ela não está por aí não? Tá silenciosa. Quando ela tá quietinha assim deve estar por ai namorando aquele sex(agenário) dela. Cabra de sorte!<br />
<br />
http://www.mhariolincoln.jo...<br />
<br />
<b>Fátima Oliveira escreveu:</b><br />
Instigada pelas ponderações de Mário Márcio, compartilho alguns pensamentos ainda não sistematizados sobre o conceito de provincianismo – vocábulo que bateu forte em mim, há pouco tempo quando alguém aqui no Portal disse havia um risco real de o mundo perder Fátima Oliveira para a província de São Luís (onde morei dos 15 aos 24 anos!). Na hora entendi que era algo depreciativo, mas não tive segurança suficiente para rebater. E na dúvida, sempre calo. Desde então, tenho lido sobre o tema e escrito algumas coisas sobre o assunto. <br />
Breves reflexões sobre provincianismo<br />
Fátima Oliveira<br />
Há inúmeras definições de provincianismo. Mas há uma que diz ser o provincianismo a necessidade de aprovação de outro/de fora para existir; ou, ainda a exigência do olhar do outro para se ver. No fundo, algo como uma inferioridade.<br />
Mas o que é mesmo provincianismo? Eu o entendo como uma identidade cultural, repleta de manifestações fora do tempo, de coisas tidas como fora de moda, arcaicas, etc. Enfim, cabem muitas coisas no conceito de provincianismo. <br />
Mas não há dúvida que provincianismo é um conceito cultural e, como todo conceito cultural é um conceito subjetivo, logo nele cabem todas as nuances da subjetividade. Isto é, atende à visão de mundo de quem o define.<br />
No sentido pejorativo, provincianismo expressa a noção de “periferia”. A explicitação do sentimento de superioridade é patente relação de pessoas nascidas na “capital” quando se referem às que nasceram na “roça” (fala-se roceiro, para dizer que é gente simples, da roça, atrasado, etc.), por exemplo ente paulistanos e paulistas; belohorizontinos e demais mineiros. <br />
Quando a capital fica à beira do mar, os outros lugares são denominados de INTERIOR. Então quem não nasceu na capital é chamado de “do interior”. É assim que em São Luís, por exemplo, se referem a quem não nasceu na ilha de São Luís (sim, em toda a ilha, não apenas na cidade de São Luís). Há sempre um “ar” de superioridade. <br />
Eu sei bem, pois nasci “no interior”. Adolescente fui morar na capital. Ora, no Maranhão nascer no interior, parece ser um demérito e uma desgraça eterna... Várias vezes, anos e anos depois, aturei namorados dizerem: “minha namorada é uma menina do interior”... Ou seja, culturalmente, pelo menos em São Luís do Maranhão, nascer no interior parece uma marca de ferro de gado! O que isso significa, então? Apenas uma manifestação de que nascer na capital parece, na prática, que dá o direito a algum tipo de superioridade. Nada menos! <br />
Fernando Pessoa, em Páginas de doutrina estética, 1946, p.182, refletindo sobre cosmopolitismo versus provincianismo, assim se expressa: “Recordo-me de que uma vez, nos tempos do Orpheu, disse a Mário de Sá-Carneiro: ‘V. é europeu e civilizado, salvo em uma coisa, e nessa V. é vítima da educação portuguesa. V. admira Paris, admira as grandes cidades. Se V. tivesse sido educado no estrangeiro, e sob o influxo de uma grande cultura européia, como eu, não daria pelas grandes cidades. Estavam todas dentro de si’”.<br />
Mas pensemos sobre uma reflexão aproveitável e não racista de Gilberto Freyre sobre o tema: <br />
“Creio que foi principalmente a Universidade de Columbia, cosmopolita como nenhuma e como nenhuma cheia de provincianos do mundo inteiro, que me distanciou para sempre do puro cosmopolitismo, depois de me ter curado do bairrismo também puro. Mas não para me tornar um chauvinista ou nacionalista intolerante, e sim um adepto da combinação de duas tendências que só combinadas me parecem psicológica e culturalmente criadoras ou fecundas: provincianismo e universalismo; regionalismo e cosmopolitismo; continentalismo e oceanismo.”. Fonte: FREYRE, Gilberto. Precisa-se do Ceará. O Jornal. Rio de Janeiro, 9 set. 1944. <br />
Mas em AS MÁXIMAS DO MARQUÊS: MORAL E POLÍTICA NA TRAJETÓRIA DE MARIANO JOSÉ DA FONSECA, Guilherme Pereira das Neves (Departamento de História UFF), há um trecho ilustrativo:<br />
“A essa altura, pode-se pensar que Maricá não tem mais com o quê nos espantar... No entanto, para ele, os ‘homens do Brasil nunca poderão ter a atividade das terras frias’, porque, em um país em que o bananal ‘dá fruta para todo o ano’, não é necessário “que os seus habitantes se matem pela vida.’ ‘Por isso, o maior mal do império é o espírito de provincianismo e bairrismo. Cada província argumenta com o seu nos quoque gens sumus. O ato adicional, com as suas assembléias legislativas, permite às províncias fazer verdadeiras leis, estabelecer verdadeiros impostos; foi um erro [...]; foi uma imitação dos Estados Unidos, mas, para a analogia, faltava o fundamento da paridade.” <br />
<br />
Belo Horizonte, 19.04.2006 <br />
29/01/07 29/01/07 <br />
<br />
<b>Mariana Rodrigues escreveu:</b><br />
http://www.mhariolincoln.jo...<br />
Mel Coelho escreveu:<br />
Queridíssima Fátima Oliveira,<br />
Minha irmã ideológica (100%), sim, a gente quase nunca tem a idéia exata do poder das palavras... Faço "mea culpa" público, pois fui eu quem, numa brincadeirinha, escrevi: <br />
"O que não pode é o mundo perder essa mulher para a província (de São Luís!). Porque pelo ritmo de rock que vai essa paixão, corremos esse risco sim. Brincadeirinha, sanluizenses...<br />
Quero pontuar a proeza dessa mulher que sabe consegue falar de política e falar de amor como coisas naturais de sua vida com uma simplicidade que encanta. Sabemos que não é fácil.<br />
Mas para juntar lê com crê, Fátima Oliveira declarou mesmo a sua paixão<br />
em 9 de novembro de 2005:<br />
“ A reta final preparatória da Marcha tem, coincidentemente, se forjado como momentos de absoluto estado de paixão, graças ao reencontro de amores enlouquecidos perdidos no tempo, tornando pessoas entrando no outono da vida adolescentes desvairados, em busca do tempo perdido, ardendo em de-li-CIO-sa paixão... "<br />
Escrevi isso como comentário ao seu lúcido artigo: Um OD (Opus Dei) presidente do Brasil. Fátima Oliveira (18.01.2006), que se encontra aqui no Portal em<br />
http://www.mhariolincoln.jo...<br />
No qual há uma frase que achei linda e reveladora:<br />
" Pelas deusas, que essa história de votar no menos pior não seja mais uma constante em minha vida! Lutarei contra isso, com todas as minhas forças e lições do alto dos meus 53 anos e uma vida quase toda nas refregas da política.<br />
Mas tanto que o amor da minha vida foi, por anos, do jornalismo da Globo e eu jamais o vi na TV, pois anos a fio recusei-me a ver o que a Globo noticiava. A não ser no dia em que uma vizinha entrou em minha casa esbaforida gritando: “Liga, liga a TV, tá passando as Diretas na Globo”.<br />
Enfim, mais uma vez, as minhas desculpas e creia em meu profundo arrependimento. Jamais imaginei ter causado em você tamanho desgosto ou sentimento de discriminação.<br />
Mel Coelho<br />
===================<br />
“Na curva perigosa dos cinqüenta/derrapei neste amor. Que dor! que pétala/sensível e secreta me atormenta/e me provoca à síntese da flor/que não sabe como é feita: amor/na quinta-essência da palavra, e mudo/de natural silêncio já não cabe/em tanto gesto de colher e amar/a nuvem que de ambígua se dilui/nesse objeto mais vago do que nuvem/e mais indefeso, corpo! Corpo, corpo, corpo/verdade tão final, sede tão vária/a esse cavalo solto pela cama/a passear o peito de quem ama.”Quarto em desordem. Carlos Drumond de Andrade . http://cseabra.utopia.com.b... <br />
20/04/06 20/04/06 <br />
29/01/07 29/01/07 <br />
<br />
<b>Gustavo Lobato escreveu:</b><br />
É emblemático que num debate sobre eleições para reitor da UFMA, num vai e vem, numa polêmica que a princúpio nem tinha razão de ser porque realmente Larissa Dias não escreveu absolutamente nada de teor discriminatório contra a UFMA, como quiseream fazer crer dois comentaristas nos arroubos dos seus comentários...<br />
Quase me perdi na imensidaão do parágarfo. Mas retomo, é emblemático<br />
que apareça aqui no meio da conversa, e muito naturalmente, trechos de um romance, prerstigiadísismo por sinal, com resenha enorme na Folha de São Paulo, de uma maranhense, cuja protagonista era estudante da UFMA. Muito bacana isso! <br />
Para quem não leu o livro, a protagonista de A hora do Angelus era estudante da UFMA, já nos tempos do Campus do Bacanga. <br />
Para mim isso é um bom sinal de que a UFMA comece a trilhar as veredas da democratização com o novo reitor, que também espero que seja Natalino Salgado. È claro que na hora em que a Dra. Fátima Oliveira quiser se pronunciar, esperamos que se pronuncie (declarou apoio a Jackson Lago aqui no Portal, e foi muito bom), pelo que conhecemos dela ela declarará apoio a Natalino Salgado, e também dirá que ele é o melhor nome em prol da democratização da UFMA. Sei que dirá. <br />
29/01/07 29/01/07 <br />
<br />
<b>Larissa Dias escreveu:</b><br />
Continuo achando este um assunto "muito paroquial" para aparecer no PMLB como um assunto de interesse nacional. Ora é uma campanha de alguém para reitor da UFMA.<br />
Repito aqui um comentário que postei em outra matéria:<br />
http://www.mhariolincoln.jo...<br />
23/01/07<br />
EXPECTATIVA GRANDE NOS MEIOS UNIVERSITÁRIOS DO MARANHÃO<br />
Prezada Lúcia, não se trata de conhecer ou desconhecer o Dr. Natalino Salgado e nem de duvidar de suas qualidades.<br />
Só acho que é INADEQUADA esta campanha para ele, ou para qualquer outro candidato a reitor da UFMA (falando nisso, quem são os outros candidatos?) num site como este. A não ser que Mhário Lincoln coloque aqui uma Seção chamada Eleição para REITOR e divulgue aqui todas as candidaturas a Reitoria de todas as Universidades Públicas do país. <br />
Penso assim por ser este um tema muito local. Mais restrito ainda à comunidade universitária do Maranhão.<br />
