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Editor-Chefe

  • Mhário LincolnÉ editor-chefe do Portal MLB, jornalista e advogado. Livros publicados nas duas áreas. Durante 35 anos trabalhou no jornalismo impresso, no rádio e na TV.

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Articulistas

  • Aleksandra CaldasAdvogada e especialista em Direito de Família, Direito Eleitoral e Cível. Analista jurídica com trabalhos publicados nacionalmente.
  • Alessandra Leles RochaÉ natural de Uberlândia, Minas Gerais, onde se graduou Bacharel em Ciências Biológicas (2000) e Mestre em Geografia / Área de Concentração: Análise, Planejamento e Gestão Sócio-Ambiental (2003), pela Universidade Federal (UFU).
  • Antonio Baptista GonçalvesAdvogado do escritório Gonçalves Advogados Associados, em São Paulo. Bacharel em direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduado em direito penal econômico na FGV, é também membro do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais - IBCCRIM e da Associação Internacional de Direito Penal - AIDP.
  • Carlos NinaIrrepreensível em seu texto, polêmico em suas idéias. Ex-presidente da OAB-MA e ex-Juiz de Direito. Tem inúmeros livros e trabalhos publicados.
  • César MaiaPrefeito do Rio de Janeiro.
  • Edomir Martins de OliveiraAdvogado, integra a nova gestão da OAB-MA, escritor e Professor Catedrático aposentado. (UFMA). Livros publicados.
  • Eduardo SpockEmpresário, brasileiro ligado aos movimentos culturais nos Estados Unidos e em outros países. Vídeo-man, acompanha de perto eventos e comanda carvanas turísticas, mostrando pontos interessantes e exóticos do Globo. Conhece 37 países. Escreve neste Portal sobre pessoas, lugares, comidas, vinhos e cervejas, história, geografia e politica.
  • Elvandro BurityPoeta, escritor carioca articulista literário, com 30 obras publicadas. Integra várias instituições literárias nacionais e internacionais. É Secretário-Geral do InBrasCI.
  • Fátima de OliveiraMédica, feminista, escritora, uma das 52 brasileiras indicadas ao Nobel da Paz 2005. Autora de 8 livros e inúmeros artigos publicados. Articulista do jornal O Tempo, BH, MG, e do Portal Mhário Lincoln do Brasil.
  • Francisco SimeãoPresidente da BS Colway Pneus e da Abip – Associação Brasileira da Indústria de Pneus Remoldados.
  • Humberto AzevedoJornalista, Especialista em Crítica Política e Midiática. Informação Privilegiada. Direto do Congresso Nacional. Opinião Pessoal e Intransferível.
  • João Batista do LagoArticulista e analista político, poeta e escritor, foi editor de vários jornais e tem livros publicados.
  • Jorge SerrãoJornalista polêmico, discutido em vários cantos do País. Seus textos são provocativos e fortes. É escritor e radialista carioca, editor-chefe do ALERTA TOTAL.
  • Keila ChinagliaAdministradora Hospitalar, especialista em Administração Hospitalar e Serviços de Saúde. Coordenadora do projeto S. Francisco Instituto Vida em Cambé-PR.
  • Lúcia CasilloJornalista, Editora Internacional de Arte e Cultura e Diretora do Solar do Rosário (Curitiba/Paraná)
  • Lúcia & DouglasGente pequena - Coluna que defende igualdade entre os portadores de Nanismo. Consultores/colaboradores: Casal Rankbrasil
  • Marcelo SguassabiaRedator publicitário em Campinas-SP, beatlemaníaco empedernido e adora livros e filmes que tratem sobre viagens no tempo. Tem colunas fixas em um jornal impresso e em vários portais e revistas eletrônicas, dentre elas a Revista Paradoxo, o Comunique-se e dois blogs.
  • Márfio LimaSindicalista, presidente da Força Sindical/MA e faz de suas idéias uma bandeira de Justiça. É acadêmico de Direito e formado em Gestão de Recursos Humanos e Políticas Públicas.
  • Maria Berenice DiasIntegra o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, tendo sido a primeira mulher a ingressar na magistratura gaúcha. É um dos grandes destaques da Magistratura Brasileira.
  • Mário Márcio de SouzaÉ Juiz de Direito. Escritor com trabalhos jurídicos publicados. É analísta jurídico e escreve sobre justiça social e análises legais. Está no Portal desde 2006.
  • Osvaldo RochaAdvogado, escritor, várias obras publicadas. É ligado ao Rotary e à Maçonaria. Escreve em vários jornais. Tem site oficial na net. É medalhista das Forças Armadas.
  • Otília MartelEscritora e poeta portuguesa. Vem colaborando com o portal desde 2006. Premiada em sua terra, tem recebido milhares de elogios por seus textos. Tem sítio próprio.
  • Rafael GrecaEx-Ministro do Turismo, atualmente é presidente da Companhia de Habitação do Estado do Paraná. Escritor, poeta e analista político. Premiado internacionalmente.
  • Raul PlassmannCampeão do Mundo interclubes. Comentarista esportivo (ex-Globo) e atualmente na RECORD. Secretário do Esporte e Lazer de Curitiba (PR).
  • Rui MendesNosso correspondente em Portugal é analista de Internet, de onde retira pérolas para publicação. Poeta e escritor.
  • Silvestre GorgulhoJornalista, editor-chefe do Jornal do Meio-Ambiente, atual Secretário de Cultura do Distrito Federal. Tem vários prêmios no currículo. Integrou equipes de jornais e revistas de grande circulação.
  • Soraya Fialho FelixPoeta e escritora maranhense, tem trabalhos publicados na Internet. O seu bom humor, às vezes trágico, lhe rendeu centenas de leitores aqui e no exterior.


