
Amigas e amigos virtuais em Listas :
"A solidariedade o afeto não cronometram a distância"
(Alzira Rufino)
Mais um ano navegando na construção do nosso espaço virtual. Que 2007 venha renovar a esperança, para continuarmos na luta pela concretização de nossos ideais . Por nós. Para nossos filhos e netos. Para nossos tataranetos. Por nossa descendência!
Votos da Equipe e Associadas da Casa de Cultura da Mulher Negra, Boletim Eparrrei Online e Revista Eparrei.
Nota do Editor ML: O Portal MLB está à inteira disposição em 2007 para continuar divulgando as ações pertinentes a Casa de Cultura da Mulher Negra. Aqui, às ordens Alzira!
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Convidado Especial:
O Espírito do Natal
Escrito por Antonio Ozaí da Silva
O “espírito do natal” impregna o ar. Ele está nos lares e nas almas bondosas que habitam este planeta. Através da TV e da Internet irradia imagens e mensagens que, como um imperativo categórico, apoderam-se das nossas mentes. Ele está nas ruas, nas lojas, em shopping center e nas calçadas onde se ofertam tudo o que o materializa. Até mesmo na rua em que moro, uma voz, amplificada pelo som de um carro que passa, anuncia que a “farmácia tal” deseja Feliz Natal e etc. Um vereador do bairro teve a mesma idéia. Quanta emoção!
É impossível se desvencilhar do espírito natalino (Eis a tirania da maioria!). Ele se traduz em belas palavras repetidas mecanicamente e à exaustão. A Internet contribui para propagá-lo. Empresas e indivíduos, para quem somos apenas um email, enviam cartões de natal, sons e slides em PowerPoint, imagens e palavras que emocionam. Basta que façamos parte do seu catálogo de endereço. Com apenas um clique enviam milhares de emails. Os computadores são infestadas pelo “espírito natalino”. Seria um novo tipo de vírus?! Mensagens formais que alimentam o “espírito do comércio” e os egos esvaziados de sentido real. Tudo muito impessoal.
Tento compreender. Fico a pensar se devo enviar votos de “Feliz Natal e Próspero Ano Novo” para os mais de oito mil emails do meu catálogo de endereços. Seria uma boa estratégia para espalhar o bem e fortalecer a “corrente do bem”? Desejar o bem sem olhar a quem deve fazer bem a quem o deseja. Mas não soa falso fazê-lo dessa maneira? Entre estes milhares de emails conheço alguns pessoalmente e outros representam amizades virtuais. Com estes a relação é direta e individualizada. De qualquer forma, desejo, de coração, o bem de todos, inclusive aos que não conheço.
Reflito longamente e termino por me sentir mal. Sim, porque só uma pessoa não imbuída do “espírito natalino” pode ser tão má a ponto de se diferenciar dos milhões de indivíduos imersos num clima de imensa felicidade. Imagino o que pensam os caros leitores sobre a minha audácia. Os mais condescendentes devem se perguntar se não tenho problemas psicológicos; os críticos talvez pensem em romper as relações, ainda que virtuais.
Recordo de Um Conto de Natal, de Charles Dickens, e do avarento Ebenezer Scrooge, que odeia o natal e pensava apenas nos lucros. Se vivesse hoje, saberia que o natal é um bom negócio e estaria muito feliz. Não sou como ele. Parafraseando Max Weber, tenho ojeriza ao “espírito capitalista do natal”. Dickens mostrava que o “espírito burguês” era uma chaga capaz de se alastrar e aniquilar os bons sentimentos e valores. De certa forma anunciava no que o natal se transformaria sob o capitalismo moderno.
Lembro ainda de Grinch, outro personagem mal-humorado que não aceita o “espírito natalino” e arquiteta um plano para arruinar a festa de natal dos habitantes da pequena Quemlândia (Whoville). Porém, até mesmo indivíduo tão malévolo, capaz de roubar o natal das crianças, se rende ao “espírito do natal”. Será que sou mais malevolente? Adoro crianças, mas elas não me contagiam com o seu entusiasmo natalino e a sua avidez pelos presentes.