Espero ter me feito entender. Não há nada que transforme esta disputa à reitoria da UFMA em um debate ou tema de interese nacional. É muito bairrismo este destaque aqui. NADA CONTRA A SUA CANDIDATURA. NEM DOS OUTROS QUE NÃO CONHEÇO. <br />
<br />
<b>LUIS IGNÁCIO BARBOSA escreveu:</b>LARISSA<br />
VocÊ QUIs ESNOBAR O MARANHÃO E A UNIVERSIDADE FEDERAL. DEPOIS QUE VOCÊ LEU SOBRE SUA RATADA VOCÊ QUIS DESCONVERSAR. AS SUAS PALAVRAS - LEIA BEM - SÃO DISCRIMINATÓRIAS E NÃO PERTINENTES Á DISCUSSÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO QUE QUER SAIR DO MARASMO QUE SE ENCONTRA. NÃO META A DRA. FÁTIMA NO CONTEXTRO. NEM O DR. MÁRIO MÁRCIO. ASSUMA SOZINHA A RATADA DE NÃO ACREDITAR NA UNIVERSIDADE DE SUA PRÓPRIA TERRA.<br />
SER A DRA. FÁTIMA SE MANIFESTASSE, COM CERFTEZA, LEVANTARIA ESTA BANDEIRA: TORNAR A UFMA UMA UNIVERSIDADE FEDERAL RESPEITADA NO BRASIL. DAQUI SAEM MILHARES DE PESSOAS ANSIOSAS POR UMA OPORTUNIDADE, FATO QUE OS POLÍTICOS NÃO DEIXAM NINGUÉM CRESCER NESTA TERRA. ENTÃO, QUANDO APARECE UM HOMEM DESSES COM ESTIMULO DE TORNAR UMA UNIVERSIDADE, PARTE DA CIDADANIA E DO POVO, TEM-SE QUE QUE LEVANTAR AS MÃOS AOS SEUS E GRITAR: ÓH GLÓRIA! NATALINO VAI FAZER O POVO DO MARANHÃO SE INTEGRAR DEFINITIVAMENTE ÀS UNIVERSIDADES COM OU SEM COTAS, COM OU SEM GRANA, COM OU SEM "QUEM INDIQUE". EU GARANTO PORQUE O CONHEÇO. AGORA VOCÊ, LARISSA DEVERIA VESTIR ESTA CAMISA E AO INVÉS DE FALAR EM REGIONALIZAÇÃO, DEVERIA COMPRAR A BRIGA PARA QUE OS INCAUTOS E IDIOTAS RESPEITEM MAIS A NOSSA TRADICIONAL UFMA. EU MESMO, MARANHENSE, FORMADO EM QUÍMICA, NUNCA CONSEGUI UM EMPREGO EM MINHA ÁREA (EM ALGHUMAS CAPITAIS DO BRASIL) PORQUE MEU DIPLOMA ERA DA UFMA. HOJE, AQUI EM MANAUS, CONSEGUI UM EMPREGO DE QUÍMICO NUMA INDÚSTRIA QUÍMICA PORQUE PROVEI QUE MINHA CAPACIDADE VALIA E QUE O CURSO DE QUÍMICA DA UFMA VALIA IGUALZINHO DE UM A OUTRA UNIVERSIDADE PRESTIGIADA. ENTREI NA JUSTIÇA E GANHEI A VAGA. E VOCÊ LARISSA SÓ FALA E CONDENA. LUTE, LUTE VISTA A CAMISA E LUTE PARA QUE OS PROFISSIONAIS FORMADOS PELA TRADICIONAL UFMA NÃO SEJAM RIDICULARIZADOS COMO EU FUI, AQUI EM MANAUS, ANTES DE GANHAR MINHA VAGA (POR CONCURSO) NA JUSTIÇA. SUAS PALAVRAS, LARISSA É QUE DÃO OPORTUNIDADE PARA RH'S DO PAÍS IMPEDIREM A POSSE DE VÁRIOS ALUNOS UFMA EM CONCURSOS OU ESCOLHAS ATRAVCÉS DE ENTREVISTAS. EU SOFRI MUITO. MAS NUNCA PERDI MINHA CONFIANÇA NA QUALIDADE DA UFMA DIANTE DE OUTRAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS. QUE ISSO FIQUE BEM CLARO, LARISSA. VISTA A <br />
CAMISA E ACABE COM A DISCRIMINAÇÃO MUITO CLARA EM SEU TEXTO. NÃO META A DRA. FÁTIMA NEM O DR. MÁRCIO. ASSUMA SOZINHA SEUS ERROS. <br />
29/01/07 29/01/07 <br />
<br />
<b>Erina Moreira escreveu:</b><br />
A internauta Larissa Dias, equivocadamente, colocou o debate sobre as universidades públicas brasileiras, dentre estas a tradicional Universidade Federal do Maranhão, como assunto "muito paroquial". Creio que o blog do jornalista Mhário Lincoln é um espaço democrático, uma tribuna livre onde todos os cidadãos podem expressar suas opiniões e debater questões de interesse público. Que venham outros candidatos expressar suas idéias. O Dr. Luis Gaudêncio Belchior, de Brasília, esclareceu muito bem o assunto. Nossa UFMA é de âmbito federal. O Prof. Dr. Natalino Salgado Filho é reconhecido internacionalmente como nefrologista pela sua vasta cultura médica. Seu notável trabalho como administrador público trasnformaram o Hospital Universitário/UFMA num dos melhores hospitais públicos deste país. As coisas do Maranhão interessam a todos os brasileiros. <br />
<br />
<b>Larissa Dias escreveu:</b><br />
Prezada Erina Moreira e <br />
Dr. Luis Gaudêncio Belchior, <br />
Em minha terra, que eu acho que é a mesma de vcs, o Maranhão, se diz que "Apressado come cru". Eu sei desse ditado porque sou da roça, nasci na roça. Sou daquelas que certa vez uma maranhense ilustre, falo da Dra. Fátima Oliveira, aqui se definiu como tal: "Sou uma moça do interior". E por ser "uma moça do in teiror era discriminada até pelos namorados que diziam que estavam namorando uma "menina do interior". Ela odiava isso, mas é assim que "ludovicenses da gema" ainda tratam quem não nasceu na "ilha". Não sei se Erina Moreira é. Ou o doutor.<br />
<br />
Pois bem, por favor releiam o que eu escrevi. Releram? Releiam o que vocês escreveream em tom acustório e de Caça às Bruxas. Releram?<br />
<br />
Não é à-toa que muita gente diz que faz parte do DNA cultural de professores universitários pensarem que têm o rei na barriga, e até a rainha e até toda <br />
a nobreza. Coisa de mentes colonizadas...<br />
Por que devo aceitar que o ilustre Dr. Luis Gaudêncio Belchior (Pós-Graduado em Ciências Políticas/Canadá) e a ilustríssima Erina Moreira desçam o sarrafo em mim, colocando em minha boca palavras que eu não disse, usando de tantos impropérios para dizer que estou discriminando a UFMA. Queridos eu sou uma SEM-UFMA! Vocês sabem o que é isso? Nem para universidade eu pude ir. Diferentemente de vocês. Onde é que está a discriminação? De qual lado?<br />
Eu entendo que a UFMA é um patrimônio público maranhense e brasileiro e que há muitos anos foi jogada para as calendas gregas. Em nome da ética precisa ser recuperada.<br />
<br />
Mas o que eu disse aqui e volto a repetir <br />
é que a eleição d eum reitor ou reitora um assunto local. Lamentavelmente. Mas é.<br />
E que se o Portal Mhário Lincoln do Brasil estava dando espaço tão grande para a eleição do reitor da UFMA e divulgando a candidatura que considera melhor (é um direito do Portal, claro), deveria criar um espaço chamado Eleições para reitorias de universidades Públicas.<br />
Sinceramente, acho que seria importante. Mas discordo da forma como foi feita a divulgação aqui do Dr. Natalino Salgado, apesar dos seus méritos reconhecidos. M einformei sobre ele e a minha informante<br />
acha que ele realmente é uma candidatura relevante. Mandei um e-mail para a Dra. Fátima Oliveira perguntando sobre ele e ela, educamente disse que ele era um nome <br />
que se eleito, com certeza faria uma gestão histórica e que a UFMA estava precisando de uma sacolejada e que ele parecia ser a pessoa talhada para tanto.<br />
Mesmo após ouvir uma opinião que respeito até demais da conta, repito:<br />
Só acho que é INADEQUADA esta campanha para ele, ou para qualquer outro candidato a reitor da UFMA (falando nisso, quem são os outros candidatos?) num site como este. A não ser que Mhário Lincoln coloque aqui uma Seção chamada Eleição para REITOR e divulgue aqui todas as candidaturas a Reitoria de todas as Universidades Públicas do país.<br />
Penso assim por ser este um tema muito local. Mais restrito ainda à comunidade universitária do Maranhão.<br />
Espero ter me feito entender. Não há nada que transforme esta disputa à reitoria da UFMA em um debate ou tema de interese nacional. É muito bairrismo este destaque aqui. NADA CONTRA A SUA CANDIDATURA. NEM DOS OUTROS QUE NÃO CONHEÇO. <br />
<br />
<br />
<b>Célio Gitahy Vaz Sardinha escreveu:</b><br />
O Doutor Natalino Salgado Filho é um notável discípulo de Hipócrates, um autêntico sacerdote da medicina, dedicado a tantos quantos necessitam de seus conhecimentos científicos e préstimos profissionais, especialmente na área da Nefrologia que exerce com verdadeira paixão. Tive singular oportunidade de trabalhar com esse amigo na Diretoria do Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão(HUUFMA), durante sete anos e meio e aprendi bastante com o Dr. Natalino, professor, gestor e um legítimo líder servidor, que foi capaz de operar uma total metamorfose no HUUFMA, elevando-o à condição de um dos primeiros colocados na classificação geral de hospitais públicos do Brasil, conquistando inclusive, títulos que nunca antes obteve. Sem sombra de dúvidas, o Dr. Natalino Salgado Filho, é um excelente nome para o cargo de Reitor da UFMA, pelos seus méritos pessoais, pela sua conduta ilibada e íntegra como gestor público, somadas ainda ao dinamismo e empreendedorismo de suas ações em tudo aquilo que faz, sempre imbuído de boa-fé e elevado espírito religioso, com perseverança e humildade, peculiares a um verdadeiro cristão, que prega e realiza o melhor possível em prol de seus semelhantes e da comunidade onde vive e trabalha, ao lado de seus familiares. É um verdadeiro paradigma de trabalho e honra a ser seguido.<br />
Como advogado, ex-aluno do Curso de Direito da UFMA, também ex-servidor dessa grande Universidade, que tanto nos fascina, cujos colegas e amigos prezo, estimo, e respeito, desejo sinceramente que o Dr. Natalino Salgado Filho seja o próximo Reitor da UFMA e possa contribuir com sua ímpar capacidade de trabalho e paradigma de vida para o desenvolvimento pleno e engrandecimento da nossa tão querida Universidade Federal do Maranhão.<br />
Avante Dr. Salgado! E que DEUS abençoe e guie seus passos.<br />
<i>Célio Gitahy Vaz Sardinha (Professor Universitário, Delegado de Polícia e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão). </i>29/01/07 29/01/07 <br />
<br />
<b>Antero de Quental (é meu nome!) escreveu:</b><br />
Viiiiiixe, Mhário, esquentou, esquentou. Tá pegando fogo. Eu só queria entender como é que o nome da Dra. Fátima Oliveira entrou nisso. E qual a dúvida sobre quem ela apoiaria? Fátima Oliveira é uma mulher que faz política e sempre tem um lado. Disso ninguém duvida, nesse país. De mamando a caducando. Mas por que essa encrenca toda? É dose, tchê!<br />
Aqui não tem nenhum maluco e nem analfabeto. Vamos fazer a campanha gente e deixar o botox de lado. Intolerância nunca foi a melhor conselheira. Se meu apoio vale ralguma coisa Natalino Salgado para reitor da UFMA!!!!... <br />
29/01/07 29/01/07 <br />
<br />
<b>Ana Emilia Oliveira escreveu:</b><br />
(Em pós-estudos nos Estados Unidos).<br />
A indiscutível eficiência com que tem conduzido o Hospital Universitário representa um grande cartão de visita para a candidatura do Prof. Dr. Natalino Salgado ao posto de Reitor da UFMA. Sem dúvida, o seu dinamismo administrativo aliado a sua capacidade de buscar recursos tem muito o que contribuir para o engradecimento da nossa universidade. Conte com o meu apoio Professor!!! <br />