03/10/06

BOMBÍSSIMAS


NE: As opiniões enviadas ou sugeridas por internautas fiéis a este site podem não ser, necessariamente, as do corpo editorial do Portal. São publicadas para garantir um debate democrático e saudável sobre assuntos que navegam na rede. Caso o texto publicado ofenda as idéias ou seja contrário ao pensamento de quem defende outro ponto de vista, está o Portal, aberto para a discussão sobre o tema, sem ofensas pessoais. Sempre no campo das discussões das idéias.

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Emviado por paulo.fernandes2@yahoo.com.br , recuperada do Portal do Observatório da Imprensa.

ELEIÇÕES 2006
A grande ausência da campanha eleitoral

Angela Freitas

Uma das marcas positivas das eleições de 2006 foram as diversas iniciativas de busca e estímulo ao voto consciente. Ainda que as pesquisas apontem para um baixo índice de renovação da Congresso Nacional - pelo menos metade dos deputados atuais se reelegerá e vários candidatos com vitória praticamente assegurada são envolvidos em acusações de conduta criminosa ou irregular (Diap) -, foram inúmeras as tentativas de levar o eleitorado a escolher melhor, com base em critérios éticos. Nesse sentido, a web tem sido de grande importância, transformando-se no espaço ideal de manifestação de opinião e debate de idéias.
Foi nesse contexto que o Instituto Patrícia Galvão, organização feminista voltada para a área de comunicação, tomou a si a tarefa de editar o blog Mulheres de Olho nas Eleições, que desde junho busca ser um espaço de informação e debate, no qual foram veiculadas notícias e discussões sobre políticas e demandas das mulheres no campo do atendimento integral à saúde. O objetivo central foi acompanhar e analisar as plataformas políticas e programas de ação dos principais partidos, relacionando-as com as reivindicações das mulheres.
A partir desse enfoque, o blog acompanhou o noticiário sobre eleições, os programas dos candidatos à presidência e os debates públicos. Num momento em que se faz necessária a renovação política de agendas e personagens, chama atenção que a pauta jornalística tenha se limitado a bater na mesma tecla: política econômica, agências reguladoras, carga tributária, governabilidade e alianças no segundo mandato, mantendo em segundo plano temas sociais como saúde, educação, meio ambiente, cultura, segurança pública.
Na Folha de S.Paulo, das 50 perguntas que seriam feitas ao candidato Lula caso ele houvesse aceitado o convite para ser sabatinado pelo jornal, não há referências a essas questões. No chamado pinga-fogo, o jornal perguntaria exclusivamente sobre o mensalão. O fenômeno se repetiu no Estado de S.Paulo: das perguntas feitas ao presidente, que também não atendeu ao convite para uma entrevista no jornal mas aceitou respondê-las por e-mail, as questões concentraram-se especialmente nas denúncias do mensalão e nas dificuldades que o PT teria pela frente em caso de um segundo mandato. A única pergunta que dizia respeito à agenda social tratou da relação do governo com o MST.

