Editor-Chefe
- Mhário LincolnÉ editor-chefe do Portal MLB, jornalista e advogado.
Livros publicados nas duas áreas. Durante 35 anos trabalhou no jornalismo impresso, no rádio e na TV.
Articulistas
- Aleksandra CaldasAdvogada e especialista em Direito de Família, Direito Eleitoral e Cível. Analista jurídica com trabalhos publicados nacionalmente.
- Alessandra Leles RochaÉ natural de Uberlândia, Minas Gerais, onde se graduou Bacharel em Ciências Biológicas (2000) e Mestre em Geografia / Área de Concentração: Análise, Planejamento e Gestão Sócio-Ambiental (2003), pela Universidade Federal (UFU).
- Antonio Baptista GonçalvesAdvogado do escritório Gonçalves Advogados Associados, em São Paulo. Bacharel em direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduado em direito penal econômico na FGV, é também membro do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais - IBCCRIM e da Associação Internacional de Direito Penal - AIDP.
- Carlos NinaIrrepreensível em seu texto, polêmico em suas idéias. Ex-presidente da OAB-MA e ex-Juiz de Direito. Tem inúmeros livros e trabalhos publicados.
- César MaiaPrefeito do Rio de Janeiro.
- Edomir Martins de OliveiraAdvogado, integra a nova gestão da OAB-MA, escritor e Professor Catedrático aposentado. (UFMA). Livros publicados.
- Eduardo SpockEmpresário, brasileiro ligado aos movimentos culturais nos Estados Unidos e em outros países. Vídeo-man, acompanha de perto eventos e comanda carvanas turísticas, mostrando pontos interessantes e exóticos do Globo. Conhece 37 países. Escreve neste Portal sobre pessoas, lugares, comidas, vinhos e cervejas, história, geografia e politica.
- Elvandro BurityPoeta, escritor carioca articulista literário, com 30 obras publicadas. Integra várias instituições literárias nacionais e internacionais. É Secretário-Geral do InBrasCI.
- Fátima de OliveiraMédica, feminista, escritora, uma das 52 brasileiras indicadas ao Nobel da Paz 2005. Autora de 8 livros e inúmeros artigos publicados. Articulista do jornal O Tempo, BH, MG, e do Portal Mhário Lincoln do Brasil.
- Francisco SimeãoPresidente da BS Colway Pneus e da Abip – Associação Brasileira da Indústria de Pneus Remoldados.
- Humberto AzevedoJornalista, Especialista em Crítica Política e Midiática. Informação Privilegiada. Direto do Congresso Nacional. Opinião Pessoal e Intransferível.
- João Batista do LagoArticulista e analista político, poeta e escritor, foi editor de vários jornais e tem livros publicados.
- Jorge SerrãoJornalista polêmico, discutido em vários cantos do País. Seus textos são provocativos e fortes. É escritor e radialista carioca, editor-chefe do ALERTA TOTAL.
- Keila ChinagliaAdministradora Hospitalar, especialista em Administração Hospitalar e Serviços de Saúde. Coordenadora do projeto S. Francisco Instituto Vida em Cambé-PR.
- Lúcia CasilloJornalista, Editora Internacional de Arte e Cultura e Diretora do Solar do Rosário (Curitiba/Paraná)
- Lúcia & DouglasGente pequena - Coluna que defende igualdade entre os portadores de Nanismo. Consultores/colaboradores: Casal Rankbrasil
- Marcelo SguassabiaRedator publicitário em Campinas-SP, beatlemaníaco empedernido e adora livros e filmes que tratem sobre viagens no tempo. Tem colunas fixas em um jornal impresso e em vários portais e revistas eletrônicas, dentre elas a Revista Paradoxo, o Comunique-se e dois blogs.
- Márfio LimaSindicalista, presidente da Força Sindical/MA e faz de suas idéias uma bandeira de Justiça. É acadêmico de Direito e formado em Gestão de Recursos Humanos e Políticas Públicas.
- Maria Berenice DiasIntegra o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, tendo sido a primeira mulher a ingressar na magistratura gaúcha. É um dos grandes destaques da Magistratura Brasileira.
- Mário Márcio de SouzaÉ Juiz de Direito. Escritor com trabalhos jurídicos publicados. É analísta jurídico e escreve sobre justiça social e análises legais. Está no Portal desde 2006.
- Osvaldo RochaAdvogado, escritor, várias obras publicadas. É ligado ao Rotary e à Maçonaria. Escreve em vários jornais. Tem site oficial na net. É medalhista das Forças Armadas.
- Otília MartelEscritora e poeta portuguesa. Vem colaborando com o portal desde 2006. Premiada em sua terra, tem recebido milhares de elogios por seus textos. Tem sítio próprio.
- Rafael GrecaEx-Ministro do Turismo, atualmente é presidente da Companhia de Habitação do Estado do Paraná. Escritor, poeta e analista político. Premiado internacionalmente.
- Raul PlassmannCampeão do Mundo interclubes. Comentarista esportivo (ex-Globo) e atualmente na RECORD. Secretário do Esporte e Lazer de Curitiba (PR).
- Rui MendesNosso correspondente em Portugal é analista de Internet, de onde retira pérolas para publicação. Poeta e escritor.
- Silvestre GorgulhoJornalista, editor-chefe do Jornal do Meio-Ambiente, atual Secretário de Cultura do Distrito Federal. Tem vários prêmios no currículo. Integrou equipes de jornais e revistas de grande circulação.
- Soraya Fialho FelixPoeta e escritora maranhense, tem trabalhos publicados na Internet. O seu bom humor, às vezes trágico, lhe rendeu centenas de leitores aqui e no exterior.
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16/04/08 Hoje tem Natacha Moares
Relacionamentos amorosos
Relacionar-se é algo realmente complicado, e sempre foi, aliás. Relação entre pais, filhos, casais, irmãos, amigos, enfim, todo tipo de relação, ultrapassa os traços da atualidade. Relacionar-se requer disposição e mais do que tudo, nos leva a pensar, decidir, reivindicar, abrir mão, entender, amar, amar e amar...
E a relação amorosa entre casais? Falemos dela. ...
Continuar lendo...
25/04/07 CONVIDADO ESPECIAL: Luiz Fernando Boller
Vasos de cemitério ou gravatas de grife?
Por Luiz Fernando Boller,
juiz Diretor do Foro da comarca de Tubarão (SC)
Cleptomania é o impulso mórbido que pode ocorrer em menos de 5% das pessoas que cometem furtos. Adolescentes podem furtar por um simples ato de rebeldia, o que não pode ser associado a qualquer quadro patológico. É um transtorno do impulso. Já o cleptomaníaco, furta de forma habitual objetos que não necessariamente possuem valor.
O que importa para o cleptomaníaco é a experiência e não o objeto em si. Outra condição que pode estar ligada à cleptomania é o chamado transtorno de personalidade anti-social. Nesse caso, os conceitos de ética e moral não fazem parte dos valores do autor do crime, que também costuma mentir repetidamente ou desrespeitar os direitos alheios.
A cleptomania - distúrbio do controle do impulso - não é freqüente. É um distúrbio mental pouco estudado, até pela dificuldade envolvida quanto aos aspectos ético-legais. O que determina um impulso é a falta de controle sobre os atos cometidos. É na falta de controle dos impulsos que reside a essência da cleptomania. Os objetos subtraídos são sempre de pequeno valor, não caracterizando um furto de preciosidades.
Após consumada a subtração, o cleptomaníaco pode até, da mesma maneira que pegou o objeto, deixá-lo onde o encontrou. Na absoluta maioria dos casos, praticamente nunca há prova qualquer de que um réu denunciado em processo-crime seja portador desse distúrbio de personalidade, visto que acomete somente 3% das mulheres e apenas 1% dos homens. Isoladamente, o crime de subtração não pode ser classificado como um caso de cleptomania, porquanto pessoas que sofrem esse tipo de transtorno costumam praticar furtos compulsivamente.
A ousadia de um denunciado em tentar convencer que, ao furtar vasos de cemitério ou gravatas em lojas de grifes famosas, agiu sob influência da cleptomania - estado que o privaria do entendimento da ilicitude perpetrada - por si só já demonstra a plena consciência da ação praticada.
Corrente o indeferimento de pedidos para realização de exame de insanidade mental em razão da ausência de dúvida acerca da integridade mental de acusados, dado que - não evidenciado indício de qualquer desvio de personalidade - não há como reconhecer que um denunciado seja portador de qualquer impulso anômalo para a prática de furtos.
O Código de Processo Penal prevê medida própria para o reconhecimento da inimputabilidade ou semi-imputabilidade, uma vez que somente ocorrerá quando existirem reais dúvidas pela integridade mental do acusado, podendo o juiz negar perícias requeridas quando estas não forem necessárias ao esclarecimento da verdade (CPP, arts. 149 e 184).
A lei obriga ao exame somente quando houver dúvida sobre a insanidade e não quando a defesa o requeira. Assim, somente é deferido o requerimento de instauração de incidente de insanidade mental quando presentes indícios de perturbação ou algum motivo, pelo menos, para duvidar da normalidade psíquica, que é regra geral.
É o caso, por exemplo, da prisão em flagrante por furto de determinado estilista de moda, ou de algum rabino, devendo ser afastado o argumento de que estava acometido por descontrole emocional ou alterações no comportamento. O cleptomaníaco furta pelo prazer do ato. É flagrado, por exemplo, furtando chicletes ou caramelos num supermercado.
Ao tentar subtrair coisa alheia para si ou para outrem, somente não consumando o delito por circunstâncias alheias à própria vontade, tipificado está o furto na forma tentada (art. 155, ‘caput’, na forma do art. 14, inc. II, ambos do Código Penal).
Sustentar em defesa, episódio de transtorno de humor representado por descontrole emocional e alterações de comportamento (cleptomania) decorrente do uso imoderado de hipnóticos diazepínicos, causadores potenciais de quadros de confusão mental e amnésia, não tem o mínimo amparo.
Difícil justificar o injustificável!
08/02/07DISCUSSÃO SOBRE REITORIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL MARANHENSE GANHA O BRASIL
NE:
324 e-mails (entre comentários publicados e não publicados) chegaram ao portal dando continuidade à matéria produzida por Edomir Martins de Oliveira, entrevistando o possível candidato à Reitoria da Ufma, professor NATALINO SALGADO.
A íntegra da matéria está arquivada em ENTREVISTA, neste Portal e no site do dr. Edomir (basta clicar na foto dele, à esquerda, na coluna de comentaristas).
COMENTÁRIOS + IMPORTANTES
(À favor ou contra, com fundamentos, dentro do espaço democrático que tem sido este Portal MLB):
.JPG) BRASÍLIA- Indagado sobre a possível eleição do professor NATALINO SALGADO FILHO à Reitoria da Universidade Federal do Maranhão, o professor e líder acadêmico RAIMUNDO PALHANO, foto, (um dos mais votados em lista tríplice, mas não nomeado por questões políticas, algumas eleições reitorais atrás), disse:
- Tinha um compromisso com o Prof. José Américo da Costa Barroqueiro (Vice-Reitor). Mas se ele indicar outro nome, com certeza, será de bom senso.
----------------
Mário Márcio - São Luís/MA escreveu:
(Juiz de Direito)
Caríssimos,
Não pretendo criar nova polêmica, sobretudo porque esses são os primeiros comentários que envio ao site.
Quero apenas registrar que as pessoas podem, sim, dizer tudo o que pensam; contudo, devem fazê-lo de modo a não ofender, cercear ou intimidar – consciente ou inconscientemente - os outros. Às vezes, não importa tanto o que se diz; o que vale mesmo é a maneira.
Afinal, vivemos em um país em que a liberdade de expressão é assegurada constitucionalmente, mas onde também é vedado o anonimato e cada um responde pelo que diz ou escreve.