01/02/07.]]></description>
 <category>Debates</category>
<comments>http://www.mhariolincoln.jor.br/index.php?itemid=2450</comments>
 <pubDate>Thu, 08 Feb 2007 20:24:04 -0200</pubDate>
</item><item>
 <title><![CDATA[<span style="color: #76c100"><b>TEXTOS COM TOTAL ESPÍRITO NATALINO</b></span>]]></title>
 <link>http://www.mhariolincoln.jor.br/index.php?itemid=2290</link>
<description><![CDATA[<div style="text-align: left">Amigas e amigos virtuais  em Listas :<br />
<span style="color: Red"><b>"A solidariedade o afeto não cronometram a distância" </span><br />
(<i>Alzira Rufino</i>)</b><br />
 <br />
 Mais um ano navegando  na  construção do nosso espaço virtual. Que 2007  venha renovar  a esperança,  para continuarmos  na luta pela concretização de nossos ideais . Por nós. Para nossos filhos e netos. Para  nossos tataranetos. Por nossa descendência!<br />
 Votos da Equipe e Associadas  da Casa de Cultura da Mulher Negra, Boletim Eparrrei Online e Revista <span style="color: #003f8d"><b>Eparrei.</b></span></div><br />
<br />
<span style="color: Red"><b>Nota do Editor ML: </b></span><i><b>O Portal MLB está à inteira disposição em 2007 para continuar divulgando as ações pertinentes a Casa de Cultura da Mulher Negra. Aqui, às ordens Alzira!</b></i><br />
==========================<br />
<br />
<span style="color: #003f8d">Convidado Especial:</span><br />
<br />
<b><span style="color: Red"><b>O Espírito do Natal</b></span><br />
<span style="color: #003f8d">Escrito por Antonio Ozaí da Silva</span><br />
<br />
O “espírito do natal” impregna o ar. Ele está nos lares e nas almas bondosas que habitam este planeta. Através da TV e da Internet irradia imagens e mensagens que, como um imperativo categórico, apoderam-se das nossas mentes. Ele está nas ruas, nas lojas, em shopping center e nas calçadas onde se ofertam tudo o que o materializa. Até mesmo na rua em que moro, uma voz, amplificada pelo som de um carro que passa, anuncia que a “farmácia tal” deseja Feliz Natal e etc. Um vereador do bairro teve a mesma idéia. Quanta emoção!</b><br />
É impossível se desvencilhar do espírito natalino (Eis a tirania da maioria!). Ele se traduz em belas palavras repetidas mecanicamente e à exaustão. A Internet contribui para propagá-lo. Empresas e indivíduos, para quem somos apenas um email, enviam cartões de natal, sons e slides em PowerPoint, imagens e palavras que emocionam. Basta que façamos parte do seu catálogo de endereço. Com apenas um clique enviam milhares de emails. Os computadores são infestadas pelo “espírito natalino”. Seria um novo tipo de vírus?! Mensagens formais que alimentam o “espírito do comércio” e os egos esvaziados de sentido real. Tudo muito impessoal. <br />
Tento compreender. Fico a pensar se devo enviar votos de “Feliz Natal e Próspero Ano Novo” para os mais de oito mil emails do meu catálogo de endereços. Seria uma boa estratégia para espalhar o bem e fortalecer a “corrente do bem”? Desejar o bem sem olhar a quem deve fazer bem a quem o deseja. Mas não soa falso fazê-lo dessa maneira? Entre estes milhares de emails conheço alguns pessoalmente e outros representam amizades virtuais. Com estes a relação é direta e individualizada. De qualquer forma, desejo, de coração, o bem de todos, inclusive aos que não conheço. <br />
Reflito longamente e termino por me sentir mal. Sim, porque só uma pessoa não imbuída do “espírito natalino” pode ser tão má a ponto de se diferenciar dos milhões de indivíduos imersos num clima de imensa felicidade. Imagino o que pensam os caros leitores sobre a minha audácia. Os mais condescendentes devem se perguntar se não tenho problemas psicológicos; os críticos talvez pensem em romper as relações, ainda que virtuais. <br />
Recordo de Um Conto de Natal, de Charles Dickens, e do avarento Ebenezer Scrooge, que odeia o natal e pensava apenas nos lucros. Se vivesse hoje, saberia que o natal é um bom negócio e estaria muito feliz. Não sou como ele. Parafraseando Max Weber, tenho ojeriza ao “espírito capitalista do natal”. Dickens mostrava que o “espírito burguês” era uma chaga capaz de se alastrar e aniquilar os bons sentimentos e valores. De certa forma anunciava no que o natal se transformaria sob o capitalismo moderno. <br />
Lembro ainda de Grinch, outro personagem mal-humorado que não aceita o “espírito natalino” e arquiteta um plano para arruinar a festa de natal dos habitantes da pequena Quemlândia (Whoville). Porém, até mesmo indivíduo tão malévolo, capaz de roubar o natal das crianças, se rende ao “espírito do natal”. Será que sou mais malevolente? Adoro crianças, mas elas não me contagiam com o seu entusiasmo natalino e a sua avidez pelos presentes. <br />
Devo ser mesmo muito ruim! Ainda assim, reconheço a bondade dos outros e não sou ingrato a ponto de recusar os votos de Feliz Natal. Se muitos me desejam o bem, talvez eu o alcance. Ademais, para além das formalidades e hipocrisias próprias desta época, existem os sinceros, ainda que expressem seus sentimentos por emails. Meu sincero muito obrigado!<br />
Há também os que amamos e que, no final das contas, terminam por nos envolver em seus mais puros sentimentos. O Natal passa, mas eles permanecem presentes em nossas vidas e em nossos corações. Eis o mais importante.<br />
--------------------------<br />
<br />
<span style="color: Red"><b>Aos Companheiros Paraíbas</b></span><br />
Enviado por: <i>Mário Heitor |Negócio</i><br />
 <br />
<b>O texto original tem o título de Realidade,   não se  sabe quem é o autor do texto original. A partir de outubro de 2004 passou a transitar na Internet sem a assinatura do autor. Muitos têm usado esta bela mensagem com diversos fins, eu aproveito a iluminada mente desconhecida para expressar para todos vocês meus melhores votos de fim de um Feliz Aniversário do nosso Cristo Redentor e mais um ano de plenas realizações.</b><i></i><div style="text-align: center"></div><br />
<br />
<span style="color: Red"><b>Realidade</b></span> <br />
Aprendi que se aprende errando; <br />
Que crescer não significa fazer aniversário; <br />
Que o silêncio é a melhor resposta, quando se ouve uma bobagem;<br />
Que trabalhar não significa ganhar dinheiro; <br />
Que sonhos estão ai para serem alcançados; <br />
Que amigos a gente conquista mostrando o que somos; <br />
Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você ate o fim; <br />
Que a maldade se esconde atrás de uma bela face; <br />
Que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela;<br />
Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada; <br />
Que a natureza é a coisa mais bela da vida; <br />
Que amar significa se dar por inteiro; <br />
Que um só dia pode ser mais importante que muitos anos; <br />
Que se pode conversar com estrelas; <br />
Que se pode confessar com a lua; <br />
Que se pode viajar alem do infinito; <br />
Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde; <br />
Que dar um carinho também faz... <br />
Que sonhar é preciso; <br />
Que se deve ser criança a vida toda; <br />
Que nosso ser é livre; <br />
Que o julgamento alheio não é importante; <br />
Que o que realmente importa é a paz interior. <br />
<br />
Não podemos viver apenas para nós mesmos. Mil fibras nos conectam com outras pessoas, e por essas fibras nossas ações vão como causas, e voltam para nós como efeitos... <br />
Aproveite ao máximo cada instante da sua vida, pois ele é único.<br />
--------------------------------------------<br />
<br />
<span style="color: #003f8d">Convidado Especial:</span><br />
<br />
<span style="color: Red"><b>ODISSÉIA NA TERRA</b></span><br />
<i>Carlos Henriques de Araújo Membro da UBE-PI</i><br />
<br />
De repente,<br />
Por um sopro divino <br />
Viramos gente,<br />
Vinda do ventre, <br />
Se transforma em criança.<br />
Quanta esperança!<br />
Em tenra idade, começa.<br />
Correndo,<br />
Pulando,<br />
Caindo,<br />
Chorando,<br />
Aprendendo,<br />
Sorrindo, <br />
E crescendo sob benções e amores.<br />
Aí vem a juventude, feito flores,<br />
E aflora o que outrora eram botões,<br />
Agora já sufoca e encanta corações,<br />
Que não vêem a hora da maioridade<br />
E a conquista da sonhada liberdade.<br />
Mas o tempo é de estudar,<br />
De amar,<br />
De sonhar,<br />
De trabalhar <br />
De pensar no futuro<br />
E casar (um tiro no escuro).<br />
Ter família e responsabilidade.<br />
Quando menos se espera,<br />
Chega a meia idade.<br />
Filhos criados,<br />
Batalhas vencidas,<br />
Ou sonho desfeito,<br />
Uma sensação de alegria,<br />
E um aperto no peito, <br />
Com lágrimas sentidas,<br />
Só de pensar na aposentadoria,<br />
Na viagem tão sonhada,<br />
Na casa de praia prometida,<br />
Na filha mais velha casada<br />
E tantas coisas deixadas (pra depois)<br />
Agora não dá mais tempo,<br />
Esta é a realidade,<br />
Chegou a terceira idade,<br />
Só resta descansar,<br />
E envelhecer em paz<br />
Com saúde (e sem alzaime)<br />
Agradecer a Deus e a todos<br />
E entre abraços e beijos, se despedir<br />
E embarcar para uma outra aventura<br />
Num mundo bem distante daqui.<br />
]]></description>
 <category>Elson de Azevedo Burity</category>
<comments>http://www.mhariolincoln.jor.br/index.php?itemid=2290</comments>
 <pubDate>Mon, 25 Dec 2006 15:32:07 -0200</pubDate>
</item><item>
 <title><![CDATA[<span style="color: #76c100"><b>UM NATAL COM MUITOS TEXTOS ESPECIAIS</b></span>]]></title>
 <link>http://www.mhariolincoln.jor.br/index.php?itemid=2289</link>
<description><![CDATA[<br />
<span style="color: #003f8d">Convidada Especial:<br />
Flávia Prazeres(*)<br />
(*) Colunista do Portal <i><b>VEJO São José</b></i></span><div style="text-align: left"></div><br />
<br />
<span style="color: Red"><i><b>"Mhário, decidi falar do Natal através do texto de MÁRIO PRATA",</b></i></span> que segue:<br />
<br />
<span style="color: #003f8d"><b>Jingle Bell prá vocês</b></span><br />