Devo ser mesmo muito ruim! Ainda assim, reconheço a bondade dos outros e não sou ingrato a ponto de recusar os votos de Feliz Natal. Se muitos me desejam o bem, talvez eu o alcance. Ademais, para além das formalidades e hipocrisias próprias desta época, existem os sinceros, ainda que expressem seus sentimentos por emails. Meu sincero muito obrigado!
Há também os que amamos e que, no final das contas, terminam por nos envolver em seus mais puros sentimentos. O Natal passa, mas eles permanecem presentes em nossas vidas e em nossos corações. Eis o mais importante.
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Aos Companheiros Paraíbas
Enviado por:
Mário Heitor |Negócio
O texto original tem o título de Realidade, não se sabe quem é o autor do texto original. A partir de outubro de 2004 passou a transitar na Internet sem a assinatura do autor. Muitos têm usado esta bela mensagem com diversos fins, eu aproveito a iluminada mente desconhecida para expressar para todos vocês meus melhores votos de fim de um Feliz Aniversário do nosso Cristo Redentor e mais um ano de plenas realizações.
Realidade
Aprendi que se aprende errando;
Que crescer não significa fazer aniversário;
Que o silêncio é a melhor resposta, quando se ouve uma bobagem;
Que trabalhar não significa ganhar dinheiro;
Que sonhos estão ai para serem alcançados;
Que amigos a gente conquista mostrando o que somos;
Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você ate o fim;
Que a maldade se esconde atrás de uma bela face;
Que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela;
Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada;
Que a natureza é a coisa mais bela da vida;
Que amar significa se dar por inteiro;
Que um só dia pode ser mais importante que muitos anos;
Que se pode conversar com estrelas;
Que se pode confessar com a lua;
Que se pode viajar alem do infinito;
Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde;
Que dar um carinho também faz...
Que sonhar é preciso;
Que se deve ser criança a vida toda;
Que nosso ser é livre;
Que o julgamento alheio não é importante;
Que o que realmente importa é a paz interior.
Não podemos viver apenas para nós mesmos. Mil fibras nos conectam com outras pessoas, e por essas fibras nossas ações vão como causas, e voltam para nós como efeitos...
Aproveite ao máximo cada instante da sua vida, pois ele é único.
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Convidado Especial:
ODISSÉIA NA TERRA
Carlos Henriques de Araújo Membro da UBE-PI
De repente,
Por um sopro divino
Viramos gente,
Vinda do ventre,
Se transforma em criança.
Quanta esperança!
Em tenra idade, começa.
Correndo,
Pulando,
Caindo,
Chorando,
Aprendendo,
Sorrindo,
E crescendo sob benções e amores.
Aí vem a juventude, feito flores,
E aflora o que outrora eram botões,
Agora já sufoca e encanta corações,
Que não vêem a hora da maioridade
E a conquista da sonhada liberdade.
Mas o tempo é de estudar,
De amar,
De sonhar,
De trabalhar
De pensar no futuro
E casar (um tiro no escuro).
Ter família e responsabilidade.
Quando menos se espera,
Chega a meia idade.
Filhos criados,
Batalhas vencidas,
Ou sonho desfeito,
Uma sensação de alegria,
E um aperto no peito,
Com lágrimas sentidas,
Só de pensar na aposentadoria,
Na viagem tão sonhada,
Na casa de praia prometida,
Na filha mais velha casada
E tantas coisas deixadas (pra depois)
Agora não dá mais tempo,
Esta é a realidade,
Chegou a terceira idade,
Só resta descansar,
E envelhecer em paz
Com saúde (e sem alzaime)
Agradecer a Deus e a todos
E entre abraços e beijos, se despedir
E embarcar para uma outra aventura
Num mundo bem distante daqui.
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