IMPORTANTE: não estou externando juízo de valor sobre o que já foi escrito no site. Em absoluto!
Por fim, quero também deixar registrado meu desconforto ao ler e ouvir referências ao Maranhão e a São Luís como “províncias”. E saibam que eu nasci em Corumbá, no Mato Grosso do Sul.
De fato, ainda temos muitas características de uma cidade provinciana. Mas mesmo grandes centros também as têm. Para ficar apenas em dois exemplos: a falta de compromisso da algumas autoridades com os verdadeiros anseios da povo e o preconceito que vai muito além da raça ou da opção sexual.
Cordiais saudações a todos e a todas.
Mário Márcio
19/04/06 19/04/06
29/01/07 29/01/07
Mariana Rodrigues escreveu:
Faz dias que não converso com ela e nem perguntei. Tá na cara que se ela votasse ai pra reitor, votaria em Natalino Salgado. Mhário, ela não está por aí não? Tá silenciosa. Quando ela tá quietinha assim deve estar por ai namorando aquele sex(agenário) dela. Cabra de sorte!
http://www.mhariolincoln.jo...
Fátima Oliveira escreveu:
Instigada pelas ponderações de Mário Márcio, compartilho alguns pensamentos ainda não sistematizados sobre o conceito de provincianismo – vocábulo que bateu forte em mim, há pouco tempo quando alguém aqui no Portal disse havia um risco real de o mundo perder Fátima Oliveira para a província de São Luís (onde morei dos 15 aos 24 anos!). Na hora entendi que era algo depreciativo, mas não tive segurança suficiente para rebater. E na dúvida, sempre calo. Desde então, tenho lido sobre o tema e escrito algumas coisas sobre o assunto.
Breves reflexões sobre provincianismo
Fátima Oliveira
Há inúmeras definições de provincianismo. Mas há uma que diz ser o provincianismo a necessidade de aprovação de outro/de fora para existir; ou, ainda a exigência do olhar do outro para se ver. No fundo, algo como uma inferioridade.
Mas o que é mesmo provincianismo? Eu o entendo como uma identidade cultural, repleta de manifestações fora do tempo, de coisas tidas como fora de moda, arcaicas, etc. Enfim, cabem muitas coisas no conceito de provincianismo.
Mas não há dúvida que provincianismo é um conceito cultural e, como todo conceito cultural é um conceito subjetivo, logo nele cabem todas as nuances da subjetividade. Isto é, atende à visão de mundo de quem o define.
No sentido pejorativo, provincianismo expressa a noção de “periferia”. A explicitação do sentimento de superioridade é patente relação de pessoas nascidas na “capital” quando se referem às que nasceram na “roça” (fala-se roceiro, para dizer que é gente simples, da roça, atrasado, etc.), por exemplo ente paulistanos e paulistas; belohorizontinos e demais mineiros.
Quando a capital fica à beira do mar, os outros lugares são denominados de INTERIOR. Então quem não nasceu na capital é chamado de “do interior”. É assim que em São Luís, por exemplo, se referem a quem não nasceu na ilha de São Luís (sim, em toda a ilha, não apenas na cidade de São Luís). Há sempre um “ar” de superioridade.
Eu sei bem, pois nasci “no interior”. Adolescente fui morar na capital. Ora, no Maranhão nascer no interior, parece ser um demérito e uma desgraça eterna... Várias vezes, anos e anos depois, aturei namorados dizerem: “minha namorada é uma menina do interior”... Ou seja, culturalmente, pelo menos em São Luís do Maranhão, nascer no interior parece uma marca de ferro de gado! O que isso significa, então? Apenas uma manifestação de que nascer na capital parece, na prática, que dá o direito a algum tipo de superioridade. Nada menos!
Fernando Pessoa, em Páginas de doutrina estética, 1946, p.182, refletindo sobre cosmopolitismo versus provincianismo, assim se expressa: “Recordo-me de que uma vez, nos tempos do Orpheu, disse a Mário de Sá-Carneiro: ‘V. é europeu e civilizado, salvo em uma coisa, e nessa V. é vítima da educação portuguesa. V. admira Paris, admira as grandes cidades. Se V. tivesse sido educado no estrangeiro, e sob o influxo de uma grande cultura européia, como eu, não daria pelas grandes cidades. Estavam todas dentro de si’”.
Mas pensemos sobre uma reflexão aproveitável e não racista de Gilberto Freyre sobre o tema:
“Creio que foi principalmente a Universidade de Columbia, cosmopolita como nenhuma e como nenhuma cheia de provincianos do mundo inteiro, que me distanciou para sempre do puro cosmopolitismo, depois de me ter curado do bairrismo também puro. Mas não para me tornar um chauvinista ou nacionalista intolerante, e sim um adepto da combinação de duas tendências que só combinadas me parecem psicológica e culturalmente criadoras ou fecundas: provincianismo e universalismo; regionalismo e cosmopolitismo; continentalismo e oceanismo.”. Fonte: FREYRE, Gilberto. Precisa-se do Ceará. O Jornal. Rio de Janeiro, 9 set. 1944.
Mas em AS MÁXIMAS DO MARQUÊS: MORAL E POLÍTICA NA TRAJETÓRIA DE MARIANO JOSÉ DA FONSECA, Guilherme Pereira das Neves (Departamento de História UFF), há um trecho ilustrativo:
“A essa altura, pode-se pensar que Maricá não tem mais com o quê nos espantar... No entanto, para ele, os ‘homens do Brasil nunca poderão ter a atividade das terras frias’, porque, em um país em que o bananal ‘dá fruta para todo o ano’, não é necessário “que os seus habitantes se matem pela vida.’ ‘Por isso, o maior mal do império é o espírito de provincianismo e bairrismo. Cada província argumenta com o seu nos quoque gens sumus. O ato adicional, com as suas assembléias legislativas, permite às províncias fazer verdadeiras leis, estabelecer verdadeiros impostos; foi um erro [...]; foi uma imitação dos Estados Unidos, mas, para a analogia, faltava o fundamento da paridade.”
Belo Horizonte, 19.04.2006
29/01/07 29/01/07
Mariana Rodrigues escreveu:
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Mel Coelho escreveu:
Queridíssima Fátima Oliveira,
Minha irmã ideológica (100%), sim, a gente quase nunca tem a idéia exata do poder das palavras... Faço "mea culpa" público, pois fui eu quem, numa brincadeirinha, escrevi:
"O que não pode é o mundo perder essa mulher para a província (de São Luís!). Porque pelo ritmo de rock que vai essa paixão, corremos esse risco sim. Brincadeirinha, sanluizenses...
Quero pontuar a proeza dessa mulher que sabe consegue falar de política e falar de amor como coisas naturais de sua vida com uma simplicidade que encanta. Sabemos que não é fácil.
Mas para juntar lê com crê, Fátima Oliveira declarou mesmo a sua paixão
em 9 de novembro de 2005:
“ A reta final preparatória da Marcha tem, coincidentemente, se forjado como momentos de absoluto estado de paixão, graças ao reencontro de amores enlouquecidos perdidos no tempo, tornando pessoas entrando no outono da vida adolescentes desvairados, em busca do tempo perdido, ardendo em de-li-CIO-sa paixão... "
Escrevi isso como comentário ao seu lúcido artigo: Um OD (Opus Dei) presidente do Brasil. Fátima Oliveira (18.01.2006), que se encontra aqui no Portal em
http://www.mhariolincoln.jo...
No qual há uma frase que achei linda e reveladora:
" Pelas deusas, que essa história de votar no menos pior não seja mais uma constante em minha vida! Lutarei contra isso, com todas as minhas forças e lições do alto dos meus 53 anos e uma vida quase toda nas refregas da política.
Mas tanto que o amor da minha vida foi, por anos, do jornalismo da Globo e eu jamais o vi na TV, pois anos a fio recusei-me a ver o que a Globo noticiava. A não ser no dia em que uma vizinha entrou em minha casa esbaforida gritando: “Liga, liga a TV, tá passando as Diretas na Globo”.
Enfim, mais uma vez, as minhas desculpas e creia em meu profundo arrependimento. Jamais imaginei ter causado em você tamanho desgosto ou sentimento de discriminação.
Mel Coelho
===================
“Na curva perigosa dos cinqüenta/derrapei neste amor. Que dor! que pétala/sensível e secreta me atormenta/e me provoca à síntese da flor/que não sabe como é feita: amor/na quinta-essência da palavra, e mudo/de natural silêncio já não cabe/em tanto gesto de colher e amar/a nuvem que de ambígua se dilui/nesse objeto mais vago do que nuvem/e mais indefeso, corpo! Corpo, corpo, corpo/verdade tão final, sede tão vária/a esse cavalo solto pela cama/a passear o peito de quem ama.”Quarto em desordem. Carlos Drumond de Andrade . http://cseabra.utopia.com.b...
20/04/06 20/04/06
29/01/07 29/01/07
Gustavo Lobato escreveu:
É emblemático que num debate sobre eleições para reitor da UFMA, num vai e vem, numa polêmica que a princúpio nem tinha razão de ser porque realmente Larissa Dias não escreveu absolutamente nada de teor discriminatório contra a UFMA, como quiseream fazer crer dois comentaristas nos arroubos dos seus comentários...
Quase me perdi na imensidaão do parágarfo. Mas retomo, é emblemático
que apareça aqui no meio da conversa, e muito naturalmente, trechos de um romance, prerstigiadísismo por sinal, com resenha enorme na Folha de São Paulo, de uma maranhense, cuja protagonista era estudante da UFMA. Muito bacana isso!
Para quem não leu o livro, a protagonista de A hora do Angelus era estudante da UFMA, já nos tempos do Campus do Bacanga.
Para mim isso é um bom sinal de que a UFMA comece a trilhar as veredas da democratização com o novo reitor, que também espero que seja Natalino Salgado. È claro que na hora em que a Dra. Fátima Oliveira quiser se pronunciar, esperamos que se pronuncie (declarou apoio a Jackson Lago aqui no Portal, e foi muito bom), pelo que conhecemos dela ela declarará apoio a Natalino Salgado, e também dirá que ele é o melhor nome em prol da democratização da UFMA. Sei que dirá.
29/01/07 29/01/07
Larissa Dias escreveu:
Continuo achando este um assunto "muito paroquial" para aparecer no PMLB como um assunto de interesse nacional. Ora é uma campanha de alguém para reitor da UFMA.
Repito aqui um comentário que postei em outra matéria:
http://www.mhariolincoln.jo...
23/01/07
EXPECTATIVA GRANDE NOS MEIOS UNIVERSITÁRIOS DO MARANHÃO
Prezada Lúcia, não se trata de conhecer ou desconhecer o Dr. Natalino Salgado e nem de duvidar de suas qualidades.
Só acho que é INADEQUADA esta campanha para ele, ou para qualquer outro candidato a reitor da UFMA (falando nisso, quem são os outros candidatos?) num site como este. A não ser que Mhário Lincoln coloque aqui uma Seção chamada Eleição para REITOR e divulgue aqui todas as candidaturas a Reitoria de todas as Universidades Públicas do país.
Penso assim por ser este um tema muito local. Mais restrito ainda à comunidade universitária do Maranhão.
Espero ter me feito entender. Não há nada que transforme esta disputa à reitoria da UFMA em um debate ou tema de interese nacional. É muito bairrismo este destaque aqui. NADA CONTRA A SUA CANDIDATURA. NEM DOS OUTROS QUE NÃO CONHEÇO.