Não gosto do Natal. Não chego a odiar, mas não gosto. Nunca gostei. Desde pequeno, no interior. Papai Noel sempre me assustou. Gostava de preparar a árvore com dias de antecedência, apesar de não concordar em colocar algodão para "simbolizar" a neve. Gostava de imaginar os presentes. Aliás, não gosto nem de dar e nem de receber presentes em datas certas. O presente é bom quando você não espera. No aniversário, Natal, Dia da Criança, depois Dia dos Pais, acho um saco de Papai Noel. O presente, conforme a palavra em si se explica, é uma presença. Portanto, não pode ser datada. Não deve ser uma obrigatoriedade. <br />
Além de não gostar do Natal, em alguns aspectos, ele chega a ser irritante: Em vários aspectos. Senão, vejamos: <br />
- Quer coisa mais irritante durante o mês de dezembro do que ir a um barzinho ou restaurante, de noite, para tomar um chopinho e ter, ao seu lado, aos gritos, berros e urros, uma "festinha da firma", com risos histéricos, discursos profundos e etílicos do "chefe", gozações com a "gostosa" da firma e a indefectível troca de "amigos secretos?" Por que gritam tanto nas "festinhas da firma?" E quando você vai ao banheiro sempre tem um ou dois funcionários burocraticamente vomitando. Como se vomita no Natal! Principalmente os bancários. <br />
— E o "amigo secreto" então? Já notaram que sempre sai para quem não é nem muito amigo e muito menos muito secreto? E você passa o mês inteiro tendo que imaginar o que vai dar praquele chato. Se o "amigo secreto" já é uma relação constrangedora na firma, em família então, nem se fala. Em primeiro lugar, porque dois ou três dias depois do "sorteio", todo mundo já sabe quem é o amigo de quem. Você já sabe pra quem vai dar e de quem vai receber. Essas informações sempre vazam no seio familiar. Sempre tem uma irmã que sabe de todos, ninguém sabe como. E você que torceu para não sair aquela prima fofoqueira, pois é justamente com ela que você vai se abraçar logo mais. E dizer todas aquelas frases. Todas são insubstituíveis. <br />
— E as propagandas de Natal? Existe coisa mais horrível que este bando de gordos com brancas barbas, puxados por veadinhos? A publicidade brasileira é uma das melhores do mundo, perdendo talvez apenas para a inglesa. Mas, chega o Natal, baixa o "espírito natalino" nos criadores das agências e dá no que dá. Eles não conseguem (há 1.994 anos) fazer um único anúncio sequer decente nessa época. São constrangedores, amadores, dignos de um Papai Noel de mentirinha. Tem uns, mais "criativos", que até neve têm, debaixo dos 40 graus de dezembro. <br />
— E aqueles Papais Noéis que vão de casa em casa e os pais obrigam as criancinhas a dar beijo naquele sujeito imenso, barba descolada, sapatão de militar, já meio bêbado depois de passar em várias casas de amigos e parentes? As criancinhas esperneiam, não dormem semanas seguidas, sonhando com aquele monstro que o pai fez beijar. Meu Deus, é um outro pai que eu tenho?, devem pensar os pequenininhos da família. E o monstro ainda diz "coisas" para os indefesos, presos nos braços do pai ou da mãe, quiçá da avó: este ano, não vai fazer malcriação, vai comer toda a papinha, não vai mentir e nem fazer xixi na cama, viu, Rony? Coitados. <br />
— Mas o pior mesmo é a ceia, propriamente dita. Com o passar dos anos, a família vai crescendo e de repente já são quatro gerações que estão ali, de olho no peru. Umas 50 pessoas. E ali dá de tudo. Cunhados que não se falam, a velhinha que não escuta os planos do asilo, o fulano que está falido, coitado, a prima que está dando para um sobrinho, aquele casal que está separado mas que, no Natal, baixa o "espírito" e eles comparecem juntos. Todo mundo sabe que se odeiam. Mas é Natal. Aquele tio que deve tanto para o seu irmão também está lá. Mas é Natal. E a irmã que não pagou a trombada que ela deu com o carro do tio-avô? Tudo é permitido. Afinal, é Natal. Nasceu quem mesmo? Jesus, não foi? E, por isso, à meia-noite, todos dão as mãos e rezam (des)unidos.<br />
— E, para terminar: existe música mais chata que Jingle Bell?<br />
Já o Reveillon, é o maior barato. É quando tomamos o porre para tirar e esquecer a ressaca do Natal. Mas não adianta. No ano que vem, tem outro Natal.  <br />
<br />
<i><b>Mário Prata</b></i><br />
<br />
========================<br />
<br />
<div style="text-align: left"><b>Convidada Especial:</b><br />
<br />
<b>Marilza Albuquerque (Carvalho Branco)</b><br />
(*) <i>Diretora Cultural da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil, Segunda Secretária da Federação das Academias de Letras do Brasil e membro de várias entidades literárias (APALA, UBT...) e da Comissão Organizadora do Salão do Atmaísmo. </i></div><br />
<br />
<br />
<span style="color: Red"><b>NATAL DE ALGUMA GENTE</b></span><br />
<br />
Meninos carentes,<br />
De olhos descrentes,<br />
De roupas rasgadas...<br />
De carnes magoadas<br />
Por outros viventes...<br />
<br />
Que olham as lojas,<br />
Com olhos vorazes...<br />
Noel, se tu te despojas<br />
De tudo, nas bases...<br />
Feliz Natal não é frase!...<br />
<br />
É Amor ideal,<br />
Que torna feliz<br />
Realmente o Natal!...<br />
Ser humano, volta à raiz<br />
E busca seu cenário surreal...<br />
<br />
Se chove e faz frio,<br />
Menino carente<br />
Navega num Rio<br />
Tão decadente...<br />
Também no estio...<br />
<br />
É Natal?<br />
Tem certeza afinal?<br />
Na casa dos ricos,<br />
Presépio, Magos, burricos...<br />
Ali, de fato, é Natal!...<br />
<br />
Menino carente,<br />
Que olha pela vidraça<br />
A casa de toda essa gente...<br />
Ele tem fome... mas passa...<br />
De Deus, também ele é crente...<br />
<br />
Lá vem o guarda,com cassetete.<br />
Menino carente corre na rua,<br />
Nas mãos, um fita-cassete...<br />
E dribla... atua...<br />
Um tiro o derrete...<br />
Menino de rua...<br />
<br />
Menino carente...<br />
O corpo inda quente...<br />
Por ti, só chora a Lua...<br />
Esse é o Natal de alguma gente!...<br />
]]></description>
 <category>Elson de Azevedo Burity</category>
<comments>http://www.mhariolincoln.jor.br/index.php?itemid=2289</comments>
 <pubDate>Sun, 24 Dec 2006 23:37:32 -0200</pubDate>
</item><item>
 <title><![CDATA[<span style="color: #76c100"><b>NATAL ESPECIAL & CONVIDADOS</b></span>]]></title>
 <link>http://www.mhariolincoln.jor.br/index.php?itemid=2288</link>
<description><![CDATA[<div style="text-align: left"><br />
<br />
Convidados Especiais:<br />
Dudu Oliva & Charles Dias.</div><br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<div style="text-align: left"><span style="color: Red"><b>A CEIA DE NATAL</b></span><br />
<br />
<span style="color: #003f8d"><b>DUDU OLIVA</b></span><br />
<br />
APARTAMENTO 101<br />
Antônio só está de cueca sentado na poltrona. Bebe cerveja e assiste a tv. O telefone toca várias vezes, não atende. Sempre fica triste nesta época, lembra das pessoas queridas que já se foram. A campanhia toca, é Marinalda: <br />
– Vem passar o natal lá em casa, seu Antônio, tem tanta coisa...<br />
– Tudo bem, vou me aprontar. <br />
– Se demorar muito, volto aqui e te carrego pelas orelhas.<br />
<br />
APARTAMENTO 202<br />
Marinalda mora com o filho, que é muito frágil de saúde. Ela sempre inventa festas para animar o menino. É só ela e ele. Marinalda não fala de seu passado: “ vivo o agora, isso me basta.”.  No dia do natal faz uma ceia bem bonita, a casa já está toda enfeitada.  Resolve convidar os vizinhos de mais afinidade e que não tinham viajado. O seu filho fica animado, quer saber o que vai ganhar do</div> Papai Noel. – Calma!! Você vai adorar, Luca.<br />
<br />
APARTAMENTO 303<br />
Laura estava na praia. Olhava fixamente o mar. Senti-se um bloco de amargura e deseja se dissolver na imensidão do mar.  Começa a andar. Esbarra num homem, que só reconhece segundos depois. <br />
– Você é o meu vizinho?<br />
– Sim, moro no 501. Sou o Pedro.<br />
– Pois é, não te reconheci de primeira, quase não te vejo. Moro no 303.<br />
– Sei. Eu trabalho muito...<br />
– Pois é...  nossa vida é agitada hoje em dia.<br />
– Laura, esse é o seu nome, né?<br />
– Sim.  Hoje vou passar o natal com a Marinalda do 102.<br />
– Legal!<br />
–E você? <br />
– Na minha casa, sozinho.<br />
– Passa com a gente!!<br />
–  Não fui convidado. <br />
– Não tem problema.<br />
Laura liga pelo celular para Marinalda, que disse que seria ótimo recebê-lo.  Pedro rapidamente compra duas garrafas de vinho e um pote de sorvete.<br />
<br />
APARTAMENTO 501<br />
Pedro não para em casa e não possui vínculo com ninguém. Devido à profissão, matador de aluguel, é tão discreto que se torna quase imperceptível. “ Vou me mudar outra vez mesmo, não terá problema algum de eu ir à ceia. Nunca mais verei estas pessoas, inclusive Laura...”.<br />
<br />
NA CEIA DE NATAL<br />
No início, todos estão tímidos, mas depois a conversa fica animada. Sorriam espontaneamente, fazem até brincadeiras.  Luca se emociona com o presente que a mãe lhe dá: um computador. – Esse natal foi o melhor de todos!!<br />
Os vizinhos proseiam até o dia clarear. <br />
-------------------------------------------------<br />
NESTA NOITE DE NATAL<br />
Laura pediu à mãe, para passar o natal na casa da melhor amiga Luzia. A senhora consentiu. O pai de Laura havia morrido e elas não estavam com clima de Natal. Queria que a filha se distraísse um pouco. <br />
Laura era uma linda moça de dezoito anos. O pai de Luzia a olhava com um certo interesse e a moça o achava um homem charmoso. <br />
A mesa estava posta com requinte, tinham frutas, doces e muitas bebidas. O pai de Luzia bebia muito, não parava de olhar para amiga da filha. Laura se sentiu um pouco tonta, por causa do vinho e a presença do pai de Luzia. Pediu à amiga se podia descansar um pouco no quarto de hóspede. <br />
Minutos depois, ela viu a porta se abrir. Pensou que fosse Luzia chamando-lhe. Porém era o pai de sua amiga, vestido de papai Noel. Não teve vontade de gritar e nem sair do quarto; ficou parada ali. O homem fechou a porta com a tranca e foi em sua direção. Ela instintivamente abriu as pernas e se deitou na cama. Não tinha medo. <br />