Debate estreito
Lula também recusou convite de O Globo para uma entrevista. O jornal veiculou página inteira com as perguntas que ficaram sem respostas. Entre as de interesse social estavam o não-cumprimento de metas no programa da reforma agrária, a política de cotas, o combate nacional ao narcotráfico e ao crime organizado. As outras diziam respeito aos temas da corrupção no PT e no governo, aspectos da política econômica, campanha e coligações partidárias.
A revista Época tentou inovar, recolhendo sugestões dos leitores para perguntas que os candidatos deveriam responder. Entraram em pauta temas como educação, cotas, meio ambiente, reforma trabalhista, segurança, previdência. Entre as 400 perguntas recebidas, a revista informa que selecionou 12 questões. No item Direitos da Mulher, a pergunta selecionada pela redação foi formulada pela jornalista Sonia Zaghetto. Embora a revista a identifique apenas como "leitora", Sonia é assessora de comunicação social da Federação Espírita Brasileira (FEB).
Ora, há setores espíritas aliados da Igreja Católica no que diz respeito ao combate ao direito ao aborto. É espírita, por exemplo, o deputado Luiz Bassuma, líder da Frente Parlamentar em Defesa da Vida - Contra o Aborto, criada na Câmara dos Deputados em agosto de 2005. Entre julho e outubro de 2004, período em que esteve em vigor a liminar do ministro Marco Aurélio de Mello autorizando o aborto de fetos com anencefalia, espíritas se aliaram a católicos na promoção de uma série de debates sobre o tema nas universidades no Rio de Janeiro. No Rio de Janeiro, há centros espíritas que trabalham em conjunto com associações de mulheres e que formaram uma rede de informantes em hospitais: quando uma paciente chega para realizar um aborto em condições previstas na lei, as mulheres partem para um "aconselhamento", tentando dissuadir a gestante de interromper a gravidez. Ao incluir apenas a pergunta de Sonia, a revista excluiu outras perspectivas sobre o assunto que também estão em jogo no debate eleitoral.

Cobertura unilateral
Mas foi na cobertura da Campanha Nacional pela Vida, idealizada pela Igreja Católica para evitar a eleição de candidatos e candidatas favoráveis ao projeto de descriminalização do aborto, que a imprensa mais demonstrou sua dificuldade em se alinhar aos interesses da sociedade. Sob o slogan "Por um Parlamento em defesa da vida. Vote em quem é contra a legalização do aborto!", a Arquidiocese do Rio de Janeiro distribuiu 750 cartazes a suas mais de 200 paróquias.
Quando a Igreja Católica surgiu no debate como autora de cartazes em "defesa da vida", foi tratada pela imprensa como um ator da sociedade expressando suas opiniões. Mas quando foi interpelada pela Justiça Eleitoral a não se manifestar em termos difamatórios contra a deputada Jandira Feghali, candidata ao Senado pelo Rio de Janeiro, a Arquidiocese reagiu como se tivesse sido invadida indevidamente. Essa contradição não foi devidamente explorada. Ou bem a igreja tem a última palavra sobre o assunto porque é uma "instituição sagrada" ou bem ela é apenas uma das expressões da sociedade civil que deve ser tratada em pé de igualdade com os demais atores e atrizes que se manifestam sobre o assunto. Ao admitir a primazia da posição católica, a imprensa contribui para a erosão da laicidade do Estado.
Essa viés se refletiu na cobertura da controvérsia. Os jornais abriram amplo espaço aos protestos da Arquidiocese, sem contemplar outras opiniões. Da mesma forma, as desinformações que constam da nota oficial da igreja não foram identificadas e analisadas. Esta nota afirma que a Igreja Católica não "foi admitida como participante da Comissão Tripartite que elaborou o projeto de lei para descriminalizar o aborto. O que aconteceu, de fato, foi que a Secretaria de Políticas para as Mulheres - com respaldo do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher -, ao definir a composição da comissão, estabeleceu como um dos critérios a amplitude da representatividade das instituições da sociedade civil que seriam incluídas. Ao discutir sobre a demanda da Igreja Católica, fez-se a opção pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), que representa um leque mais amplo de forças religiosas e do qual a Igreja Católica é membro.

Pauta múltipla
Contudo, não houve acordo no próprio Conic quanto a que instituição faria esta representação, porque não há consenso interno em relação à criminalização do aborto, o que levou à decisão, pelo Conic, de não participar da Comissão Tripartite. Mas deve-se dizer que a posição da Igreja Católica em relação à matéria seria representada nos debates da comissão pela deputada federal Ângela Guadagnin, indicada para lá estar pelo então presidente da Câmara, o deputado católico Severino Cavalcanti.
De maneira geral, pode-se dizer que as eleições presidenciais foram marcadas pela referência excessiva às religiões. O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, é identificado com setores mais conservadores da Igreja Católica. Heloísa Helena, em seus argumentos contrários à união civil de homossexuais, evocou a fé cristã. Lula fez alianças com os pentecostais da Igreja Universal do Reino de Deus ou com setores da Igreja Católica.
Dito de outro modo, a ausência do candidato Lula nas entrevistas e nos debates não foi o único vazio desse processo eleitoral. Para além de escândalos e dossiês, existe no eleitorado um desejo legítimo de conhecer as idéias em disputa no debate democrático e não apenas em relação aos temas de sempre, como taxas de juros, pobreza, educação, saneamento ou política externa e fiscal. Sem dúvida esses são temas muito importantes, mas não são os únicos. Na falta de uma imprensa atenta e aberta a outras questões contemporâneas - que também são éticas e políticas -, as iniciativas na web vêm tentando suprir essa lacuna. Mas ainda estamos muito longe de uma cobertura de mídia que dê conta da multiplicidade de assuntos e temas relacionados aos direitos de cidadania no seu sentido mais amplo.