LUIS IGNÁCIO BARBOSA escreveu:LARISSA
VocÊ QUIs ESNOBAR O MARANHÃO E A UNIVERSIDADE FEDERAL. DEPOIS QUE VOCÊ LEU SOBRE SUA RATADA VOCÊ QUIS DESCONVERSAR. AS SUAS PALAVRAS - LEIA BEM - SÃO DISCRIMINATÓRIAS E NÃO PERTINENTES Á DISCUSSÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO QUE QUER SAIR DO MARASMO QUE SE ENCONTRA. NÃO META A DRA. FÁTIMA NO CONTEXTRO. NEM O DR. MÁRIO MÁRCIO. ASSUMA SOZINHA A RATADA DE NÃO ACREDITAR NA UNIVERSIDADE DE SUA PRÓPRIA TERRA.
SER A DRA. FÁTIMA SE MANIFESTASSE, COM CERFTEZA, LEVANTARIA ESTA BANDEIRA: TORNAR A UFMA UMA UNIVERSIDADE FEDERAL RESPEITADA NO BRASIL. DAQUI SAEM MILHARES DE PESSOAS ANSIOSAS POR UMA OPORTUNIDADE, FATO QUE OS POLÍTICOS NÃO DEIXAM NINGUÉM CRESCER NESTA TERRA. ENTÃO, QUANDO APARECE UM HOMEM DESSES COM ESTIMULO DE TORNAR UMA UNIVERSIDADE, PARTE DA CIDADANIA E DO POVO, TEM-SE QUE QUE LEVANTAR AS MÃOS AOS SEUS E GRITAR: ÓH GLÓRIA! NATALINO VAI FAZER O POVO DO MARANHÃO SE INTEGRAR DEFINITIVAMENTE ÀS UNIVERSIDADES COM OU SEM COTAS, COM OU SEM GRANA, COM OU SEM "QUEM INDIQUE". EU GARANTO PORQUE O CONHEÇO. AGORA VOCÊ, LARISSA DEVERIA VESTIR ESTA CAMISA E AO INVÉS DE FALAR EM REGIONALIZAÇÃO, DEVERIA COMPRAR A BRIGA PARA QUE OS INCAUTOS E IDIOTAS RESPEITEM MAIS A NOSSA TRADICIONAL UFMA. EU MESMO, MARANHENSE, FORMADO EM QUÍMICA, NUNCA CONSEGUI UM EMPREGO EM MINHA ÁREA (EM ALGHUMAS CAPITAIS DO BRASIL) PORQUE MEU DIPLOMA ERA DA UFMA. HOJE, AQUI EM MANAUS, CONSEGUI UM EMPREGO DE QUÍMICO NUMA INDÚSTRIA QUÍMICA PORQUE PROVEI QUE MINHA CAPACIDADE VALIA E QUE O CURSO DE QUÍMICA DA UFMA VALIA IGUALZINHO DE UM A OUTRA UNIVERSIDADE PRESTIGIADA. ENTREI NA JUSTIÇA E GANHEI A VAGA. E VOCÊ LARISSA SÓ FALA E CONDENA. LUTE, LUTE VISTA A CAMISA E LUTE PARA QUE OS PROFISSIONAIS FORMADOS PELA TRADICIONAL UFMA NÃO SEJAM RIDICULARIZADOS COMO EU FUI, AQUI EM MANAUS, ANTES DE GANHAR MINHA VAGA (POR CONCURSO) NA JUSTIÇA. SUAS PALAVRAS, LARISSA É QUE DÃO OPORTUNIDADE PARA RH'S DO PAÍS IMPEDIREM A POSSE DE VÁRIOS ALUNOS UFMA EM CONCURSOS OU ESCOLHAS ATRAVCÉS DE ENTREVISTAS. EU SOFRI MUITO. MAS NUNCA PERDI MINHA CONFIANÇA NA QUALIDADE DA UFMA DIANTE DE OUTRAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS. QUE ISSO FIQUE BEM CLARO, LARISSA. VISTA A
CAMISA E ACABE COM A DISCRIMINAÇÃO MUITO CLARA EM SEU TEXTO. NÃO META A DRA. FÁTIMA NEM O DR. MÁRCIO. ASSUMA SOZINHA SEUS ERROS.
29/01/07 29/01/07
Erina Moreira escreveu:
A internauta Larissa Dias, equivocadamente, colocou o debate sobre as universidades públicas brasileiras, dentre estas a tradicional Universidade Federal do Maranhão, como assunto "muito paroquial". Creio que o blog do jornalista Mhário Lincoln é um espaço democrático, uma tribuna livre onde todos os cidadãos podem expressar suas opiniões e debater questões de interesse público. Que venham outros candidatos expressar suas idéias. O Dr. Luis Gaudêncio Belchior, de Brasília, esclareceu muito bem o assunto. Nossa UFMA é de âmbito federal. O Prof. Dr. Natalino Salgado Filho é reconhecido internacionalmente como nefrologista pela sua vasta cultura médica. Seu notável trabalho como administrador público trasnformaram o Hospital Universitário/UFMA num dos melhores hospitais públicos deste país. As coisas do Maranhão interessam a todos os brasileiros.
Larissa Dias escreveu:
Prezada Erina Moreira e
Dr. Luis Gaudêncio Belchior,
Em minha terra, que eu acho que é a mesma de vcs, o Maranhão, se diz que "Apressado come cru". Eu sei desse ditado porque sou da roça, nasci na roça. Sou daquelas que certa vez uma maranhense ilustre, falo da Dra. Fátima Oliveira, aqui se definiu como tal: "Sou uma moça do interior". E por ser "uma moça do in teiror era discriminada até pelos namorados que diziam que estavam namorando uma "menina do interior". Ela odiava isso, mas é assim que "ludovicenses da gema" ainda tratam quem não nasceu na "ilha". Não sei se Erina Moreira é. Ou o doutor.
Pois bem, por favor releiam o que eu escrevi. Releram? Releiam o que vocês escreveream em tom acustório e de Caça às Bruxas. Releram?
Não é à-toa que muita gente diz que faz parte do DNA cultural de professores universitários pensarem que têm o rei na barriga, e até a rainha e até toda
a nobreza. Coisa de mentes colonizadas...
Por que devo aceitar que o ilustre Dr. Luis Gaudêncio Belchior (Pós-Graduado em Ciências Políticas/Canadá) e a ilustríssima Erina Moreira desçam o sarrafo em mim, colocando em minha boca palavras que eu não disse, usando de tantos impropérios para dizer que estou discriminando a UFMA. Queridos eu sou uma SEM-UFMA! Vocês sabem o que é isso? Nem para universidade eu pude ir. Diferentemente de vocês. Onde é que está a discriminação? De qual lado?
Eu entendo que a UFMA é um patrimônio público maranhense e brasileiro e que há muitos anos foi jogada para as calendas gregas. Em nome da ética precisa ser recuperada.
Mas o que eu disse aqui e volto a repetir
é que a eleição d eum reitor ou reitora um assunto local. Lamentavelmente. Mas é.
E que se o Portal Mhário Lincoln do Brasil estava dando espaço tão grande para a eleição do reitor da UFMA e divulgando a candidatura que considera melhor (é um direito do Portal, claro), deveria criar um espaço chamado Eleições para reitorias de universidades Públicas.
Sinceramente, acho que seria importante. Mas discordo da forma como foi feita a divulgação aqui do Dr. Natalino Salgado, apesar dos seus méritos reconhecidos. M einformei sobre ele e a minha informante
acha que ele realmente é uma candidatura relevante. Mandei um e-mail para a Dra. Fátima Oliveira perguntando sobre ele e ela, educamente disse que ele era um nome
que se eleito, com certeza faria uma gestão histórica e que a UFMA estava precisando de uma sacolejada e que ele parecia ser a pessoa talhada para tanto.
Mesmo após ouvir uma opinião que respeito até demais da conta, repito:
Só acho que é INADEQUADA esta campanha para ele, ou para qualquer outro candidato a reitor da UFMA (falando nisso, quem são os outros candidatos?) num site como este. A não ser que Mhário Lincoln coloque aqui uma Seção chamada Eleição para REITOR e divulgue aqui todas as candidaturas a Reitoria de todas as Universidades Públicas do país.
Penso assim por ser este um tema muito local. Mais restrito ainda à comunidade universitária do Maranhão.
Espero ter me feito entender. Não há nada que transforme esta disputa à reitoria da UFMA em um debate ou tema de interese nacional. É muito bairrismo este destaque aqui. NADA CONTRA A SUA CANDIDATURA. NEM DOS OUTROS QUE NÃO CONHEÇO.
Célio Gitahy Vaz Sardinha escreveu:
O Doutor Natalino Salgado Filho é um notável discípulo de Hipócrates, um autêntico sacerdote da medicina, dedicado a tantos quantos necessitam de seus conhecimentos científicos e préstimos profissionais, especialmente na área da Nefrologia que exerce com verdadeira paixão. Tive singular oportunidade de trabalhar com esse amigo na Diretoria do Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão(HUUFMA), durante sete anos e meio e aprendi bastante com o Dr. Natalino, professor, gestor e um legítimo líder servidor, que foi capaz de operar uma total metamorfose no HUUFMA, elevando-o à condição de um dos primeiros colocados na classificação geral de hospitais públicos do Brasil, conquistando inclusive, títulos que nunca antes obteve. Sem sombra de dúvidas, o Dr. Natalino Salgado Filho, é um excelente nome para o cargo de Reitor da UFMA, pelos seus méritos pessoais, pela sua conduta ilibada e íntegra como gestor público, somadas ainda ao dinamismo e empreendedorismo de suas ações em tudo aquilo que faz, sempre imbuído de boa-fé e elevado espírito religioso, com perseverança e humildade, peculiares a um verdadeiro cristão, que prega e realiza o melhor possível em prol de seus semelhantes e da comunidade onde vive e trabalha, ao lado de seus familiares. É um verdadeiro paradigma de trabalho e honra a ser seguido.
Como advogado, ex-aluno do Curso de Direito da UFMA, também ex-servidor dessa grande Universidade, que tanto nos fascina, cujos colegas e amigos prezo, estimo, e respeito, desejo sinceramente que o Dr. Natalino Salgado Filho seja o próximo Reitor da UFMA e possa contribuir com sua ímpar capacidade de trabalho e paradigma de vida para o desenvolvimento pleno e engrandecimento da nossa tão querida Universidade Federal do Maranhão.
Avante Dr. Salgado! E que DEUS abençoe e guie seus passos.
Célio Gitahy Vaz Sardinha (Professor Universitário, Delegado de Polícia e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão). 29/01/07 29/01/07
Antero de Quental (é meu nome!) escreveu:
Viiiiiixe, Mhário, esquentou, esquentou. Tá pegando fogo. Eu só queria entender como é que o nome da Dra. Fátima Oliveira entrou nisso. E qual a dúvida sobre quem ela apoiaria? Fátima Oliveira é uma mulher que faz política e sempre tem um lado. Disso ninguém duvida, nesse país. De mamando a caducando. Mas por que essa encrenca toda? É dose, tchê!
Aqui não tem nenhum maluco e nem analfabeto. Vamos fazer a campanha gente e deixar o botox de lado. Intolerância nunca foi a melhor conselheira. Se meu apoio vale ralguma coisa Natalino Salgado para reitor da UFMA!!!!...
29/01/07 29/01/07
Ana Emilia Oliveira escreveu:
(Em pós-estudos nos Estados Unidos).
A indiscutível eficiência com que tem conduzido o Hospital Universitário representa um grande cartão de visita para a candidatura do Prof. Dr. Natalino Salgado ao posto de Reitor da UFMA. Sem dúvida, o seu dinamismo administrativo aliado a sua capacidade de buscar recursos tem muito o que contribuir para o engradecimento da nossa universidade. Conte com o meu apoio Professor!!!
01/02/07.