O pai da amiga se sentou. Disse bem baixinho: – Não grite. Você é linda. <br />
O homem começou alisar suas pernas. A moça gemeu, porém a música estava tão alta que abafava qualquer ruído. Ele parou de tocá-la e abaixou a calça vermelha de papai Noel. Insinuou com olhares, para Laura tocar seu sexo. Ela o obedecia sem pestanejar. <br />
Quando deu meia-noite, todos começaram a festejar. Nesse mesmo tempo, Antônia e o pai de sua colega gozaram. <br />
Minutos depois, o homem foi embora e ela saiu em seguida. Foi para casa. Quis esquecer o que aconteceu nesta noite de natal.<br />
 <br />
----------------<br />
<i>Dudu Oliva<br />
http://duduoliva.blog-se.com.br/blog/conteudo/home.asp?idblog=13757<br />
http://dudu.oliva.blog.uol.com.br/ </i><br />
=====================================<br />
<br />
<div style="text-align: left"><b>DÁ-LHE, NOEL!<br />
<br />
“<span style="color: Red"><i><b>Aqui no Maranhão Papai Noel não tem um saco. Tem fardo pra carregar</b></i></span>”.<br />
Zé Neves, do Retiro Natal, São Luís - MA.<br />
<br />
<b>Charles Dias</b><br />
<br />
Todo final de ano vejo, publicadas nos jornais, as indefectíveis listas dos maiores, melhores, mais elegantes, mais atuantes, mais isso, mais aquilo, etc. e tal, de várias categorias e dos muitos segmentos de nossa sociedade. </b></div><br />
<br />
Vejo, também, logo depois das festas ao Bom Velhinho, as listas das realizações do ano que entra. Como a minha única promessa para 2007 é ler toda a obra de José Ribamar de Araújo Costa, o Sir Ney, dou por dito minhas intenções e não se fala mais nisso.<br />
Vou, nesse ano, dar uma ajuda para o Rufião de Rena no que toca aos presentes para nosso colegiado de políticos.<br />
Como esse escriba passou o ano (e tende a passar outros, se é que a antiga musa na cesse seu canto!) enchendo o saco dos senhores ditos homens públicos e de quantos achava que mereciam reprimendas aos seus comportamentos e não quer fazer injustiças com esses briosos senhores, acha-se na obrigação de, como sugestão ao bom velhinho, fazer uma lista dos presentes os quais eles merecem. Sintam-se então, senhores, homenageados nesta lista. <br />
Hierarquicamente começarei por mim, que me acho superior a tudo que me é inferior. Peço que me mande mais um lote de compreensão, amor, saúde e capacidade de trabalho, para que possa suportar o peso dessa luta contra a tirania e a corrupção que assola nosso pobre país.<br />
Meu pedido feito passo à lista propriamente dita.<br />
Ao Papai Noel (doravante PN) peço que não mexa com o nosso presidente. Deixe-o onde está. Vai que numa displicência papainoelina o Maioral seja colocado no saco e entregue a alguma criança que tenha pedido um fantoche... Mesmo assim, se insistir em dar-lhe alguma coisa material que lhe dê uma carruagem, um manto, uma coroa e uma guarda real. São com esses apetrechos que as rainhas modernas governam. Outra sugestão seria um ministério forte que não o ponha contra a parede à simples manifestação de ministros. Ilumine-o somente para que tire o Gil da Cultura. Nem a desculpa de ser baiano cola mais.<br />
Ao senhor José Sarney seria de bom alvitre presenteá-lo com uma nova oposição. A que lhe usurpou o poder no Maranhão precisa provar se realmente será melhor que ele. Essa pteropositrópode que aí está foi cria dele. Não é novidade nenhuma e não lhe faz a menor cócega na sua “carreira” política, que terminará no mais completo céu de brigadeiro. Continuará mais preocupado em manipular o fantoche barbudo. Juntamente com o “paizinho” dos baianos, o ACM, ao qual, sugerimos trazer os mesmos presentes pois são conservadores do mesmo saco.<br />
Para nossa oposição sugiro um novo Maranhão. Talvez um pouco mais longe dos tentáculos de Dom Bigodon. Eles mesmos me influenciaram na pedida pois apregoam que “outro Maranhão é possível”.<br />
E, pra não dizer que acabou o papel, não faz mal, limpa com jornal, etc. e tal, para aquela parte da imprensa, subserviente aos mandatários de plantão, uma carga completa de seu trenó de muito profissionalismo, muita isenção e muita imparcialidade. Se possível com uma entrega antecipada de umas amostras desses presentes, visto que muitos não conhecem o produto e podem se assustar.<br />
Agora, um pedido todo especial para os nossos abnegados deputados estaduais: toneladas e mais toneladas de ungüento para massagearem as suas colunas. O ano que passou foi, e o que virá será, de muito “sim senhor”, muito “tem razão”, “votarei, sim”, etc... Tudo acompanhado de flexão da coluna cervical. Haja ungüento.<br />
<br />
Desejo, do mais profundo do meu coração, que no próximo ano não tenha que repetir essa lista. Com todo o “otimismo” que me é peculiar e antevendo um ano de acomodações políticas, acho isso difícil. Cabe-nos, como cidadãos, dizer: basta! Mostrar que ainda temos hombridade e amor próprio e que nós podemos mudar nossos destinos. É só seguir nossas consciências.<br />
<br />
<i><b>E-mail: fcharlesfarias@yahoo.com.br</b></i>   <br />
]]></description>
 <category>Elson de Azevedo Burity</category>
<comments>http://www.mhariolincoln.jor.br/index.php?itemid=2288</comments>
 <pubDate>Sun, 24 Dec 2006 23:09:08 -0200</pubDate>
</item><item>
 <title><![CDATA[<span style="color: #76c100"><b>UM NATAL DE ESPLENDOR JUNTO COM NOSSOS COMENTARISTAS</b></span>]]></title>
 <link>http://www.mhariolincoln.jor.br/index.php?itemid=2287</link>
<description><![CDATA[<span style="color: #003f8d"><b>Convidada Especial:<br />
MENINA MAROTA (*)</b></span><br />
(*) Otília Martel (Menina Marota) é poeta, escritora, colaboradora espontânea e nossa correspondente em Portugal/EUROPA.<br />
<br />
<br />
<span style="color: Red"><b>"Para isso fomos feitos:Para lembrar e ser lembrados..." </b></span><br />
<br />
A voz da Mariana entoava na sala de uma forma que caía fundo no coração. Pelo menos no meu.<br />
Conhecera-a meses antes, exactamente naquela sala e logo uma empatia nos juntou.<br />
Não era dada a grandes conversas, nem a falar de si. Só o sorriso e o seu olhar mostravam a serenidade da sua alma.<br />
Éramos um grupo de perto de vinte, pertencentes a um coral, alegres e barulhentos, que se juntavam à quinta-feira para ensaiar. A Mariana fazia parte dele.<br />
Durante o mês de Dezembro os ensaios eram mais intenso com os cânticos de Natal e ainda com as recitações, que alguns gostavam e era isso que a Mariana fazia naquele momento. Lia o “Poema de Natal”, de Vinícius de Moraes com uma tal intensidade, que arrancou lágrimas de alguns olhares. E de mim.<br />
Senti a sua falta no almoço de Natal, até porque embrulhara cuidadosamente a caixinha de música que ela olhava tão insistentemente na montra da loja onde passávamos diariamente. Cumpríamos a tradição de todos os anos e custou-me não ter ali a Mariana.<br />
Corri a sua casa e quando a Mãe me abriu a porta, senti de imediato um frio percorrer-me.<br />
Nada ali, fazia lembrar que ia haver Natal…<br />
- A Mariana está? – Perguntei um pouco timidamente.<br />
- Sim, eu acompanho-a – e a sua voz era triste.<br />
Só os olhos da Mariana sorriram quando entrei.<br />
Permaneci ali calada durante breves instantes, apertando a mão que ela me estendeu.<br />
- Trouxe-te a tua prenda, porque não me disseste que estavas doente?<br />
- Não há nada a fazer… e a sua voz era doce, sem qualquer rasgo de revolta.<br />
Ficámos ali as duas, ouvindo a música que saía da caixinha… e quando, ao cair da noite nos despedimos, o Natal para mim, tinha outro significado…<br />
Vela por todos os meninos doentes... por aqueles que têm fome e frio, que não têm onde se abrigar, que não têm um carinho, nem um sorriso…<br />
Aí nesse local onde estás... Mariana... <br />
---------------------------<br />
<span style="color: Red"><b>Querido Filho. </b></span><br />
 <br />
Menina Marota:<i><b> "O Natal... <br />
...na minha infância e juventude foi para mim momento de grandes alegrias.<br />
Era a altura de rever familiares, que pelos seus afazeres profissionais, não via durante o resto do ano.<br />
Com o tempo, muitos desses familiares foram desaparecendo: Avós, Pais e muitos dos meus Tios mais velhos, por quem tinha uma afinidade imensa. Ao vaguear por este "mundo" imenso que é a blogosfera, o sentimento de perda que acalento, veio ao de cima ao ler este texto, que aqui quero partilhar, nesta época natalícia… ".</b></i><br />
<br />
<span style="color: Red"><b>Texto de Ceolino<br />
http://ceolino.Blogspot.com/ </b></span><br />
<br />
-No dia em que esteja velho e já não seja eu, tem paciência e tenta entender-me.<br />
-Quando, todos comem e eu não conseguir; quando não puder vestir-me: tem paciência. Recorda as horas que passei a ensinar-te.<br />
-Se, quando falar contigo, repetir as mesmas coisas mil e uma vez, não me interrompas e escuta-me.<br />
-Quando eras pequeno, na hora de dormir, eu tinha de te explicar mil vezes o mesmo conto repetidamente até teres sono.<br />
-Não me envergonhes quando não quiser tomar banho, nem me ralhes. Recorda quando tinha de andar atrás de ti e as mil escusas que inventavas para não tomares banho.<br />
-Quando vires a minha ignorância diante das novas tecnologias, e te pedir que me dês todo o tempo necessário, não me irrites com o teu sorriso amarelo.<br />
-Eu ensinei-te a fazer tantas coisas... Comer bem, vestir-te... e como enfrentar a vida.<br />
-Muitas coisas são produto do esforço e perseverança dos dois.<br />
-Quando em algum momento perder a memória ou o fio à nossa conversa, dá-me o tempo necessário para me recordar. E se não puder fazê-lo não te enerves, seguramente o mais importante não era a minha conversa: a única coisa que queria era estar contigo e que me ouvisses.<br />
-Se alguma vez não quiser comer, não me obrigues. Sabes bem quando necessito e quando não.<br />
-Quando os meus membros cansados não me deixarem caminhar...dá-me a tua mão amiga da mesma maneira que eu ta dei, quando tu começavas a dar os teus primeiros passos.<br />