Um adendo
Exemplo dos excessos da Igreja Católica foi a utilização de mensagens instantâneas enviadas a aparelhos das operadoras Oi e Tim, no Rio de Janeiro. Na noite de sábado, os celulares foram bombardeados por textos que pediam voto contra Jandira: "Igreja e ONGs pedem que eleitores não votem em JF pois a candidata prega a não-existência de Deus e defende o aborto."
Tendo como remetente a empresa CelNews, a propaganda foi enviada quando a campanha já estava oficialmente suspensa, configurando prática eleitoral ilegal. O resultado da poderosa campanha difamatória verificou-se nas urnas: a deputada foi derrotada por Francisco Dornelles, embora tenha liderado as pesquisas de opinião com folga até o último dia. No Globo de hoje, terça, dia 2, o arcebispo do Rio de Janeiro aparece na coluna do jornalista Ancelmo Gois como grande vitorioso da eleição.
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ANA PAULA TARDELLI enviou ao portal.
anaptardelli@yahoo.com.br
O Globo Online: Documentário revela que Ratzinger acobertou casos de
pedofilia, inclusive no Brasil.


Enquanto ainda era cardeal, Ratzinger era responsável por documento que legitimava a ocultação de casos de pedofilia. / EFE

google(Foto não original/google)
O documentário "Sexo, crimes e o Vaticano", que será exibido na noite deste domingo pela rede de TV britânica BBC, revela que o cardeal Joseph Ratzinger, hoje o Papa Bento XVI, ajudava a acobertar casos de abusos sexuais contra menores cometidos por padres católicos. O programa, que começou a ser produzido em 2002, colheu informações e depoimentos nos Estados Unidos, no Brasil e em Roma, tendo descoberto sete padres acusados de pedofilia. Segundo o programa, durante mais de 20 anos, antes de virar Papa, Ratzinger era responsável por garantir que fossem cumpridos os termos de um documento secreto da Igreja, que dava instruções de como bispos lidariam com acusações de abusos sexuais cometidos por padres em suas paróquias.
O documento chamado "Crimen Solliciatonis" ("Crime da Solicitação", em latim), a que a reportagem teve acesso, data de 1962 e ameaça com a excomunhão quem violar um juramento de sigilo absoluto imposto a vítima, acusado e testemunhas. A narração é feita por Colm O'Gorman, que, aos 14 anos, foi abusado sexualmente por um padre. O Vaticano se recusou a comentar as informações apuradas pela reportagem.

A DEFESA

http://www.zenit.org/portuguese/
ZENIT - O mundo visto de Roma
Código: ZP06100208
Data de publicação: 2006-10-02
Programa da BBC «falseia» dois documentos vaticanos para atacar Papa
Protesto do episcopado da Inglaterra e Gales

LONDRES, segunda-feira, 2 de outubro de 2006
(ZENIT.org).- Os bispos católicos da Inglaterra e Gales acusaram a BBC de interpretar mal, falseando dois documentos de abusos sexuais de menores.
Segundo os prelados, o programa «Sex Crimes and the Vatican» («Crimes sexuais e o Vaticano»), emitido pela série «Panorama» nesse domingo, é «totalmente enganoso». O programa anunciou que mostrava documentos vaticanos que buscavam prevenir causas de abusos sexuais contra menores e acusava o cardeal Joseph Ratzinger, quando era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, de encobrir sacerdotes. Na realidade, o programa não oferece revelações, pois os dois documentos eram públicos. Em particular, o documento de 1962, «Crimen sollicitationis», emitido pela Congregação do Santo Ofício -- futura Congregação para a Doutrina da Fé, já havia sido publicado inclusive por órgãos de imprensa em 2003. Ademais não aborda especificamente os abusos sexuais. Sua normativa, por outra parte, como já explicaram no passado autorizados expoentes da Santa Sé, em particular o então secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, o arcebispo Tarcísio Bertone, (cf. Revista «30 Giorni», fevereiro de 2002), havia sido superada pela publicação de documentos posteriores.
O cardeal Cormac Murphy-O'Connor, arcebispo de Westminster e presidente da Conferência de Bispos da Inglaterra e Gales, escreveu nesta segunda-feira uma carta a Mark Thompson, diretor geral da BBC, «para expressar a enorme angústia e alarme da comunidade católica» ante a emissão do programa.
«Ninguém pode negar os devastadores efeitos do abuso de menores em nossa sociedade e o dano causado às vítimas e às suas famílias. Isso é particularmente vergonhoso se o abuso é cometido por um sacerdote», acrescenta. «Agora -- segue dizendo a carta --, vosso programa ocasiona um grande dano ao Papa Bento XVI, pastor de bilhões de católicos em todo o mundo. Para mim, está claro que o principal objetivo do programa consiste em tentar envolver o Papa Bento no encobrimento do abuso de crianças na Igreja Católica. Isso é algo mal-intencionado, mentiroso e se baseia em uma falsa apresentação de documentos da Igreja.» O cardeal «não pode compreender por que ninguém da BBC tentou contatar a Igreja Católica na Inglaterra para buscar informação adequada sobre a matéria».
«É preciso perguntar-se se a BBC tem um persistente parecer contra a Igreja Católica», conclui. (...).
Uma porta-voz da BBC anunciou nesta segunda-feira que a direção da emissora responderá à carta do primaz.