25/12/06 TEXTOS COM TOTAL ESPÍRITO NATALINO
 Amigas e amigos virtuais em Listas :
"A solidariedade o afeto não cronometram a distância"
(Alzira Rufino)
Mais um ano navegando na construção do nosso espaço virtual. Que 2007 venha renovar a esperança, para continuarmos na luta pela concretização de nossos ideais . Por nós. Para nossos filhos e netos. Para nossos tataranetos. Por nossa descendência!
Votos da Equipe e Associadas da Casa de Cultura da Mulher Negra, Boletim Eparrrei Online e Revista Eparrei.
Nota do Editor ML: O Portal MLB está à inteira disposição em 2007 para continuar divulgando as ações pertinentes a Casa de Cultura da Mulher Negra. Aqui, às ordens Alzira!
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Convidado Especial:
O Espírito do Natal
Escrito por Antonio Ozaí da Silva
O “espírito do natal” impregna o ar. Ele está nos lares e nas almas bondosas que habitam este planeta. Através da TV e da Internet irradia imagens e mensagens que, como um imperativo categórico, apoderam-se das nossas mentes. Ele está nas ruas, nas lojas, em shopping center e nas calçadas onde se ofertam tudo o que o materializa. Até mesmo na rua em que moro, uma voz, amplificada pelo som de um carro que passa, anuncia que a “farmácia tal” deseja Feliz Natal e etc. Um vereador do bairro teve a mesma idéia. Quanta emoção!
É impossível se desvencilhar do espírito natalino (Eis a tirania da maioria!). Ele se traduz em belas palavras repetidas mecanicamente e à exaustão. A Internet contribui para propagá-lo. Empresas e indivíduos, para quem somos apenas um email, enviam cartões de natal, sons e slides em PowerPoint, imagens e palavras que emocionam. Basta que façamos parte do seu catálogo de endereço. Com apenas um clique enviam milhares de emails. Os computadores são infestadas pelo “espírito natalino”. Seria um novo tipo de vírus?! Mensagens formais que alimentam o “espírito do comércio” e os egos esvaziados de sentido real. Tudo muito impessoal.
Tento compreender. Fico a pensar se devo enviar votos de “Feliz Natal e Próspero Ano Novo” para os mais de oito mil emails do meu catálogo de endereços. Seria uma boa estratégia para espalhar o bem e fortalecer a “corrente do bem”? Desejar o bem sem olhar a quem deve fazer bem a quem o deseja. Mas não soa falso fazê-lo dessa maneira? Entre estes milhares de emails conheço alguns pessoalmente e outros representam amizades virtuais. Com estes a relação é direta e individualizada. De qualquer forma, desejo, de coração, o bem de todos, inclusive aos que não conheço.
Reflito longamente e termino por me sentir mal. Sim, porque só uma pessoa não imbuída do “espírito natalino” pode ser tão má a ponto de se diferenciar dos milhões de indivíduos imersos num clima de imensa felicidade. Imagino o que pensam os caros leitores sobre a minha audácia. Os mais condescendentes devem se perguntar se não tenho problemas psicológicos; os críticos talvez pensem em romper as relações, ainda que virtuais.
Recordo de Um Conto de Natal, de Charles Dickens, e do avarento Ebenezer Scrooge, que odeia o natal e pensava apenas nos lucros. Se vivesse hoje, saberia que o natal é um bom negócio e estaria muito feliz. Não sou como ele. Parafraseando Max Weber, tenho ojeriza ao “espírito capitalista do natal”. Dickens mostrava que o “espírito burguês” era uma chaga capaz de se alastrar e aniquilar os bons sentimentos e valores. De certa forma anunciava no que o natal se transformaria sob o capitalismo moderno.
Lembro ainda de Grinch, outro personagem mal-humorado que não aceita o “espírito natalino” e arquiteta um plano para arruinar a festa de natal dos habitantes da pequena Quemlândia (Whoville). Porém, até mesmo indivíduo tão malévolo, capaz de roubar o natal das crianças, se rende ao “espírito do natal”. Será que sou mais malevolente? Adoro crianças, mas elas não me contagiam com o seu entusiasmo natalino e a sua avidez pelos presentes.
Devo ser mesmo muito ruim! Ainda assim, reconheço a bondade dos outros e não sou ingrato a ponto de recusar os votos de Feliz Natal. Se muitos me desejam o bem, talvez eu o alcance. Ademais, para além das formalidades e hipocrisias próprias desta época, existem os sinceros, ainda que expressem seus sentimentos por emails. Meu sincero muito obrigado!
Há também os que amamos e que, no final das contas, terminam por nos envolver em seus mais puros sentimentos. O Natal passa, mas eles permanecem presentes em nossas vidas e em nossos corações. Eis o mais importante.
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Aos Companheiros Paraíbas
Enviado por: Mário Heitor |Negócio
O texto original tem o título de Realidade, não se sabe quem é o autor do texto original. A partir de outubro de 2004 passou a transitar na Internet sem a assinatura do autor. Muitos têm usado esta bela mensagem com diversos fins, eu aproveito a iluminada mente desconhecida para expressar para todos vocês meus melhores votos de fim de um Feliz Aniversário do nosso Cristo Redentor e mais um ano de plenas realizações.
Realidade
Aprendi que se aprende errando;
Que crescer não significa fazer aniversário;
Que o silêncio é a melhor resposta, quando se ouve uma bobagem;
Que trabalhar não significa ganhar dinheiro;
Que sonhos estão ai para serem alcançados;
Que amigos a gente conquista mostrando o que somos;
Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você ate o fim;
Que a maldade se esconde atrás de uma bela face;
Que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela;
Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada;
Que a natureza é a coisa mais bela da vida;
Que amar significa se dar por inteiro;
Que um só dia pode ser mais importante que muitos anos;
Que se pode conversar com estrelas;
Que se pode confessar com a lua;
Que se pode viajar alem do infinito;
Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde;
Que dar um carinho também faz...
Que sonhar é preciso;
Que se deve ser criança a vida toda;
Que nosso ser é livre;
Que o julgamento alheio não é importante;
Que o que realmente importa é a paz interior.
Não podemos viver apenas para nós mesmos. Mil fibras nos conectam com outras pessoas, e por essas fibras nossas ações vão como causas, e voltam para nós como efeitos...
Aproveite ao máximo cada instante da sua vida, pois ele é único.
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Convidado Especial:
ODISSÉIA NA TERRA
Carlos Henriques de Araújo Membro da UBE-PI
De repente,
Por um sopro divino
Viramos gente,
Vinda do ventre,
Se transforma em criança.
Quanta esperança!
Em tenra idade, começa.
Correndo,
Pulando,
Caindo,
Chorando,
Aprendendo,
Sorrindo,
Continuar lendo...
24/12/06 UM NATAL COM MUITOS TEXTOS ESPECIAIS
Convidada Especial:
Flávia Prazeres(*)
(*) Colunista do Portal VEJO São José
"Mhário, decidi falar do Natal através do texto de MÁRIO PRATA", que segue:
Jingle Bell prá vocês
Não gosto do Natal. Não chego a odiar, mas não gosto. Nunca gostei. Desde pequeno, no interior. Papai Noel sempre me assustou. Gostava de preparar a árvore com dias de antecedência, apesar de não concordar em colocar algodão para "simbolizar" a neve. Gostava de imaginar os presentes. Aliás, não gosto nem de dar e nem de receber presentes em datas certas. O presente é bom quando você não espera. No aniversário, Natal, Dia da Criança, depois Dia dos Pais, acho um saco de Papai Noel. O presente, conforme a palavra em si se explica, é uma presença. Portanto, não pode ser datada. Não deve ser uma obrigatoriedade.
Além de não gostar do Natal, em alguns aspectos, ele chega a ser irritante: Em vários aspectos. Senão, vejamos:
- Quer coisa mais irritante durante o mês de dezembro do que ir a um barzinho ou restaurante, de noite, para tomar um chopinho e ter, ao seu lado, aos gritos, berros e urros, uma "festinha da firma", com risos histéricos, discursos profundos e etílicos do "chefe", gozações com a "gostosa" da firma e a indefectível troca de "amigos secretos?" Por que gritam tanto nas "festinhas da firma?" E quando você vai ao banheiro sempre tem um ou dois funcionários burocraticamente vomitando. Como se vomita no Natal! Principalmente os bancários.
— E o "amigo secreto" então? Já notaram que sempre sai para quem não é nem muito amigo e muito menos muito secreto? E você passa o mês inteiro tendo que imaginar o que vai dar praquele chato. Se o "amigo secreto" já é uma relação constrangedora na firma, em família então, nem se fala. Em primeiro lugar, porque dois ou três dias depois do "sorteio", todo mundo já sabe quem é o amigo de quem. Você já sabe pra quem vai dar e de quem vai receber. Essas informações sempre vazam no seio familiar. Sempre tem uma irmã que sabe de todos, ninguém sabe como. E você que torceu para não sair aquela prima fofoqueira, pois é justamente com ela que você vai se abraçar logo mais. E dizer todas aquelas frases. Todas são insubstituíveis.
— E as propagandas de Natal? Existe coisa mais horrível que este bando de gordos com brancas barbas, puxados por veadinhos? A publicidade brasileira é uma das melhores do mundo, perdendo talvez apenas para a inglesa. Mas, chega o Natal, baixa o "espírito natalino" nos criadores das agências e dá no que dá. Eles não conseguem (há 1.994 anos) fazer um único anúncio sequer decente nessa época. São constrangedores, amadores, dignos de um Papai Noel de mentirinha. Tem uns, mais "criativos", que até neve têm, debaixo dos 40 graus de dezembro.
— E aqueles Papais Noéis que vão de casa em casa e os pais obrigam as criancinhas a dar beijo naquele sujeito imenso, barba descolada, sapatão de militar, já meio bêbado depois de passar em várias casas de amigos e parentes? As criancinhas esperneiam, não dormem semanas seguidas, sonhando com aquele monstro que o pai fez beijar. Meu Deus, é um outro pai que eu tenho?, devem pensar os pequenininhos da família. E o monstro ainda diz "coisas" para os indefesos, presos nos braços do pai ou da mãe, quiçá da avó: este ano, não vai fazer malcriação, vai comer toda a papinha, não vai mentir e nem fazer xixi na cama, viu, Rony? Coitados.
— Mas o pior mesmo é a ceia, propriamente dita. Com o passar dos anos, a família vai crescendo e de repente já são quatro gerações que estão ali, de olho no peru. Umas 50 pessoas. E ali dá de tudo. Cunhados que não se falam, a velhinha que não escuta os planos do asilo, o fulano que está falido, coitado, a prima que está dando para um sobrinho, aquele casal que está separado mas que, no Natal, baixa o "espírito" e eles comparecem juntos. Todo mundo sabe que se odeiam. Mas é Natal. Aquele tio que deve tanto para o seu irmão também está lá. Mas é Natal. E a irmã que não pagou a trombada que ela deu com o carro do tio-avô? Tudo é permitido. Afinal, é Natal. Nasceu quem mesmo? Jesus, não foi? E, por isso, à meia-noite, todos dão as mãos e rezam (des)unidos.
— E, para terminar: existe música mais chata que Jingle Bell?
Já o Reveillon, é o maior barato. É quando tomamos o porre para tirar e esquecer a ressaca do Natal. Mas não adianta. No ano que vem, tem outro Natal.
Mário Prata
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 Convidada Especial:
Marilza Albuquerque (Carvalho Branco)
(*) Diretora Cultural da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil, Segunda Secretária da Federação das Academias de Letras do Brasil e membro de várias entidades literárias (APALA, UBT...) e da Comissão Organizadora do Salão do Atmaísmo.
NATAL DE ALGUMA GENTE
Meninos carentes,
De olhos descrentes,
De roupas rasgadas...
De carnes magoadas
Por outros viventes...
Que olham as lojas,
Com olhos vorazes...