-E quando algum dia te disser que já não quero viver, que quero morrer, não te enfades. Um dia entenderás que isso não tem nada a ver contigo, nem com o teu amor, nem com o meu.<br />
-Tenta entender que na minha idade já não é viver mas sobreviver.<br />
-Um dia descobrirás que, apesar dos meus erros, sempre desejei o melhor para ti e sempre tentei preparar o caminho que tu havias de fazer.<br />
-Não te deves sentir triste, enfadado ou impotente por me veres desta maneira. Fica ao meu lado, tenta entender-me e ajuda-me como eu te fiz quando tu estavas a começar a viver.<br />
-Agora, toca-te a ti acompanhar-me no meu frouxo caminhar. Ajuda-me a acabar o meu caminho, com amor e paciência. Eu te pagarei com um sorriso e com imenso amor que sempre tive por ti.<br />
Amo-te, filho.<br />
O teu pai, a tua mãe, os teus avós...<br />
 <br />
<i><b>«In memoriam». Todos recordam os pais e os avós de toda a gente.</b></i><br />
 =================================<br />
<br />
<span style="color: #003f8d"><br />
<b>Convidada Especial:</b></span><br />
Soraya Fialho Felix<br />
<br />
<b>AMADOS.</b><br />
<span style="color: Red"><b>O NATAL EM NOSSA FAMÍLIA É ASSIM: Genial, sempre! Mesmo simples.<br />
Aliás, o Portal MLB também é nossa família. E também é simples.</b></span><br />
<br />
<br />
<div style="text-align: left">Faltam poucas horas para começarem os fogos a luzir nos céus, brindarmos, nos abraçarmos, desejar boas novas, um nos braços do outro. Enfim é NATAL! Não tivemos o privilégio de estarmos juntos, fazer nossa enorme mesa cheia de guloseimas que nós "delicadamente" degustamos todos os anos. Não vamos ter Bebel tentando frenéticamente fazer sua pregação, sempre abafada pelos gritos da turma mais preocupada com os presentes, amigo secreto, o vinho, o suflê que está no forno, o Papai Noel se já está pronto e etc....<br />
Mas não faremos disso um Natal de separação, é apenas um breve deslocamento de alguns, e com certeza outros muitos Natais virão, e olhem que em breve teremos uma outra rama da família vindo por aí. Que bom!<br />
Façamos de nossa ceia uma "SANTA CEIA" onde o vinho é o sangue de Jesus e o alimento o Seu corpo. Sabemos que os corações que agradam a Jesus, são os corações humildes, então nessa noite entreguemos a ELE todas as coisas que nos afastam dessa humildade, fazendo de nós seres humanos melhores que somos. Vamos vestir nosso espírito das vestes humildes de JESUS, e calçarmos suas sandálias para que nos levem aos caminhos dos  Seus mandamentos:<br />
 "Amar a DEUS sobre todas as coisas e consequentemente o próximo como a si mesmo".</div>Mesmo distantes nos encontremos. Não há distância que nos separe, pois somos ligados por laços de sangue e de muito amor. Não deixemos que os ventos levem a união que nos foi deixada por nossos amados pais. Então quando o céu tiver colorido com os fogos a luzir,  as taças tiverem fazendo <i>tin-tin</i>, e os braços a se abraçarem, estaremos um pertinho do outro, transmitindo-nos toda nossa energia positiva, fazendo desse Natal um Natal de fé, esperança em um mundo melhor, acreditando mais nos homens , em nós mesmos,ajudando a contruir com nosso amor para nossos netos,  novas gerações, mais sólidas, mais temente a DEUS, vivendo em uma humanidade onde os homens sobrepõem os verdadeiros valores que nos leva a tão almejada PAZ.<br />
Amo todos vcs.<br />
Um dia estaremos todos juntos cada um com suas ramas a comemorar um "GRANDE NATAL", que venha polícia, corpo de bombeiros, GTA, SWAT, que nós iremos ARREBENTAR...<br />
FELIZ NATAL! O Portal é hoje, pra mim, uma grande família.<br />
<br />
==============<br />
<span style="color: #003f8d"><b>Convidada Especial:</b></span><br />
(*)<b>Heloisa B.P.</b><br />
<br />
<br />
(*) <span style="color: #00a2ff"><i>Heloisa é poeta, escritora e nossa correspondente espontânea na Inglaterra, onde reside. Obrigado pela colaboração.</i></span><br />
<br />
Renovo os VOTOS DE FELIZ NATAL!<br />
(Clique a seguir e ouça na RÁDIOWEB MLB todo o poema em declamação, com a belíssima VOZ portuguêsa de HENRIQUE SOUSA. <br />
<a href="#" onclick="OpenBrWindow('podcast','Podcast','toolbar=no,location=no,status=no,menubar=no,scrollbars=yes,resizable=yes','720','500','true'); return false;">Clique aqui e ouça na rádio web</a>).<br />
<br />
Se não, leia: <br />
<span style="color: Red"><b>Pensando em voz alta</b></span><br />
<br />
Deslizam as nuvens <br />
Corre o Vento <br />
E o Tempo passa veloz <br />
Como veloz é o meu pensamento<br />
<br />
Eis, que o Outono é chegado <br />
E... nem o Sol nem a Lua<br />
Nem o Vento <br />
Me trazem novas do MEU AMADO!!<br />
<br />
…Outrora, eu gostava do Outono! <br />
Ele, aumentava a minha criatividade!...<br />
…mas, hoje um Sol Frio, SOL DE INVERNO,<br />
Me visitou e, <br />
Não me iluminou! <br />
Apenas, me fez sentir <br />
Um desejo enorme de dormir <br />
E... Somente acordar <br />
(cem anos após) <br />
Não com o beijo tradicional <br />
Mas, sim, com o SOM DA TUA VOZ!!!<br />
<br />
…Pudera eu, retroceder no Tempo <br />
E, acreditar em histórias de encantar!!! <br />
Acreditar que, é possível, <br />
OS HOMENS/MULHERES, OS SERES,<br />
Terem ainda, Tempo para reaprender a AMAR!!!<br />
<br />
Porém, pensando em Voz Alta, <br />
Aqui sentada, <br />
Escrevendo, <br />
Pensando e repensando, <br />
Como o Tempo, esse tirano <br />
Que, ufano corre mais veloz <br />
Que o Vento e... leva <br />
Nas asas das Nuvens <br />
Negras de fumo. <br />
DO FUMO DA DESCRENÇA <br />
Do DESAMOR…<br />
A minha FÉ perdida <br />
Nas dobras da VIDA!... <br />
E… encontrado não é, <br />
O meu “sapatinho na chaminé”<br />
Encontrado não é <br />
O Tempo da confiança, da Esperança,<br />
Nas manhãs da surpresa, <br />
Filhas da Inocência!…<br />
Em que, era possível <br />
Ser Verdade existir <br />
Uma realidade <br />
Permitindo Sonhar <br />
Que, ao acordar, <br />
O meu “sapatinho” estava LÁ”, <br />
Calçado de AMOR <br />
Sentado à Chaminé de TODOS OS NATAIS!!!<br />
<br />
Pensando em VOZ ALTA, <br />
Eu, peço aos “Deuses” <br />
Donos dos Natais, <br />
Que me dêem, a capacidade de retroceder no Tempo <br />
E…<br />
CRER NA PAZ!<br />
CRER NO AMOR! <br />
CRER NA INOCÊNCIA <br />
...Acreditar, que se possa ainda AMAR <br />
E, com “Despudor” DAR <br />
A MÃO E O CORAÇÃO <br />
Sem medo de errar ou DAR DEMAIS <br />
(AOS DEMAIS!!) <br />
DENTRO, OU FORA, DOS CALENDÁRIOS QUE DEFINEM OS NATAIS!<br />
<br />
…Como eu, queria ter a capacidade, de retroceder <br />
No Tempo e… voltar a confiar <br />
Em histórias de encantar <br />
Contadas à lareira ou ao LUAR!!!<br />
<br />
…Como eu, desejava, ser possível, as lágrimas não ter de ocultar… <br />
E, o Coração poder DESABROCHAR <br />
(SEM RECEIO!)<br />
<br />
E... OS SINOS... VOLTAREM A TOCAR <br />
CONVIDANDO-NOS A ENTRAR NO TEMPLO(?) DA PAZ!<br />
<br />
No TEMPO DA JUSTIÇA <br />
NO TEMPO DO AMOR <br />
EM TEMPO DE AFASTAR A DOR!!<br />
Aqui, PENSANDO EM VOZ ALTA, <br />
Eu QUERIA, TANTO, TER A CAPACIDADE <br />
DE ACREDITAR <br />
Que, O TEMPO, <br />
AINDA DÁ TEMPO, <br />
AOS HOMENS,<br />
DE REAPRENDER A CONJUGAR O VERBO AMAR!!!<br />
<br />
OH! ‘DEUSES’, DAI-ME A CAPACIDADE DE ACREDITAR <br />
EM NOVAS HISTÓRIAS DE ENCANTAR!!!...<br />
Quero crer que ainda é tempo de AMAR com total "despudor": Hoje, amanhã e... depois de depois... de TODOS OS AMANHÃS!!!!!!<br />
<br />
Autora do poema: Heloísa B.P.<br />
<br />
]]></description>
 <category>Elson de Azevedo Burity</category>
<comments>http://www.mhariolincoln.jor.br/index.php?itemid=2287</comments>
 <pubDate>Sun, 24 Dec 2006 22:51:27 -0200</pubDate>
</item><item>
 <title><![CDATA[<span style="color: #76c100"><b>UM NATAL ESPECIAL, FEITO PELOS NOSSOS COMENTARISTAS </b></span>]]></title>
 <link>http://www.mhariolincoln.jor.br/index.php?itemid=2286</link>
<description><![CDATA[<div style="text-align: left"><span style="color: Red"><b>Nota do Editor:</b></span> Muitos dos comentaristas deste Portal foram convidados para enunciarem seus pensamentos e idéias sobre o Natal, sobre o ano de 2006, sem pautas prévias, mas de forma livre e espontânea, como sempre acontece por aqui. O resultado foi ótimo. <br />
Vamos mostrá-los em duplas.</div><br />
<br />
Agora é a vez de <b>CARLOS NINA & ELSON BURITY</b><br />
<br />
-----------------<br />
<span style="color: #003f8d"><b>Convidado Especial:</b></span><br />
<br />
<span style="color: Red"><b>NATAL E CIDADANIA</b></span><br />
<br />
<i><b>Carlos Nina</b></i><br />
(*)Ex-presidente da OAB-MA e advogado.<br />
<br />
A Empresa de Correios e Telégrafos tem prestado um bom serviço no<br />
Natal. Faz a intermediação da doação de presentes a crianças carentes. Pena<br />
que essa intermediação se restrinja ao Natal. Mas já é alguma coisa. Uma<br />
grande ajuda. Gestos como esse, porém, apesar da grandeza que os deve ter<br />
movido, não são suficientes para me convencer de que o Natal mudou. Se<br />
mudou, com certeza não foi para melhor. Continuo pensando a mesma coisa<br />
sobre o Natal.<br />
Acredito que algumas pessoas, quando dizem Feliz Natal, estão sinceramente<br />
querendo que os destinatários de sua mensagem tenham um Natal feliz. É<br />
possível um Natal feliz?<br />
Não cabe aqui analisar o que é felicidade, mas, independentemente do<br />
conceito ou das definições que se dêem ao termo, cabem alguns<br />
questionamentos que cada um poderia fazer a si mesmo, a exemplo dos<br />
seguintes:<br />
Será possível um Feliz Natal sabendo-se que crianças morrem<br />
diariamente por desnutrição e que outras tantas vivem abandonadas pelas ruas<br />
das cidades, cheirando cola para enganar a fome? Que outro tanto é explorado<br />
pelos próprios pais que, desempregados, mandam seus filhos para as ruas<br />
esmolar e até prostituir-se para ganhar uns trocados?<br />
Será possível um Feliz Natal se crianças, idosos, deficientes<br />
abandonados não encontram um lugar decente que os abrigue para lhes<br />
propiciar atenção, respeito, dignidade? Se milhares de pessoas pobres e<br />
doentes que procuram socorro morrerão sem assistência ou serão torturadas<br />