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Enviado por JORGE SERRÃO.

Na briga pela reeleição, Lula tenta se livrar do risco de impeachment e recebe o apoio formal de Collor
Edição de Terça-feira do Alerta Total.

Por Jorge Serrão.

Antes de conquistar sua sonhada reeleição, o presidente Lula da Silva faz de tudo para espantar o fantasma de um impeachment e escapar do risco de sua candidatura sofrer impugnação por causa do Dossiêgate. Enquanto se refaz da irritação e da ressaca de não ter vencido no primeiro turno, como esperava, Lula trata de se defender da suspeita de envolvimento no esquema do dossiê Vedoin. Na defesa enviada no final de semana ao Tribunal Superior Eleitoral, os advogados de Lula insistem que “seu representado nada, absolutamente nada, tem a ver com o ocorrido”. Condenado pelo TSE, Lula ficaria inelegível.
Em sua tática defensiva no dossiêgate, Lula insistiu que deseja saber "o que aconteceu e quem foi que inventou essa engenharia para nos dar um tiro no pé". Admitiu que sua candidatura pode ter sofrido danos por causa do escândalo, mas lançou a dúvida sobre os petistas que, semana passada, chamou de “aloprados”: "Não posso culpar o PT, assim como não se pode culpar uma família inteira quando um de seus membros comete um desatino". O presidente até defendeu a publicação das fotos do dinheiro que supostamente seria pago pelo dossiê (vazadas pelo delegado Edmilson Bruno, da Polícia Federal), apesar da tentativa do PT de evitá-la: "Se o fato ocorreu, tem que ser mostrado".
Leia a íntegra do texto em:
http://alertatotal.blogspot.com/