Noel, se tu te despojas
De tudo, nas bases...
Feliz Natal não é frase!...
É Amor ideal,
Que torna feliz
Realmente o Natal!...
Ser humano, volta à raiz
E busca seu cenário surreal...
Se chove e faz frio,
Menino carente
Navega num Rio
Tão decadente...
Também no estio...
É Natal?
Tem certeza afinal?
Na casa dos ricos,
Presépio, Magos, burricos...
Ali, de fato, é Natal!...
Menino carente,
Que olha pela vidraça
A casa de toda essa gente...
Ele tem fome... mas passa...
De Deus, também ele é crente...
Lá vem o guarda,com cassetete.
Menino carente corre na rua,
Nas mãos, um fita-cassete...
E dribla... atua...
Um tiro o derrete...
Menino de rua...
Menino carente...
O corpo inda quente...
Por ti, só chora a Lua...
Esse é o Natal de alguma gente!...
NATAL ESPECIAL & CONVIDADOS
Convidados Especiais:
Dudu Oliva & Charles Dias.
 A CEIA DE NATAL
DUDU OLIVA
APARTAMENTO 101
Antônio só está de cueca sentado na poltrona. Bebe cerveja e assiste a tv. O telefone toca várias vezes, não atende. Sempre fica triste nesta época, lembra das pessoas queridas que já se foram. A campanhia toca, é Marinalda:
– Vem passar o natal lá em casa, seu Antônio, tem tanta coisa...
– Tudo bem, vou me aprontar.
– Se demorar muito, volto aqui e te carrego pelas orelhas.
APARTAMENTO 202
Marinalda mora com o filho, que é muito frágil de saúde. Ela sempre inventa festas para animar o menino. É só ela e ele. Marinalda não fala de seu passado: “ vivo o agora, isso me basta.”. No dia do natal faz uma ceia bem bonita, a casa já está toda enfeitada. Resolve convidar os vizinhos de mais afinidade e que não tinham viajado. O seu filho fica animado, quer saber o que vai ganhar do Papai Noel. – Calma!! Você vai adorar, Luca.
APARTAMENTO 303
Laura estava na praia. Olhava fixamente o mar. Senti-se um bloco de amargura e deseja se dissolver na imensidão do mar. Começa a andar. Esbarra num homem, que só reconhece segundos depois.
– Você é o meu vizinho?
– Sim, moro no 501. Sou o Pedro.
– Pois é, não te reconheci de primeira, quase não te vejo. Moro no 303.
– Sei. Eu trabalho muito...
– Pois é... nossa vida é agitada hoje em dia.
– Laura, esse é o seu nome, né?
– Sim. Hoje vou passar o natal com a Marinalda do 102.
– Legal!
–E você?
– Na minha casa, sozinho.
– Passa com a gente!!
– Não fui convidado.
– Não tem problema.
Laura liga pelo celular para Marinalda, que disse que seria ótimo recebê-lo. Pedro rapidamente compra duas garrafas de vinho e um pote de sorvete.
APARTAMENTO 501
Pedro não para em casa e não possui vínculo com ninguém. Devido à profissão, matador de aluguel, é tão discreto que se torna quase imperceptível. “ Vou me mudar outra vez mesmo, não terá problema algum de eu ir à ceia. Nunca mais verei estas pessoas, inclusive Laura...”.
NA CEIA DE NATAL
No início, todos estão tímidos, mas depois a conversa fica animada. Sorriam espontaneamente, fazem até brincadeiras. Luca se emociona com o presente que a mãe lhe dá: um computador. – Esse natal foi o melhor de todos!!
Os vizinhos proseiam até o dia clarear.
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NESTA NOITE DE NATAL
Laura pediu à mãe, para passar o natal na casa da melhor amiga Luzia. A senhora consentiu. O pai de Laura havia morrido e elas não estavam com clima de Natal. Queria que a filha se distraísse um pouco.
Laura era uma linda moça de dezoito anos. O pai de Luzia a olhava com um certo interesse e a moça o achava um homem charmoso.
A mesa estava posta com requinte, tinham frutas, doces e muitas bebidas. O pai de Luzia bebia muito, não parava de olhar para amiga da filha. Laura se sentiu um pouco tonta, por causa do vinho e a presença do pai de Luzia. Pediu à amiga se podia descansar um pouco no quarto de hóspede.
Minutos depois, ela viu a porta se abrir. Pensou que fosse Luzia chamando-lhe. Porém era o pai de sua amiga, vestido de papai Noel. Não teve vontade de gritar e nem sair do quarto; ficou parada ali. O homem fechou a porta com a tranca e foi em sua direção. Ela instintivamente abriu as pernas e se deitou na cama. Não tinha medo.
O pai da amiga se sentou. Disse bem baixinho: – Não grite. Você é linda.
O homem começou alisar suas pernas. A moça gemeu, porém a música estava tão alta que abafava qualquer ruído. Ele parou de tocá-la e abaixou a calça vermelha de papai Noel. Insinuou com olhares, para Laura tocar seu sexo. Ela o obedecia sem pestanejar.
Quando deu meia-noite, todos começaram a festejar. Nesse mesmo tempo, Antônia e o pai de sua colega gozaram.
Minutos depois, o homem foi embora e ela saiu em seguida. Foi para casa. Quis esquecer o que aconteceu nesta noite de natal.
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Dudu Oliva
http://duduoliva.blog-se.com.br/blog/conteudo/home.asp?idblog=13757
http://dudu.oliva.blog.uol.com.br/
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 DÁ-LHE, NOEL!
“Aqui no Maranhão Papai Noel não tem um saco. Tem fardo pra carregar”.
Zé Neves, do Retiro Natal, São Luís - MA.
Charles Dias
Todo final de ano vejo, publicadas nos jornais, as indefectíveis listas dos maiores, melhores, mais elegantes, mais atuantes, mais isso, mais aquilo, etc. e tal, de várias categorias e dos muitos segmentos de nossa sociedade.
Continuar lendo...
UM NATAL DE ESPLENDOR JUNTO COM NOSSOS COMENTARISTAS
Convidada Especial:
MENINA MAROTA (*)
(*) Otília Martel (Menina Marota) é poeta, escritora, colaboradora espontânea e nossa correspondente em Portugal/EUROPA.
"Para isso fomos feitos:Para lembrar e ser lembrados..."
A voz da Mariana entoava na sala de uma forma que caía fundo no coração. Pelo menos no meu.
Conhecera-a meses antes, exactamente naquela sala e logo uma empatia nos juntou.
Não era dada a grandes conversas, nem a falar de si. Só o sorriso e o seu olhar mostravam a serenidade da sua alma.
Éramos um grupo de perto de vinte, pertencentes a um coral, alegres e barulhentos, que se juntavam à quinta-feira para ensaiar. A Mariana fazia parte dele.
Durante o mês de Dezembro os ensaios eram mais intenso com os cânticos de Natal e ainda com as recitações, que alguns gostavam e era isso que a Mariana fazia naquele momento. Lia o “Poema de Natal”, de Vinícius de Moraes com uma tal intensidade, que arrancou lágrimas de alguns olhares. E de mim.
Senti a sua falta no almoço de Natal, até porque embrulhara cuidadosamente a caixinha de música que ela olhava tão insistentemente na montra da loja onde passávamos diariamente. Cumpríamos a tradição de todos os anos e custou-me não ter ali a Mariana.
Corri a sua casa e quando a Mãe me abriu a porta, senti de imediato um frio percorrer-me.
Nada ali, fazia lembrar que ia haver Natal…
- A Mariana está? – Perguntei um pouco timidamente.
- Sim, eu acompanho-a – e a sua voz era triste.
Só os olhos da Mariana sorriram quando entrei.
Permaneci ali calada durante breves instantes, apertando a mão que ela me estendeu.
- Trouxe-te a tua prenda, porque não me disseste que estavas doente?
- Não há nada a fazer… e a sua voz era doce, sem qualquer rasgo de revolta.
Ficámos ali as duas, ouvindo a música que saía da caixinha… e quando, ao cair da noite nos despedimos, o Natal para mim, tinha outro significado…
Vela por todos os meninos doentes... por aqueles que têm fome e frio, que não têm onde se abrigar, que não têm um carinho, nem um sorriso…
Aí nesse local onde estás... Mariana...
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Querido Filho.
Menina Marota: "O Natal...
...na minha infância e juventude foi para mim momento de grandes alegrias.
Era a altura de rever familiares, que pelos seus afazeres profissionais, não via durante o resto do ano.
Com o tempo, muitos desses familiares foram desaparecendo: Avós, Pais e muitos dos meus Tios mais velhos, por quem tinha uma afinidade imensa. Ao vaguear por este "mundo" imenso que é a blogosfera, o sentimento de perda que acalento, veio ao de cima ao ler este texto, que aqui quero partilhar, nesta época natalícia… ".
Texto de Ceolino
http://ceolino.Blogspot.com/
-No dia em que esteja velho e já não seja eu, tem paciência e tenta entender-me.
-Quando, todos comem e eu não conseguir; quando não puder vestir-me: tem paciência. Recorda as horas que passei a ensinar-te.
-Se, quando falar contigo, repetir as mesmas coisas mil e uma vez, não me interrompas e escuta-me.
-Quando eras pequeno, na hora de dormir, eu tinha de te explicar mil vezes o mesmo conto repetidamente até teres sono.
-Não me envergonhes quando não quiser tomar banho, nem me ralhes. Recorda quando tinha de andar atrás de ti e as mil escusas que inventavas para não tomares banho.
-Quando vires a minha ignorância diante das novas tecnologias, e te pedir que me dês todo o tempo necessário, não me irrites com o teu sorriso amarelo.
-Eu ensinei-te a fazer tantas coisas... Comer bem, vestir-te... e como enfrentar a vida.
-Muitas coisas são produto do esforço e perseverança dos dois.
-Quando em algum momento perder a memória ou o fio à nossa conversa, dá-me o tempo necessário para me recordar. E se não puder fazê-lo não te enerves, seguramente o mais importante não era a minha conversa: a única coisa que queria era estar contigo e que me ouvisses.
-Se alguma vez não quiser comer, não me obrigues. Sabes bem quando necessito e quando não.
-Quando os meus membros cansados não me deixarem caminhar...dá-me a tua mão amiga da mesma maneira que eu ta dei, quando tu começavas a dar os teus primeiros passos.
-E quando algum dia te disser que já não quero viver, que quero morrer, não te enfades. Um dia entenderás que isso não tem nada a ver contigo, nem com o teu amor, nem com o meu.
-Tenta entender que na minha idade já não é viver mas sobreviver.
-Um dia descobrirás que, apesar dos meus erros, sempre desejei o melhor para ti e sempre tentei preparar o caminho que tu havias de fazer.
-Não te deves sentir triste, enfadado ou impotente por me veres desta maneira. Fica ao meu lado, tenta entender-me e ajuda-me como eu te fiz quando tu estavas a começar a viver.
-Agora, toca-te a ti acompanhar-me no meu frouxo caminhar. Ajuda-me a acabar o meu caminho, com amor e paciência. Eu te pagarei com um sorriso e com imenso amor que sempre tive por ti.
Amo-te, filho.
O teu pai, a tua mãe, os teus avós...
«In memoriam». Todos recordam os pais e os avós de toda a gente.
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Convidada Especial:
Soraya Fialho Felix
AMADOS.
O NATAL EM NOSSA FAMÍLIA É ASSIM: Genial, sempre! Mesmo simples.
Aliás, o Portal MLB também é nossa família. E também é simples.