pela omissão do Estado porque não têm condições financeiras, nem econômicas<br />
para serem atendidas por estabelecimentos particulares e os estabelecimentos<br />
de saúde da rede pública são precários, deficientes e caóticos?<br />
Será possível um Feliz Natal se você não tem sequer segurança para<br />
andar nas ruas, nelas trafegando sempre com medo de ser assaltado, agredido<br />
ou atropelado? Se você tem de cercar sua casa com muros altos, grades e<br />
portas de ferro, cadeados, cerca elétrica, sensor eletrônico, cachorro<br />
agressivo e vigias para se proteger da mesma violência que o assusta na rua?<br />
Será possível um Feliz Natal sabendo que você está comprando sua<br />
ceia e seus presentes com o dinheiro suado de seu trabalho e os corruptos<br />
estão à solta esbanjando criminosamente o dinheiro que roubam dos cofres<br />
públicos e que deveria ser usado para solucionar todos os problemas acima<br />
referidos? <br />
Será possível um Feliz Natal se os cretinos que roubam os cofres públicos<br />
ainda têm a coragem de invadir suas casas pelas telas da televisão para<br />
desejar-lhe Feliz Natal?<br />
Se você acha que sim, então parabéns. Você é um felizardo. Nem<br />
precisa que lhe desejem um Feliz Natal. Você o teria do mesmo jeito. Se você<br />
acha que não, mas quer um Natal menos infeliz, em 2007, comece a fazer<br />
alguma coisa para mudar essa realidade. Quando sair da Missa do Galo e de<br />
todas as outras missas ou dos cultos diferentes que professar, ou de<br />
qualquer outro lugar onde você foi pedir bênçãos, favores, graças e milagres<br />
a Deus, ou simplesmente foi dizer a Ele que é um(a) santo(a), crente, devoto<br />
(a), merecedor(a) da proteção divina, não fique indiferente à miséria que se<br />
espraia. Não pense, porém, que dando um trocado você terá cumprido sua<br />
parte. Não terá. Assuma sua cidadania. Cidadania não são só direitos; são<br />
deveres, também. <br />
Para que se tenha um Natal feliz, é preciso que aquele cumprimento de Feliz<br />
Natal seja mais que duas palavras vazias, sem sentido, trocadas educadamente<br />
entre pessoas que se encontram nas lojas comprando presentes, nos<br />
supermercados enchendo sacolas para as ceias fartas, ou se cumprimentam ao<br />
redor de árvores de Natal abarrotadas de presentes. <br />
Não se pode mais ver o Natal apenas como uma festa de família, ignorando os<br />
sem-família. Não é esse o espírito do Natal. A finalidade do Natal não é<br />
desejar apenas a quem tem posses um feliz Natal, mas, principalmente,<br />
procurar diminuir a miséria do Natal dos necessitados, dos desamparados,<br />
cuja situação humilhante de miséria e pobreza é exacerbada pela<br />
mercantilização do Natal. Época que tem até propiciado gestos crescentes de<br />
inesperada caridade, tamanha é a miséria exposta pelo confronto da<br />
extravagância com a necessidade, sacudindo corações. Isso não compensa nem<br />
redime a omissão pós-natalina.<br />
Portanto, para ser sincero, é melhor que você nem pronuncie a expressão<br />
vazia de Feliz Natal, se você não contribuiu para melhorar o de ninguém.<br />
Para que os outros tenham de fato um Natal feliz você tem de dar sua<br />
contribuição, de participar, de ser cidadão na plenitude e não apenas na<br />
fachada para tentar, com pieguices, enganar Deus. <br />
Assim, talvez no Natal do próximo ano você até conclua que é impossível um<br />
Natal feliz, mas certamente sentir-se-á melhor por ter contribuído para<br />
combater as desigualdades e injustiças que produzem a infelicidade dos<br />
natais de milhões de crianças que não tiveram, não têm e nem terão sequer um<br />
pedaço de pão para aliviar a fome que os fará sofrer ou os matará.<br />
E você, leitor, o que fará sobre isso até o próximo Natal?<br />
<br />
-----------------------<br />
<br />
<br />
<span style="color: #003f8d"><b>Convidado Especial:</b></span><br />
<b>Um domingo vermelho. Mas Vermelha e Branca também são cores do Natal</b><br />
<br />
<i><b>Elson de Azevedo Burity</b></i><br />
(*)Ex-Capitão dos Portos (MA), Engenheiro, Militar Aposentado e presidente da ONG “Clube do Caminhar”.<br />
<br />
<br />
           A semana que iniciou no dia 10 de Dezembro não tardaria em revelar uma série de acontecimentos que variaram do trágico ao feliz fim de festa.<br />
           Na madrugada do dia 11, após um assalto na cidade de Bragança Paulista, há 83 quilômetros de São Paulo, um casal morreu carbonizado dentro de seu próprio carro juntamente com seu filho de apenas 5 anos, após serem obrigados por  facínoras desumanos a entregar a quantia de R$ 20.000,00. <br />
            Dando continuidade aos absurdos acontecimentos da semana, os nossos representantes na Câmara Federal em Brasília arvoraram-se no direito de merecer  um aumento remuneratório de 90,7%, ignorando o índice da inflação de 28,4% no mesmo período. Considerando-se o aumento ocorrido no salário mínimo, nos vencimentos dos funcionários públicos em geral, aposentados,  pensionistas, militares e trabalhadores em geral, chegamos à conclusão que um grande absurdo foi cometido em nome da democracia e do povo brasileiro. Portanto, é chegada  a hora da mobilização popular contrária a tamanho desmando. Que os trabalhadores, sindicatos, professores, estudantes, CNBB, aposentados, funcionários públicos, OAB, órgãos representativos de classes patronais e de empregados, mobilizem-se para reverter tal quadro de imoralidade salarial; principalmente ao considerarmos que esta legislatura foi a mais vergonhosa havida neste país, provavelmente, em toda sua história republicana. Ainda não esquecemos os recentes casos do mensalão, dossiê, dólares na  mala e na cueca, sanguessugas e os acordões da impunidade.      <br />
               Não deixando de citar a outrora Cidade Maravilhosa, o Rio de Janeiro, despertamos na  sexta-feira, dia 15, com  uma  operação  desencadeada pela Polícia Federal (Operação Tingüi), quando foram detidos 76 soldados e sargentos da  polícia militar e um tenente,  envolvidos na guerra do narcotráfico: tal operação foi  considerada como a maior contra policiais nos 197 anos de existência da corporação (que vergonha!).  Mas as novidades não pararam por aí, quando mais tarde numa outra operação (Gladiador) a Polícia Federal iria  cumprir 45 mandatos de prisão, agora direcionados para os barões das máquinas caça-níqueis. Para espanto geral o peixe graúdo era o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, delegado Álvaro Lins e alguns de seus antigos assessores.  Imaginem a surpresa: ex-homem forte do governo Rosinha Garotinho, ex-chefe da Polícia Civil do estado, eleito deputado estadual  e agora investigado pela Polícia Federal!   Tais fatos por si demonstram que muita coisa tem que mudar na estrutura administrativa, política e institucional deste país.<br />
               Bem, mas deixando de lado tanta desgraça, roubalheira e decepção, amanhecemos o domingo com uma inédita disputa futebolística entre o Internacional de Porto Alegre e o Barcelona de Ronaldinho, Deco e Cia. Seria a exibição da máquina de fazer gol do time Catalão contra um Inter sem tradição em torneio daquele porte.  Mal começou o jogo e sentíamos que o time espanhol não estava tão à vontade como nos jogos anteriores, quando até goleava seus adversários.  O próprio Ronaldinho não conseguia armar suas jogadas e a equipe brasileira tinha dificuldades em penetrar na defesa adversária. Ao terminar o 1º tempo em zero a zero sentíamos que alguma surpresa poderia acontecer na etapa suplementar e eis que numa rápida jogada o veterano Iarley lançou o desacreditado Adriano que marcaria o gol da vitória.  No finalzinho o maranhense Clemer  ainda salvaria o Inter de gol certo, em chutes do Deco e Iniesta.  Com o oitavo campeonato conquistado, o Brasil igualou-se à Argentina e  hoje são os dois países que mais troféus possuem daquele importante torneio mundial. <br />
               Assim, ao findar tão trágica semana para o noticiário brasileiro, felizmente fomos brindados com uma excelente prova de determinação e superação dos nossos brilhantes jogadores brasileiros.<br />
               Ao aproveitar esta oportunidade ímpar de dirigir-me aos leitores do <i><b>Portal Mhário Lincoln do Brasil</b></i> gostaria de desejar a todos os melhores votos de um 2007 e que seja bem melhor do que tivemos em 2006. E parodiando o grande  astronauta soviético Yuri Gagarin e homenageando o Internacional, diria:  a terra não é azul. Neste momento ela é vermelha, da cor do sangue e do coração!<br />
<br />
        ]]></description>
 <category>Elson de Azevedo Burity</category>
<comments>http://www.mhariolincoln.jor.br/index.php?itemid=2286</comments>
 <pubDate>Sun, 24 Dec 2006 15:30:03 -0200</pubDate>
</item><item>
 <title><![CDATA[<span style="color: #76c100"><b>O NATAL DOS COMENTARISTAS DO PORTAL</b></span>]]></title>
 <link>http://www.mhariolincoln.jor.br/index.php?itemid=2285</link>
<description><![CDATA[<br />
<div style="text-align: left"><b>Nota do Editor:</b> <i>Muitos dos comentaristas deste Portal foram convidados para enunciarem seus pensamentos e idéias sobre o Natal, sobre o ano de 2006, sem pautas prévias, mas de forma livre e espontânea, como sempre acontece por aqui. O resultado foi ótimo. <br />
Vamos mostrá-los em duplas.</div><br />
Abaixo, Flor de Lys e Sonia Maria Grillo (Baby).<br />
<span style="color: #003f8d"><b>Convidada Especial:</b></span><br />
Colunista Flor de Lys.<br />
<br />
(<i>Não original/google</i>)<div style="text-align: left"><br />
<span style="color: Red"><b>A VELHA ÍNDIA e o Natal.</b></span><br />
<br />
<i><b>Flor de Lys Especial</b></i><br />
<br />
Eu tinha acabado de assinar o desquite (na época) e passei a morar sozinha numa casa meio grande, em São Luís, na Rua dos Afogados. Dispensei duas empregadas. Fiquei apenas com uma. No entanto, tive que aumentar minha carga de trabalho para sobreviver sozinha, enquanto, na justiça, era discutido o valor dos "alimentos".<br />