01/07/06

CARTA ABERTA AO BRADESCO







Senhores Diretores do Bradesco,

Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena
taxa mensal, pela existência da padaria na esquina de sua rua, ou pela
existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da feira, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.
Funcionaria assim: todo mês os senhores, e todos os usuários, pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, feira, mecânico, costureira, farmácia etc). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao pagante. Existente apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade. Por qualquer produto adquirido (um pãozinho, um remédio, uns litros de combustível etc) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até um pouquinho acima. Que tal? Pois, ontem saí de seu Banco com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e de honestidade.
Minha certeza deriva de um raciocínio simples. Vamos imaginar a seguinte cena: eu vou à padaria para comprar um pãozinho.
O padeiro me atende muito gentilmente. Vende o pãozinho. Cobra o embrulhar do pão, assim como, todo e qualquer serviço. Além disso, me impõe taxas. Uma "taxa de acesso ao pãozinho", outra "taxa por guardar pão quentinho" e ainda uma "taxa de abertura da padaria". Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.
Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo em seu Banco.
Financiei um carro. Ou seja, comprei um produto de seu negócio. Os senhores me cobraram preços de mercado. Assim como o padeiro me cobra o preço de mercado pelo pãozinho.
Entretanto, diferentemente do padeiro, os senhores não se satisfazem me cobrando apenas pelo produto que adquiri.
Para ter acesso ao produto de seu negócio, os senhores me cobraram uma "taxa de abertura de crédito" - equivalente àquela hipotética "taxa de acesso ao pãozinho", que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar. Não satisfeitos, para ter acesso ao pãozinho, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente em seu Banco.
Para que isso fosse possível, os senhores me cobraram uma "taxa de abertura de conta". Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa "taxa de abertura de conta" se assemelharia a uma "taxa de abertura da padaria", pois, só é possível fazer negócios com o padeiro depois de abrir a padaria.
Antigamente, os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como "Papagaios". Para liberar o "papagaio", alguns gerentes inescrupulosos cobravam um "por fora", que era devidamente embolsado. Fiquei com a impressão que o Banco resolveu se antecipar aos gerentes inescrupulosos. Agora ao invés de um "por fora" temos muitos "por dentro".
Tirei um extrato de minha conta - um único extrato no mês - os senhores me cobraram uma taxa de R$ 5,00. Olhando o extrato, descobri uma outra taxa de R$ 7,90 "para a manutenção da conta" - semelhante àquela "taxa pela existência da padaria na esquina da rua".
A surpresa não acabou: descobri outra taxa de R$ 22,00 a cada trimestre -
uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros (preços) mais altos do mundo. Semelhante àquela "taxa por guardar o pão quentinho".
Mas, os senhores são insaciáveis. A gentil funcionária que me atendeu, me entregou um caderninho onde sou informado que me cobrarão taxas por toda e qualquer movimentação que eu fizer.
Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores esqueceram de me cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações de seu Banco. Por favor, me esclareçam uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma?
Depois que eu pagar as taxas correspondentes, talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que sua responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências governamentais, que os riscos do negócio são muito elevados etc e tal. E, ademais, tudo o que estão cobrando está devidamente coberto por lei, regulamentado e autorizado pelo Banco Central. Sei disso. Como sei, também, que existem seguros e garantias legais que protegem seu negócio de todo e qualquer risco. Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados.
Sei que são legais. Mas, também sei que são imorais. Por mais que estejam garantidas em lei, tais taxas são uma imoralidade.

Brasília, 30 de maio de 2006.
Delman Ferreira.

07/01/06

CPMI quer investigar suposto visto por sexo em Londres.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Emigração Ilegal deverá investigar a denúncia de que brasileiras estariam recebendo visto de permanência na Inglaterra em troca de sexo. A acusação foi publicada no jornal inglês The Sun no último fim de semana, com base em informações de um ex-funcionário do centro de imigração de Croydon, no sul de Londres. De acordo com a reportagem, oficiais britânicos assediavam mulheres atraentes e desesperadas para evitar a expulsão do país. Para obter o visto de permanência, as imigrantes deveriam prestar favores sexuais. O ex-funcionário afirmou ainda que as mulheres brasileiras eram as preferidas dos oficiais. Já as mulheres consideradas "feias" corriam o risco de ter o pedido de visto negado.
Investigação
O escândalo está sendo investigado pelo Ministério do Interior da Grã-Bretanha, mas também preocupa as autoridades brasileiras. O relator da CPMI da Emigração Ilegal, deputado João Magno (PT-MG), pretende incluir o caso no rol de investigações da comissão, cujo relatório final será apresentado em março.
"O Parlamento brasileiro já iniciou um processo de repúdio", afirmou Magno. "Estamos movimentando o Itamaraty para que o governo brasileiro também tome uma providência urgente."

21/09/05

VIDIGAL EXPLICA REFERÊNCIAS DA VEJA:"Presidente do STJ é flagrado em relações suspeitas"

secom/stj
Com o título acima, a VEJA desta semana publica a matéria "Presidente do STJ é flagrado em relações suspeitas" sobre a qual o Ministro Edson Vidigal, Presidente do Superior Tribunal de Justiça, em respeito à opinião pública e em defesa de sua honra pessoal, tem a dizer:







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05/09/05

BOMBÍSSIMA: A VERDADE COM GOSTO DE VINGANÇA...

“Em política, o fundo do poço tem mola”
Acusado sem provas em 2000, Eduardo Jorge sente gosto de vingança ao ver seus algozes no centro dos escândalos.
ENTREVISTA EXCLUSIVA: HÉDIO FERREIRA JÚNIOR JOSÉ NEGREIROS

divulgação Os “piores instintos” de Eduardo Jorge Caldas Pereira (foto) dão a ele um gosto de vingança ao ver líderes petistas como o deputado José Dirceu (PT-SP) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sentirem o peso da poderosa opinião pública. Acusado, em 2000, de articular um esquema que desviou R$ 169 milhões das obras de construção do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, o ex-secretário geral da Presidência da República no governo Fernando Henrique volta ao noticiário ao colocar no lixo o “mea-culpa” de José Dirceu, que admitiu, na semana passada, tê-lo acusado injustamente. Sua ligação com o juiz Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, em nada tinha de ilegal. Hoje, ele assiste de camarote à desestruturação do partido e do grupo que o crucificou quando, segundo ele, não havia provas. Prevendo um futuro sombrio para o PT, mesmo lembrando que “em política, até o fundo do poço tem mola”, Eduardo Jorge recorre aos seus tempos no Planalto para avaliar o envolvimento do chefe da nação no esquema do mensalão. “Se o presidente da República não foi informado pela Abin do que estava ocorrendo, é melhor fechar a Abin”.