 Faltam poucas horas para começarem os fogos a luzir nos céus, brindarmos, nos abraçarmos, desejar boas novas, um nos braços do outro. Enfim é NATAL! Não tivemos o privilégio de estarmos juntos, fazer nossa enorme mesa cheia de guloseimas que nós "delicadamente" degustamos todos os anos. Não vamos ter Bebel tentando frenéticamente fazer sua pregação, sempre abafada pelos gritos da turma mais preocupada com os presentes, amigo secreto, o vinho, o suflê que está no forno, o Papai Noel se já está pronto e etc....
Mas não faremos disso um Natal de separação, é apenas um breve deslocamento de alguns, e com certeza outros muitos Natais virão, e olhem que em breve teremos uma outra rama da família vindo por aí. Que bom!
Façamos de nossa ceia uma "SANTA CEIA" onde o vinho é o sangue de Jesus e o alimento o Seu corpo. Sabemos que os corações que agradam a Jesus, são os corações humildes, então nessa noite entreguemos a ELE todas as coisas que nos afastam dessa humildade, fazendo de nós seres humanos melhores que somos. Vamos vestir nosso espírito das vestes humildes de JESUS, e calçarmos suas sandálias para que nos levem aos caminhos dos Seus mandamentos:
"Amar a DEUS sobre todas as coisas e consequentemente o próximo como a si mesmo". Mesmo distantes nos encontremos. Não há distância que nos separe, pois somos ligados por laços de sangue e de muito amor. Não deixemos que os ventos levem a união que nos foi deixada por nossos amados pais. Então quando o céu tiver colorido com os fogos a luzir, as taças tiverem fazendo tin-tin, e os braços a se abraçarem, estaremos um pertinho do outro, transmitindo-nos toda nossa energia positiva, fazendo desse Natal um Natal de fé, esperança em um mundo melhor, acreditando mais nos homens , em nós mesmos,ajudando a contruir com nosso amor para nossos netos, novas gerações, mais sólidas, mais temente a DEUS, vivendo em uma humanidade onde os homens sobrepõem os verdadeiros valores que nos leva a tão almejada PAZ.
Amo todos vcs.
Um dia estaremos todos juntos cada um com suas ramas a comemorar um "GRANDE NATAL", que venha polícia, corpo de bombeiros, GTA, SWAT, que nós iremos ARREBENTAR...
FELIZ NATAL! O Portal é hoje, pra mim, uma grande família.
==============
Convidada Especial:
(*) Heloisa B.P.

(*) Heloisa é poeta, escritora e nossa correspondente espontânea na Inglaterra, onde reside. Obrigado pela colaboração.
Renovo os VOTOS DE FELIZ NATAL!
(Clique a seguir e ouça na RÁDIOWEB MLB todo o poema em declamação, com a belíssima VOZ portuguêsa de HENRIQUE SOUSA.
Clique aqui e ouça na rádio web).
Se não, leia:
Pensando em voz alta
Deslizam as nuvens
Corre o Vento
E o Tempo passa veloz
Como veloz é o meu pensamento
Eis, que o Outono é chegado
E... nem o Sol nem a Lua
Nem o Vento
Me trazem novas do MEU AMADO!!
…Outrora, eu gostava do Outono!
Ele, aumentava a minha criatividade!...
…mas, hoje um Sol Frio, SOL DE INVERNO,
Me visitou e,
Não me iluminou!
Apenas, me fez sentir
Um desejo enorme de dormir
E... Somente acordar
(cem anos após)
Não com o beijo tradicional
Mas, sim, com o SOM DA TUA VOZ!!!
…Pudera eu, retroceder no Tempo
E, acreditar em histórias de encantar!!!
Acreditar que, é possível,
OS HOMENS/MULHERES, OS SERES,
Terem ainda, Tempo para reaprender a AMAR!!!
Porém, pensando em Voz Alta,
Aqui sentada,
Escrevendo,
Pensando e repensando,
Como o Tempo, esse tirano
Que, ufano corre mais veloz
Que o Vento e... leva
Nas asas das Nuvens
Negras de fumo.
Continuar lendo...
UM NATAL ESPECIAL, FEITO PELOS NOSSOS COMENTARISTAS
Nota do Editor: Muitos dos comentaristas deste Portal foram convidados para enunciarem seus pensamentos e idéias sobre o Natal, sobre o ano de 2006, sem pautas prévias, mas de forma livre e espontânea, como sempre acontece por aqui. O resultado foi ótimo.
Vamos mostrá-los em duplas.
Agora é a vez de CARLOS NINA & ELSON BURITY
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Convidado Especial:
NATAL E CIDADANIA
Carlos Nina
(*)Ex-presidente da OAB-MA e advogado.
A Empresa de Correios e Telégrafos tem prestado um bom serviço no
Natal. Faz a intermediação da doação de presentes a crianças carentes. Pena
que essa intermediação se restrinja ao Natal. Mas já é alguma coisa. Uma
grande ajuda. Gestos como esse, porém, apesar da grandeza que os deve ter
movido, não são suficientes para me convencer de que o Natal mudou. Se
mudou, com certeza não foi para melhor. Continuo pensando a mesma coisa
sobre o Natal.
Acredito que algumas pessoas, quando dizem Feliz Natal, estão sinceramente
querendo que os destinatários de sua mensagem tenham um Natal feliz. É
possível um Natal feliz?
Não cabe aqui analisar o que é felicidade, mas, independentemente do
conceito ou das definições que se dêem ao termo, cabem alguns
questionamentos que cada um poderia fazer a si mesmo, a exemplo dos
seguintes:
Será possível um Feliz Natal sabendo-se que crianças morrem
diariamente por desnutrição e que outras tantas vivem abandonadas pelas ruas
das cidades, cheirando cola para enganar a fome? Que outro tanto é explorado
pelos próprios pais que, desempregados, mandam seus filhos para as ruas
esmolar e até prostituir-se para ganhar uns trocados?
Será possível um Feliz Natal se crianças, idosos, deficientes
abandonados não encontram um lugar decente que os abrigue para lhes
propiciar atenção, respeito, dignidade? Se milhares de pessoas pobres e
doentes que procuram socorro morrerão sem assistência ou serão torturadas
pela omissão do Estado porque não têm condições financeiras, nem econômicas
para serem atendidas por estabelecimentos particulares e os estabelecimentos
de saúde da rede pública são precários, deficientes e caóticos?
Será possível um Feliz Natal se você não tem sequer segurança para
andar nas ruas, nelas trafegando sempre com medo de ser assaltado, agredido
ou atropelado? Se você tem de cercar sua casa com muros altos, grades e
portas de ferro, cadeados, cerca elétrica, sensor eletrônico, cachorro
agressivo e vigias para se proteger da mesma violência que o assusta na rua?
Será possível um Feliz Natal sabendo que você está comprando sua
ceia e seus presentes com o dinheiro suado de seu trabalho e os corruptos
estão à solta esbanjando criminosamente o dinheiro que roubam dos cofres
públicos e que deveria ser usado para solucionar todos os problemas acima
referidos?
Será possível um Feliz Natal se os cretinos que roubam os cofres públicos
ainda têm a coragem de invadir suas casas pelas telas da televisão para
desejar-lhe Feliz Natal?
Se você acha que sim, então parabéns. Você é um felizardo. Nem
precisa que lhe desejem um Feliz Natal. Você o teria do mesmo jeito. Se você
acha que não, mas quer um Natal menos infeliz, em 2007, comece a fazer
alguma coisa para mudar essa realidade. Quando sair da Missa do Galo e de
todas as outras missas ou dos cultos diferentes que professar, ou de
qualquer outro lugar onde você foi pedir bênçãos, favores, graças e milagres
a Deus, ou simplesmente foi dizer a Ele que é um(a) santo(a), crente, devoto
(a), merecedor(a) da proteção divina, não fique indiferente à miséria que se
espraia. Não pense, porém, que dando um trocado você terá cumprido sua
parte. Não terá. Assuma sua cidadania. Cidadania não são só direitos; são
deveres, também.
Para que se tenha um Natal feliz, é preciso que aquele cumprimento de Feliz
Natal seja mais que duas palavras vazias, sem sentido, trocadas educadamente
entre pessoas que se encontram nas lojas comprando presentes, nos
supermercados enchendo sacolas para as ceias fartas, ou se cumprimentam ao
redor de árvores de Natal abarrotadas de presentes.
Não se pode mais ver o Natal apenas como uma festa de família, ignorando os
sem-família. Não é esse o espírito do Natal. A finalidade do Natal não é
desejar apenas a quem tem posses um feliz Natal, mas, principalmente,
procurar diminuir a miséria do Natal dos necessitados, dos desamparados,
cuja situação humilhante de miséria e pobreza é exacerbada pela
mercantilização do Natal. Época que tem até propiciado gestos crescentes de
inesperada caridade, tamanha é a miséria exposta pelo confronto da
extravagância com a necessidade, sacudindo corações. Isso não compensa nem
redime a omissão pós-natalina.
Portanto, para ser sincero, é melhor que você nem pronuncie a expressão
vazia de Feliz Natal, se você não contribuiu para melhorar o de ninguém.
Para que os outros tenham de fato um Natal feliz você tem de dar sua
contribuição, de participar, de ser cidadão na plenitude e não apenas na
fachada para tentar, com pieguices, enganar Deus.
Assim, talvez no Natal do próximo ano você até conclua que é impossível um
Natal feliz, mas certamente sentir-se-á melhor por ter contribuído para
combater as desigualdades e injustiças que produzem a infelicidade dos
natais de milhões de crianças que não tiveram, não têm e nem terão sequer um
pedaço de pão para aliviar a fome que os fará sofrer ou os matará.
E você, leitor, o que fará sobre isso até o próximo Natal?
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Convidado Especial:
Um domingo vermelho. Mas Vermelha e Branca também são cores do Natal
Elson de Azevedo Burity
(*)Ex-Capitão dos Portos (MA), Engenheiro, Militar Aposentado e presidente da ONG “Clube do Caminhar”.
A semana que iniciou no dia 10 de Dezembro não tardaria em revelar uma série de acontecimentos que variaram do trágico ao feliz fim de festa.
Na madrugada do dia 11, após um assalto na cidade de Bragança Paulista, há 83 quilômetros de São Paulo, um casal morreu carbonizado dentro de seu próprio carro juntamente com seu filho de apenas 5 anos, após serem obrigados por facínoras desumanos a entregar a quantia de R$ 20.000,00.
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O NATAL DOS COMENTARISTAS DO PORTAL
Nota do Editor: Muitos dos comentaristas deste Portal foram convidados para enunciarem seus pensamentos e idéias sobre o Natal, sobre o ano de 2006, sem pautas prévias, mas de forma livre e espontânea, como sempre acontece por aqui. O resultado foi ótimo.
Vamos mostrá-los em duplas.
Abaixo, Flor de Lys e Sonia Maria Grillo (Baby).
Convidada Especial:
Colunista Flor de Lys.
 ( Não original/google)
A VELHA ÍNDIA e o Natal.
Flor de Lys Especial
Eu tinha acabado de assinar o desquite (na época) e passei a morar sozinha numa casa meio grande, em São Luís, na Rua dos Afogados. Dispensei duas empregadas. Fiquei apenas com uma. No entanto, tive que aumentar minha carga de trabalho para sobreviver sozinha, enquanto, na justiça, era discutido o valor dos "alimentos".
Então passei a levar o Mhário Lincoln ( que tinha uns sete anos) e a Orquídea (ainda de colo) para uma escola especial - a São Luís Gonzaga - da inesquecível educadora maranhense Zuleide Bogéa.
Ficava uma duas quadras da sede do Tribunal Regional Eleitoral, na rua do Sol, onde eu trabalhava, à tarde. Pela manhã, escrevia a coluna para o Jornal Pequeno e à noite, comparecia aos eventos sociais. E nos fins de semana, sempre acompanhado dos dois, dava uma canja musicial (eu fazia que cantava) no Hotel da Praia do Araçagy, do empresário Moacir Neves. Eram tempos puxados, mas deliciosos.