Então passei a levar o Mhário Lincoln ( que tinha uns sete anos) e a Orquídea (ainda de colo) para uma escola especial - a São Luís Gonzaga - da inesquecível educadora maranhense Zuleide Bogéa. <br />
Ficava uma duas quadras da sede do Tribunal Regional Eleitoral, na rua do Sol, onde eu trabalhava, à tarde. Pela manhã, escrevia a coluna para o <i>Jornal Pequeno </i>e à noite, comparecia aos eventos sociais. E nos fins de semana, sempre acompanhado dos dois, dava uma canja musicial (eu fazia que cantava) no Hotel da Praia do Araçagy, do empresário Moacir Neves. Eram tempos puxados, mas deliciosos.<br />
Todavia o destino acabou por me unir a uma figura emblemática da cidade: a velha Índia. Ela ficava sentada na calçada (há alguns meses) da <i>Casa do Índio</i>, na mesma rua do Sol, onde ficava o TRE-MA. Então, todas as vezes que eu ia levar os meninos para a escola, passava pela frente da Índia.<br />
Mas cabe aqui uma explicação: a <i>Casa do Índio</i> funcionava como uma espécie de hospital. Os índios doentes eram encaminhados para lá. E a doença da Índia? Espalharam que era lepra! Ora, eu passava pela outra calçada. Mas mesmo assim ela falava:</div>- Ei Flor. Você é a Flor de Lys, não é?<br />
E eu, morrendo de medo, com meus dois filhos, uma no colo e outro na mão esquerda, apertava-os e descia a ladeira que levava ao colégio.<br />
Isso se repetiu umas 10 vezes e, nesta, ela gritou:<br />
- Flor de Lys, não tenha medo. Vem cá que eu quero te dá um presente de Natal.<br />
Isso deveria ser entre 2 e 3 de dezembro. Não me lembro bem.<br />
Mas segui meu rumo. Deixei os filhos no colégio e voltei pela mesma calçada da Índia. De repente, pensei eu, poderia dar uma bela reportagem. (Eu escrevia crônicas, também).<br />
- Sim, Índia.<br />
- Flor de Lys, não é?<br />
- Sim!<br />
- Eu leio tuas crônicas todas as vezes que sai no jornal. Sou professora de minha comunidade e estou com pneumonia, pois eu ensino os indios ao ar livre. Não temos cadeiras nem mesas.<br />
- Mas..mas disseram que a senhora tinha...<br />
- Eu sei. Tu queres dizer Lepra! Mas não é lepra. É pneumonia. Mas estou me recuperando. Mas eu quero te dar um presente de Natal, como prova de que sou sua admiradora.<br />
- Que presente?<br />
E a Velha Índia tirou de entre seus grandes seios um pedaço de plástico enrolando uma folha de jornal e entregou-me:<br />
- Leia, Flor.<br />
Era uma crônica antiga em que eu contava a história de uma mendiga chamada "Mesquece", jogada nos becos de São Luís e quando ela morreu, eu pedi a meu ex-marido, o Dr. José Santos, pai de Mhário e de Orquídea, que desse a "Mesquece" um enterro digno. Aí a Índia me disse:<br />
- Eu guardei esta crônica e pedi a um de meus filhos que lhe procurasse no seu trabalho aí na frente para me dar um enterro digno. Eu sei que tu compreenderías a diferença entre Lepra e Pneumonia. Mas agora eu estou quase curada. Sei que não vou mais morrer. Volto para Barra do Corda (município maranhense) para ensinar meus alunos. Feliz Natal, Flor. Você terá muito sucesso em sua vida e casará quantas vezes quiser.<br />
Aquela atitude da Velha Índia (nunca soube seu nome) marcou a minha vida. Por isso, em todos os natais, me lembro da Índia. Ah! Outra coisa. Ela estava certa. Tive mais dois maridos. Até quando decidi morar sozinha...<br />
Feliz Natal a todas as minhas amigas e amigos deste Portal. Beijos e excelente 2007. Para as solteiras, quem sabe uma indiazinha no caminho não resolve? (Brincadeira de Natal).<br />
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<span style="color: #003f8d"><b>Convidada Especial:</b></span><br />
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<i><b>Sônia Maria Grillo(Baby®)</b></i><br />
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<span style="color: Red"><b>SÓ PORQUE É NATAL...</b></span><br />
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<b>Só porque é tempo de Natal<br />
O mundo se veste com as cores da paz,<br />
Apenas aparentemente, não no real,<br />
Pois os conflitos continuam de modo voraz...</b> <br />
<b>Mas, a esperança existe e persiste,<br />
Tentando nos mostrar um mundo melhor<br />
Faz com que não nos tornemos tristes,<br />
E consegue semear alegria ao redor<br />
 <br />
E porque é convencionado que é tempo de Natal,<br />
Os seres humanos, transformam tudo em grandes festas,<br />
Como se todos fossem do bem e nunca praticam o mal<br />
E se esquecem facilmente de antigas promessas<br />
 <br />
Que vivem fazendo todas as vezes<br />
Quando precisam atingir metas ou conseguir algo,<br />
Depois, ah! Voltam a ser os mesmos burgueses,<br />
Se esquecem do prometido e jogam tudo para o alto!<br />
 <br />
O Natal deveria ser lembrado e celebrado<br />
Em todos os trezentos e sessenta e cinco dias do ano<br />
Talvez assim, todos entendessem o significante recado<br />
Que nos deixou JESUS, O HOMEM que foi SANTO!</b>]]></description>
 <category>Elson de Azevedo Burity</category>
<comments>http://www.mhariolincoln.jor.br/index.php?itemid=2285</comments>
 <pubDate>Sun, 24 Dec 2006 14:47:39 -0200</pubDate>
</item><item>
 <title><![CDATA[<span style="color: #76c100"><b>COMEÇOU O NATAL MAIS LITERÁRIO DO BRASIL</b></span>]]></title>
 <link>http://www.mhariolincoln.jor.br/index.php?itemid=2284</link>
<description><![CDATA[<br />
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Como são muitos, publicaremos em pares. <br />
Aí estão: Alessandra Rocha & Lima Coelho.<br />
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<div style="text-align: left"><span style="color: Red"><b>No compasso do relógio</b></span><br />
<span style="color: #003f8d">Convidada Especial:</span><br />
Alessandra Leles Rocha<br />
<br />
Há exatos quatorze anos, quando cursava o último ano do ensino médio, ouvi inúmeras vezes, de meu professor de literatura a seguinte afirmação “cada minuto a mais é um minuto a menos.” Não sei por que, mas durante todos esses anos tal reflexão insistiu em povoar meus pensamentos; até que, diante das violentas perdas do cotidiano ela traduziu-se em forte sinal de alerta.<br />
Desde crianças somos doutrinados por uma sabedoria que afasta de nossas mentes qualquer hipótese diferente do sucesso, da vitória, da vitalidade física e mental; e, diante disso negligenciamos e postergamos nossa vida como quem escreve um rascunho de uma carta para depois passá-la a limpo. Mas, as coisas não são bem assim! Não se pode passar a vida a limpo! Cada dia é um, único, escrito com a força e a doçura, abuzando de todos os tons de uma aquarela, deixando às vezes saudade, em outras uma terrível vontade de esquecer para sempre; tal qual, se nunca fora vivido.</div>E no meio desse caminho, permeado de altos e baixos, flores e espinhos, chuvas e sol, há uma infinidade de situações deixadas ali, apenas para nos desafiar e aguçar nosso caráter, a fim de torná-lo verdadeiramente mais humano e sensível, diante desse grande presente chamado vida. De repente é a morte a nos buscar rumo a uma nova experiência evolutiva, ou uma grave doença que nos dará a oportunidade de cultivar a solidariedade, a abnegação ou a humildade. Em alguns casos, nem seremos nós os diretamente expostos às pedras do trilheiro; mas, aqueles os quais queremos tão bem e são tão preciosos ao nosso bem-estar.<br />
A vida não nos é ofertada com manuais de instrução e com certificado de garantia de muito sucesso e felicidade. Vivemos! Estamos sempre buscando fazer o melhor; pena, que na maioria das vezes, alheios a certeza de que “cada minuto a mais é um minuto a menos.” Por isso, não desperdice seus minutos construindo obstáculos fúteis e sem sentido. Despir-se dos preconceitos, dos falsos valores, da hipocrisia, de todos os seus receios é o primeiro passo para viver em paz, em harmonia consigo mesmo e com os outros. Também, é a alavanca para estruturar o amor, o amor de verdade, o único capaz de unir e transcender as diferenças. <br />
Não viva do ontem, porque ele já foi, é página escrita e sem direito à reconstrução. Não viva do amanhã, porque ele é cheio de surpresas e depende, consideravelmente, das entrelinhas que você deixar no seu hoje. Portanto, o sentido da existência é viver o hoje com intensidade, responsabilidade, alegria, fé, consciência e amor, para no final do seu dia saber que seus mil quatrocentos e quarenta minutos a menos contribuíram de fato na edificação de um indivíduo melhor, agente e paciente de boas e valiosas lições do bem, um digno representante da raça humana.<br />
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<span style="color: #003f8d">Convidado Especial:</span><br />
Poeta CARLOS ALBERTO LIMA COELHO.<br />
<i>Oi Mhario,<br />
Serei eternamente grato a você pelo que tem acontecido no Portal, em relação ao meu trabalho. Emociona-me ver toda essa discussão e comparação com o nosso grande Gonçalves Dias. Quem sou eu! Aproveito para desejar-lhe um Feliz Natal e Próspero Ano Novo, extensivo à sua família e amigos, através de uma poesia inédita. Esse Portal é "bento":</i><span style="color: Red"><b>APENAS NOSTALGIA</b></span><br />
<br />
<b>Desço as ladeiras da velha cidade<br />
Que me revelam os tempos jovens<br />
Vejo em cada rosto sem vaidade<br />
O teu, de um soberano viver.<br />
<br />
Deixei fugir o luar dos meus desejos<br />
Deixei de afagar o teu corpo com prazer<br />
Não senti a umidade dos teus beijos<br />
Penso, nem sabia mesmo o que fazer.<br />
<br />
Senti-me ausente mais uma vez<br />
Embora buscasse teu amor sincero<br />
Mas que um dia deixei partir<br />
<br />
Toquei a flor dos teus lábios um dia <br />
Que entreabertos esperavam por mim<br />
Hoje apenas uma história, nostalgia. </b><br />
<br />
Carlos Alberto Lima Coelho<br />
Dez.2006<br />
-------------------<br />
Feliz Natal a todos.]]></description>
 <category>ALESSANDRA LELES ROCHA</category>
<comments>http://www.mhariolincoln.jor.br/index.php?itemid=2284</comments>
 <pubDate>Sun, 24 Dec 2006 02:40:46 -0200</pubDate>
</item>
  </channel>
</rss>