Nota do ex-secretário da Presidência da República
no governo FHC ao “mea-culpa” de José Dirceu:
“O reconhecimento do Sr. José Dirceu de que errou e me prejulgou chega de forma e em circunstância impróprias. Na verdade, desde o início José Dirceu, Lula e os demais detratores sabiam que eu era inocente, mas mentiram seguindo apenas suas conveniências político-eleitorais. Vieram as provas de minha inocência e não apenas não se retrataram, mas prosseguiram com sua campanha, esta sim, de linchamento público. Agora, que indícios se avolumam contra eles, o ex-chefe da Casa Civil ostenta o “arrependimento” de ter me acusado com calúnias, deixando a impressão de que busca proteger- se de suas culpas atrás da minha inocência. O presidente Lula, que em suas parlapatices investe contra prejulgamentos e culpa a imprensa, perguntou, certa vez: “Quem tirará da cruz aquele que lá foi posto injustamente?” Triste país aquele cuja palavra e conduta do presidente não podem ser levadas a sério. Lula me acusou, de forma mentirosa, de corrupção, mas não foi lá, como cobra aos outros nos
palanques, assumir a responsabilidade de “tirar da cruz” quem ele mesmo
pôs. Sabia e sabe que mentiu, mas jamais se retratou. Agora, pigmeu da ética,
usa o falso discurso de que sempre esperou provas antes de condenar
seus adversários políticos. Mente e nos enoja mais uma vez. É o mais hipócrita de todos e o que mais precisa levar intensivas lições de honestidade, responsabilidade e ética, coisas que desde sua infância sua mãe, ainda que analfabeta, tentou incutir-lhe, sem sucesso.”

“Eu fui condenado pela opinião pública ou pela opinião publicada? A opinião
pública recebeu uma versão, uma fotografia de um Eduardo Jorge que não existia. Eu duvido que Dirceu possa ser chefe (do esquema de corrupção) sem que esta chefia lhe seja delegada muito expressamente por alguém superior a ele.”
Eduardo Jorge.

CONTINUE LENDO A ENTREVISTA BOMBÁSTICA DE EDUARDO JORGE, publicada no jornal O TEMPO, de Belo Horizonte, dia 15 de agosto de 2005:
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19/08/05

BOMBÍSSIMA: Compra de Votos nas Eleições 2004.

Poucas pessoas ainda não acessaram a página www.transparencia.org.br para descobrir, com detalhes, se houve ou não houve compra de votos nas eleições de 2004, neste País, em seu Estado, em seu município. Por isso, se você se inclui nesse pequena parcela de pessoas ainda não conhecedores desse valioso trabalho, conheça-o agora.
Abaixo, a introdução do trabalho - Compra de Votos nas Eleições 2004 Corrupção em municípios, Claudio Weber Abramo

• Durante a campanha eleitoral de 2004, 9% dos eleitores brasileiros receberam oferta de dinheiro ou de algum bem material em troca de seu voto. As regiões em que o fenômeno se apresentou com mais intensidade foram a Sul, com 12%, e a Nordeste, com 11%. Nas regiões Norte/Centro-Oeste foi de 9% e a menos afetada foi a Sudeste, com 5%.
• Considerando-se exclusivamente a oferta de dinheiro, a incidência nacional foi de 3%, sendo que na região Sudeste foi de 1% e em cada uma das demais regiões de 5%. • Seis por cento dos eleitores relataram que funcionários públicos municipais condicionaram a resolução de problemas na administração ao voto em algum candidato. • O pagamento de propinas a funcionários públicos municipais durante os quatro anos dos mandatos que se encerraram em 2004 foi reportado por 2% dos eleitores. A região Sul foi, de novo, a mais afetada, com 3%. • Para 30% dos eleitores, os prefeitos cujos mandatos se encerravam aproveitaram-se do cargo para roubar. E para 21% os prefeitos eleitos em 2004 farão o mesmo. • Pouco mais de metade dos eleitores considerou que as administrações passadas fizeram bons governos, e dois terços opinaram que as novas administrações se desempenharão bem. • 27% das pessoas que opinaram que os ex-prefeitos roubaram no cargo consideraram que suas administrações foram boas. Quanto aos novos prefeitos, nada menos de 43% dos que antecipam que roubarão afirmam que, ainda assim, farão boas administrações. • Mas 69% dos que acreditam que os ex-prefeitos fizeram boas administrações crêem que não roubaram no cargo, e 72% dos que antecipam que os novos prefeitos se desempenharão bem acreditam que não roubarão.