Todavia o destino acabou por me unir a uma figura emblemática da cidade: a velha Índia. Ela ficava sentada na calçada (há alguns meses) da Casa do Índio, na mesma rua do Sol, onde ficava o TRE-MA. Então, todas as vezes que eu ia levar os meninos para a escola, passava pela frente da Índia.
Mas cabe aqui uma explicação: a Casa do Índio funcionava como uma espécie de hospital. Os índios doentes eram encaminhados para lá. E a doença da Índia? Espalharam que era lepra! Ora, eu passava pela outra calçada. Mas mesmo assim ela falava:
- Ei Flor. Você é a Flor de Lys, não é?
E eu, morrendo de medo, com meus dois filhos, uma no colo e outro na mão esquerda, apertava-os e descia a ladeira que levava ao colégio.
Isso se repetiu umas 10 vezes e, nesta, ela gritou:
- Flor de Lys, não tenha medo. Vem cá que eu quero te dá um presente de Natal.
Isso deveria ser entre 2 e 3 de dezembro. Não me lembro bem.
Mas segui meu rumo. Deixei os filhos no colégio e voltei pela mesma calçada da Índia. De repente, pensei eu, poderia dar uma bela reportagem. (Eu escrevia crônicas, também).
- Sim, Índia.
- Flor de Lys, não é?
- Sim!
- Eu leio tuas crônicas todas as vezes que sai no jornal. Sou professora de minha comunidade e estou com pneumonia, pois eu ensino os indios ao ar livre. Não temos cadeiras nem mesas.
- Mas..mas disseram que a senhora tinha...
- Eu sei. Tu queres dizer Lepra! Mas não é lepra. É pneumonia. Mas estou me recuperando. Mas eu quero te dar um presente de Natal, como prova de que sou sua admiradora.
- Que presente?
E a Velha Índia tirou de entre seus grandes seios um pedaço de plástico enrolando uma folha de jornal e entregou-me:
- Leia, Flor.
Era uma crônica antiga em que eu contava a história de uma mendiga chamada "Mesquece", jogada nos becos de São Luís e quando ela morreu, eu pedi a meu ex-marido, o Dr. José Santos, pai de Mhário e de Orquídea, que desse a "Mesquece" um enterro digno. Aí a Índia me disse:
- Eu guardei esta crônica e pedi a um de meus filhos que lhe procurasse no seu trabalho aí na frente para me dar um enterro digno. Eu sei que tu compreenderías a diferença entre Lepra e Pneumonia. Mas agora eu estou quase curada. Sei que não vou mais morrer. Volto para Barra do Corda (município maranhense) para ensinar meus alunos. Feliz Natal, Flor. Você terá muito sucesso em sua vida e casará quantas vezes quiser.
Aquela atitude da Velha Índia (nunca soube seu nome) marcou a minha vida. Por isso, em todos os natais, me lembro da Índia. Ah! Outra coisa. Ela estava certa. Tive mais dois maridos. Até quando decidi morar sozinha...
Feliz Natal a todas as minhas amigas e amigos deste Portal. Beijos e excelente 2007. Para as solteiras, quem sabe uma indiazinha no caminho não resolve? (Brincadeira de Natal).
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Convidada Especial:
Sônia Maria Grillo(Baby®)
SÓ PORQUE É NATAL...
Só porque é tempo de Natal
O mundo se veste com as cores da paz,
Apenas aparentemente, não no real,
Pois os conflitos continuam de modo voraz...
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COMEÇOU O NATAL MAIS LITERÁRIO DO BRASIL
Como são muitos, publicaremos em pares.
Aí estão: Alessandra Rocha & Lima Coelho.
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 No compasso do relógio
Convidada Especial:
Alessandra Leles Rocha
Há exatos quatorze anos, quando cursava o último ano do ensino médio, ouvi inúmeras vezes, de meu professor de literatura a seguinte afirmação “cada minuto a mais é um minuto a menos.” Não sei por que, mas durante todos esses anos tal reflexão insistiu em povoar meus pensamentos; até que, diante das violentas perdas do cotidiano ela traduziu-se em forte sinal de alerta.
Desde crianças somos doutrinados por uma sabedoria que afasta de nossas mentes qualquer hipótese diferente do sucesso, da vitória, da vitalidade física e mental; e, diante disso negligenciamos e postergamos nossa vida como quem escreve um rascunho de uma carta para depois passá-la a limpo. Mas, as coisas não são bem assim! Não se pode passar a vida a limpo! Cada dia é um, único, escrito com a força e a doçura, abuzando de todos os tons de uma aquarela, deixando às vezes saudade, em outras uma terrível vontade de esquecer para sempre; tal qual, se nunca fora vivido. E no meio desse caminho, permeado de altos e baixos, flores e espinhos, chuvas e sol, há uma infinidade de situações deixadas ali, apenas para nos desafiar e aguçar nosso caráter, a fim de torná-lo verdadeiramente mais humano e sensível, diante desse grande presente chamado vida. De repente é a morte a nos buscar rumo a uma nova experiência evolutiva, ou uma grave doença que nos dará a oportunidade de cultivar a solidariedade, a abnegação ou a humildade. Em alguns casos, nem seremos nós os diretamente expostos às pedras do trilheiro; mas, aqueles os quais queremos tão bem e são tão preciosos ao nosso bem-estar.
A vida não nos é ofertada com manuais de instrução e com certificado de garantia de muito sucesso e felicidade. Vivemos! Estamos sempre buscando fazer o melhor; pena, que na maioria das vezes, alheios a certeza de que “cada minuto a mais é um minuto a menos.” Por isso, não desperdice seus minutos construindo obstáculos fúteis e sem sentido. Despir-se dos preconceitos, dos falsos valores, da hipocrisia, de todos os seus receios é o primeiro passo para viver em paz, em harmonia consigo mesmo e com os outros. Também, é a alavanca para estruturar o amor, o amor de verdade, o único capaz de unir e transcender as diferenças.
Não viva do ontem, porque ele já foi, é página escrita e sem direito à reconstrução. Não viva do amanhã, porque ele é cheio de surpresas e depende, consideravelmente, das entrelinhas que você deixar no seu hoje. Portanto, o sentido da existência é viver o hoje com intensidade, responsabilidade, alegria, fé, consciência e amor, para no final do seu dia saber que seus mil quatrocentos e quarenta minutos a menos contribuíram de fato na edificação de um indivíduo melhor, agente e paciente de boas e valiosas lições do bem, um digno representante da raça humana.
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Convidado Especial:
Poeta CARLOS ALBERTO LIMA COELHO.
Oi Mhario,
Serei eternamente grato a você pelo que tem acontecido no Portal, em relação ao meu trabalho. Emociona-me ver toda essa discussão e comparação com o nosso grande Gonçalves Dias. Quem sou eu! Aproveito para desejar-lhe um Feliz Natal e Próspero Ano Novo, extensivo à sua família e amigos, através de uma poesia inédita. Esse Portal é "bento":
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COMEÇOU O NATAL MAIS LITERÁRIO DO BRASIL (2)
E mais: JB do Lago e com o advogado Osvaldo Rocha.
Convidado Especial:
João Batista do Lago. É Poeta, Jornalista e Analista Político:
"A todos, Boas Festas".
O que Valeu em 2006. De que foi feito este Ano de 2006?
Pois bem, 2006 foi um ano em que a Virtude e o Poder estiveram presentes com muita clareza. Fizeram partes de nossas vidas de tal forma que, acredito com substância, que todos – todos mesmo – fomos acometidos por algum tipo de mudança – seja interiormente ou exteriormente.
VIRTUDE E PODER
Convocado pelo editor deste portal a escrever sobre estes tempos, em princípio, tinha a intenção de recusar a deferência. O motivo da pretensa escusa era estritamente pessoal. Pensava tomar estes dias para dar-me a possibilidade de vivenciar uma experiência monacal. Era minha idéia e intenção refletir sobre a arte da Virtude e do Poder. Mas esconder-me já não seria contradizer a “Arete”? Não seria contra-senso pensá-la só e solitariamente? Foi aí que me ocorreu repensar o convite e aceitá-lo prontamente. Se minha exteriorização reflexional se fará essente em terceiros é coisa de somenos importância... Pessoalmente acredito que compartilhar com alguém – um que seja! – é a travessia para uma nova realidade... para uma nova experiência de vida... para o atingimento de um novo saber! Portanto resta-me dizer, tal qual Júlio César, ao atravessar o rio Rubicão com suas tropas, contrariando a ordem do Senado romano, em 49 a.C.: “alea jacta est” (a sorte está lançada).
Esta minha reflexão tem origem com os Sofistas. Estes pensavam (e assim agiam) que a Arete (virtude) podia ser ensinada para os jovens helênicos, aristocratas da burguesa Athenas, que se interessavam pelas questões do Estado. Aqueles jovens queriam aprender a virtude para exercerem o poder. Eis aqui o primeiro grande problema que me ocorre: pode, a Virtude e o Poder, fazerem parte de um mesmo corpo orgânico? Serem uma e a mesma coisa? Ou, a Virtude é incompatível com o Poder? Ou, a Virtude contem em si o Poder? Ou, o Poder difere da Virtude? Evidentemente que este problema sugere e pressupõe uma longa tese. Entretanto, neste artigo, não tenho a mínima intenção de assim proceder por razões óbvias: o tempo e o espaço, aqui, não permitem tal procedimento. Apesar disso, penso, o período atual favorece-me à reflexão.
Traçando um paralelo analogístico, ou seja, uma parecença, isto é, criando semelhanças de funções entre elementos dentro de suas respectivas totalidades, podemos, verificar por conclusão, que, os sofistas modernos são os nossos atuais marqueteiros políticos. E por quê traço essa analogia? Por quê aqueles (os sofistas) como estes (os marqueteiros) têm um fundamento em comum: ganhar dinheiro fácil com o seu ofício. A contestação da existência daqueles (os sofistas) não difere da contestação destes (os marqueteiros), ou seja, o método de educação não cria e nem favorece a Arete ou Virtude. Isto não significa dizer que, tanto na época da Sofística quanto na atual época dos marqueteiros políticos, o ofício, em si, não tenha algum tipo de valor. Tampouco se está dizendo aqui que o trabalho não deva ser remunerado. São conceitos que não cabem neste artigo. (Vê-se, pois, assim, que a origem do Marketing Político é mais antigo do que pressupõe a vã filosofia política da modernidade.)
O que tudo isso tem a ver com o problema criado lá atrás: pode, a Virtude e o Poder, fazerem parte de um mesmo corpo orgânico? Serem uma e a mesma coisa? Ou, a Virtude é incompatível com o Poder? Ou, a Virtude contem em si o Poder? Ou, o Poder difere da Virtude?
Antes de qualquer coisa, de qualquer resposta, contextualizo este artigo ao tempo presente. A estes dias de Festas (Natal e Ano Novo), nos quais estamos vivenciando, de alguma maneira, essa sensação, e que, por isso mesmo, somos sensíveis a essa problemática, muito embora não nos damos conta que ela é latente em nós. Pois bem, 2006 foi um ano em que a Virtude e o Poder estiveram presentes com muita clareza. Fizeram partes de nossas vidas de tal forma que, acredito com substância, que todos – todos mesmo – fomos acometidos por algum tipo de mudança – seja interiormente ou exteriormente. Mudamos. Uns mais, outros menos. Mas mudamos. O Brasil mudou. O Legislativo mudou. O Executivo mudou. O Judiciário mudou. O demos mudou. A consciência de todas essas mudanças (não importa a quantidade ou a qualidade delas) sugere-nos, a todos, ter consciência como Sabedoria da Virtude e do Poder que há em cada sujeito imanente desse mesmo corpo.