Desde o ano de 2000 a Transparência Brasil tem realizado pesquisas nacionais após eleições, para aquilatar a extensão do fenômeno da compra de votos no país. Tais levantamentos, pioneiros no Brasil, têm ajudado a esclarecer melhor a incidência do problema.1 A pesquisa relativa às eleições de 2004, realizada pelo Ibope Opinião para a Transparência Brasil e a União Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle (UNACON), revela que o quadro das eleições municipais é pior do que o das eleições gerais. Levantamentos como este apontam para a existência de um problema com a realização de eleições que deveria estimular as autoridades, em especial o Tribunal Superior Eleitoral, a aprofundar o diagnóstico. Caberia ao TSE realizar tais pesquisas, para identificar onde a compra de votos e o uso da máquina são mais freqüentes para concentrar ali as ações de prevenção e repressão. Com efeito, devido às dimensões e disparidades do país, o alcance de uma pesquisa como a presente é necessariamente limitado, por razões materiais, pelo tamanho da amostra. A representatividade deste levantamento é apenas regional. Nada se pode dizer sobre municípios ou mesmo estados específicos. (Leia mais na página www.transparencia.org.br.

26/07/05

Briga de Grandes

O Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) se posiciona em nota oficial (em anexo) sobre as últimas declarações da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) à respeito do setor siderúrgico no que tange o julgamento dos atos de concentração daquela companhia, em análise no Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência (SBDC).
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23/07/05

Finalmente FHC bota a manguinha de fora!

Exame Foram as revelações da CPMI dos Correios que ganharam a concorrência das notícias mais comentadas da última semana? Que nada! Foi a instalação da CPMI do Mensalão? Que nada! Então, o que foi realmente?
A maior repercussão foi a entrevista exclusiva de Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Brasil, concedida a André Laboz, redator-chefe da "EXAME", em sua edição anterior.
Por isso, vale à pena reproduzi-la tim-tim por tim-tim.
"É preciso tomar cuidado para o líder não matar o símbolo e este é o dilema do presidente Lula", afirma o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nessa entrevista exclusiva concedida a EXAME.
Continue lendo e veja a íntegra.
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18/07/05

A ENTREVISTA DE LULA & O PT

Rede Globo/Fantástico
Melissa Monteiro - O senhor foi criador do PT. É impossível não associar a sua imagem à imagem do partido. Hoje ele comemora 25 anos e, infelizmente, está envolvido em todas essas denúncias de corrupção. Onde foi que o pai, Lula, errou?
Lula: Olha, eu tenho o PT como filho, por que eu ajudei, sou um dos fundadores do PT. Acho que o PT está sendo vítima do seu crescimento, ou seja, em 20 anos chegamos à presidência do Brasil, coisas que, em outras partes do mundo, muitos partidos demoraram 100 anos para chegar. A minha tese é de que o PT tem explicar para sociedade brasileira que erros cometeu. Na medida em que o partido trocou a direção e está fazendo uma auditoria interna, o Tarso Genro tem o compromisso de explicar para a sociedade onde e por que o PT errou, e o que vai fazer para consertar este erro.
O que o PT fez do ponto de vista eleitoral é o que é feito no Brasil sistematicamente. Eu acho que as pessoas não pensaram direito no que estavam fazendo. O PT tem na ética uma de suas marcas mais extraordinárias. E não é por causa do erro de um dirigente ou de outro que você pode dizer que o PT está envolvido em corrupção. Eu acho que a nova direção do partido saberá explicar para a sociedade o que aconteceu com o PT e o que vai acontecer daqui para a frente.

MM- Mas o senhor estima que tem alguma culpa nesta crise do PT e do país?
Lula: Não. Já faz tempo que deixei de ser presidente do PT. Fui presidente por três anos. Depois da presidência da República, não pude mais participar das direções do partido, das reuniões dos diretórios. O PT tem muita autonomia com relação ao governo. E o governo tem mais autonomia ainda em relação ao PT. Eu acho que o partido teve um problema que é a questão da direção. Houve um tempo em que os melhores quadros da política de esquerda no Brasil eram dirigentes do PT e depois que nós ganhamos prefeituras, governos estaduais, elegemos muitos deputados e eu ganheir a presidência, grande partes desses quadros vieram para o governo e a direção ficou muito fragilizada, enfraquecida, possivelmente por isso cometemos erros que outrora não cometeríamos.
(A entrevista foi ao ar domigo passado, pela Rede Globo/Fantástico))

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