Retomo aqui a questão central deste artigo: pode, a Virtude e o Poder, fazerem parte de um mesmo corpo orgânico? Serem uma e a mesma coisa? Ou, a Virtude é incompatível com o Poder? Ou, a Virtude contem em si o Poder? Ou, o Poder difere da Virtude?
Não quero agir como um sofista, ou seja, ser apenas um retórico. Em razão disso sugiro que tomemos esta questão e a realizemos interiormente em cada um de nós. Que saibamos descobrir conscientemente qual Virtude nos compete e nos compele para um mundo futuro onde a Ética seja a essência para todo o corpo. Para a “alma” e para o “corpo”: mente sã em corpo são.
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Convidado Especial:
 MENSAGEM NATALINA
(*)Osvaldo Pereira Rocha
É Natal!
A melhor mensagem de Natal é aquela que sai em silêncio de nossos corações; que agradece ao Grande Arquiteto do Universo do haver enviado Seu filho, Jesus Cristo, para nos perduar os pecados!
Quando o Anjo enviado por Deus apareceu à Virgem Maria e lhe disse que ela daria luz a um filho, mesmo não tendo conhecido homem algum, como obra do Espírito Santo e a ele daria o nome de Jesus, Maria lhe disse: “Seja feito segundo as suas palavras”. Isto é prova de fé, com absoluta confiança nas palavras de Deus. “Acolher Jesus e levá-lo aos demais é a verdadeira alegria” do cristão!
É Natal, meus Irmãos e demais familiares e amigos! É época de celebrarmos o nascimento do Menino Jesus! Que neste dezembro de 2006-EV, especialmente no próximo dia 25 e em todos os dias 25 de dezembro dos anos subseqüentes, armemos nossas árvores de Natal, que é o símbolo natalino que representa agradecimentos pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e comemoremos, ao seu redor, com as nossas famílias, o nascimento do filho do Homem, que veio ao mundo para nos salvar!
* Colaborador (Registro DRT-MA 53). Grão-Mestre Adjunto do GOAM (Presidente do Conselho Maçônico) e Presidente do IHMM.
(rocha.osvaldo@uol.com.br).
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23/12/06 DIA DE GRANDES ESTRÉIAS
Nota do Editor:
Conhecido no nível internacional por sua luta pelo meio-ambiente, o jornalista SILVESTRE GORGULHO tem recebido inúmeros elogios mundiais pelo que faz. Hoje, editor-chefe do jornal FOLHA DO MEIO AMBIENTE,(http:// www.folhadomeio.com.br/publix/fma/folha/2006/12/) e com larga experiência na imprensa brasileira, tem conseguido traçar consciência pública favorável à problemática dos ecossistemas e a traçar rumos de discussões acerca da qualidade de vida e da preservação da natureza, nacionais.
Nosso Conselho Editorial acaba de conceder-lhe o prêmio SOLIDARIEDADE BRASILEIRA/MEIO-AMBIENTE/2006 por essa incansável luta.
Conheça agora o perfil do novo colunista e novo agraciado do PORTAL MHÁRIO LINCOLN DO BRASIL.
 (Aqui, Gorgulho com o grande Oscar Niemeyer)
O jornalista SILVESTRE GORGULHO (56) é formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, em 1972. Foi professor- visitante (1981-1982) na University of Minesota (EUA) e antes de criar seu próprio jornal, a Folha do Meio Ambiente, em 1989, foi repórter do Diário do Comércio (Belo Horizonte); redator das revistas VEJA, QUATRO RODAS e ESCOLA, da Editora Abril, em Belo Horizonte; e colunista do JORNAL DE BRASÍLIA por 10 anos.
Em seu blog (www.gorgulho.com) ele conta a seguinte história:
"A vida ensina sempre. Uma das coisas que aprendi nestes meus 35 anos de jornalismo é que só a saudade faz a gente parar no tempo. Quando, em 12 de dezembro de 2002, faleceu o indianista Orlando Villas-Boas, voltei ao dia 23 de dezembro de 1972. Nesse dia me formei em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais. Os irmãos Villas-Boas, representado por Orlando, foram os paraninfos de minha turma. Orlando tinha acabado de chegar das margens do rio Peixoto, onde contactava os Krenhacãrore. Ele pegou uma kombi em São Paulo e foi para Belo Horizonte paraninfar a turma de Comunicação da UFMG. Por três dias ficou hospedado na minha "república" no 32ª andar do edifício JK, na praça Raul Soares.
Na véspera da formatura, meus 29 colegas e eu tivemos uma verdadeira Aula Magna de Brasil. Foi a mais importante aula dos meus quatro anos de universidade. Foi a aula que direcionou meu caminhar profissional: o jornalismo de meio ambiente. Éramos 30 formandos que, na véspera da grande festa, sentamos no chão do meu apartamento, em círculo como nas tribos, para embevecidos escutar Orlando Villas-Boas falar de florestas, de índios, de brancos, de rios, de matas e de bichos.
Sua primeira lição foi, para mim, ex-seminarista, um susto:
"Desde o Descobrimento o homem branco destrói a cultura indígena. Primeiro para salvar sua alma, depois para roubar sua terra".
Depois vieram as perguntas para matar nossas curiosidades. Suas respostas doces, duras e definitivas vinham enriquecidas pela vasta vivência de décadas na Amazônia, como último dos pioneiros da saga da expedição Roncador/Xingu. Ouvíamos com máxima atenção:
"Foram os índios que nos deram um continente para que o tornássemos uma Nação. Temos para com os índios uma dívida que não está sendo paga. O índio só pode sobreviver dentro de sua própria cultura".
Para os índios, Orlando se juntou aos seus irmãos aventureiros Leonardo, Álvaro e Cláudio e viraram lenda. Habitam, hoje, o Sol e o Trovão. Para nós brancos, eles deixam uma lição de vida e de coragem.
Das lições daquele dezembro de 1972, uma eu guardo com especial carinho, pois nela está contido o segredo da harmonia.
“Em vez de querer ensinar aos índios, o homem branco deveria ter a humildade para aprender com eles que o velho é o dono da história, o homem é o dono da aldeia e a criança é a dona do mundo".
De meu paraninfo guardei lições valiosas que orientam minha vida pessoal e profissional. O verdadeiro Brasil foi-me apresentado por Orlando Villas-Boas. Ele me ensinou a ser brasileiro. Nos meus 35 anos de jornalismo, não faço outra coisa. Já trabalhei no Diário do Comércio (Belo Horizonte), na revista VEJA, na Comissão de Desenvolvimento do Vale do Jequitinhonha, no Ministério da Agricultura, na Embrapa, no Jornal de Brasília, no Governo do Distrito Federal, no Ministério da Indústria e Comércio, na Presidência da República e, em 1989, resolvi fazer a Folha do Meio Ambiente.
Por onde passei e por onde ainda hei de passar, nunca vou esquecer das velhas lições de meu paraninfo. Meu lema de vida continua sendo o dele: para a criança ser a dona do mundo, nós temos que ter muita garra, ser audaciosos, humildes e aventureiros. Tudo para defender nossas culturas, conservar nossa biodiversidade, preservar nossas florestas, proteger nossos rios e contactar, sempre, em nome da paz".
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Seja bem-vindo ao portal Silvestre Gorgulho. Logo vamos remeter o Diploma SOLIDARIEDADE BRASILEIRA/ MEIO-AMBIENTE/2006.
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A SEGUIR, o primeiro texto de Silvestre Gorgulho que, de forma espontânea e amiga, aceitou integrar a lista de colaborarores/colunistas deste Portal:
AL GORE, MENSAGEIRO DA AGONIA
A mensagem do filme e o livro "Uma Verdade Inconveniente" está mexendo com a consciência das pessoas. Al Gore pode ter perdido as eleições nos EUA, mas como jornalista e político fez seu melhor trabalho.
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Hoje é dia de SONIA MARIA GRILLO (BABY)
Toques De Magia... Momentos Perfeitos!
 (Ilustração do original)
Sônia Maria Grillo (Baby®)
Toques sutis, quase indeléveis, de extrema delicadeza
Como quem alisa de mansinho, uma porcelana chinesa
Mãos que tateiam cheias de cuidado, mas com firmeza
Marcando os caminhos a serem desbravados, com destreza...
Envolvente, no ansioso e demorado abraço
Se enroscando no corpo ardente feito um laço
Aninhando carinhosamente a fêmea em seu regaço
Fazendo-a deseja-lo ardentemente em febril entrelaço
Os beijos molhados de desejo demonstravam a ânsia louca,
E numa procura alucinada, foi-lhe tirando a roupa
Querendo desvendar os mistérios e com a voz já rouca
Sussurrava-lhe palavras desconexas, que a deixavam louca
Seus lábios macios, suaves, mas cheios de malícia
Percorriam febris, em abrasadora carícia
A pele de cetim daquele corpo entregue, que quase desfalecia
De tanto prazer, no ápice da paixão que enlouquecia
E foram sendo descortinados, atalhos, curvas e sendas
Da estrada sinuosa, mas de emaranhados perfeitos como rendas
Onde as descobertas eram como dádivas e prendas,
Aumentando ainda mais a volúpia da entrega, sem reprimendas
E quando as formas, feitas sob medida, se acharam,
E num ritual quase profano, em perfeita sincronia se encaixaram,
Como um só corpo, uma só alma, em uníssono, se entrelaçaram,
Abriram as comportas, e seus anseios, há muito reprimidos, extravasaram!
18.12.2006
02:25 hs
Madrugada...
São Paulo-SP
OLHA O CLAUDIOMAR AÍ GENTE, NA ÁFRICA DO SUL
O maranhense vai à África do Sul!!! Depois de Fiji, hora de se "acostumar" novamente com a realidade.
Saí do aeroporto internacional de Nadi e fui para o Aeroporto internacional de Brisbaine (Austrália), pra depois seguir para o aeroporto de Sydney, aonde eu iria ficar por mais 4 dias. Dentro do avião eu ainda não tinha percebido a gravidade da situação o qual eu estava me metendo. Fiji era uma viagem internacional e mais uma vez eu teria que passar pelo posto de imigração australiano. Ainda dentro do avião me deram um formulário pra preencher e explicitar o porquê de estar entrando na Austrália e por quanto tempo eu iria ficar. Eu só iria para a Austrália pra poder passar quatro dias, pegar minhas malas e seguir viagem de volta pra casa, logo eu não estaria voltando pra Austrália à turismo. Por mais que eu procurasse entre os itens que eu pudesse marcar, no formulário não havia item "outros" tampouco item "estou vindo pra Austrália apenas pra pegar minhas malas". Como não sabia o que colocar, resolvi colocar tal qual estava no meu visto, marquei a opção indo pra Austrália a estudo. Mais abaixo no formulário perguntava quanto tempo eu iria ficar na Austrália, fui lá e preenchi 6 dias (sim, eu errei as contas na hora e acabei colocando 6 dias ao invés de 4. Quem diria...). Pronto, tava armado o barraco. Na hora de passar na cabinetinha a mulher olhou pra mim e falou: "Como assim você vai passar 6 dias na Austrália a estudo? E como assim você vai ficar 6 dias se seu visto só lhe dá direito a 4?". Foi o suficiente pra eu começar a me tremer mais do que vara de bambu verde. Aí lá fui eu explicar que eu não vinha a turismo, vinha pra poder pegar minhas malas, coloquei estudante porque meu visto era de estudante e blá blá blá.. A mulher começou a ficar mais desconfiada que menino gago em escola nova. Ela me olhou e só falou, no melhor estilo nazista: Pega aquela fila à direita. Peguei a fila e lá tinha uma senhora com um chicot... digo, com um detector de metais na mão e começou a fazer as mesmas perguntas: "Como assim você vai passar 6 dias na Austrália a estudo? E como assim você vai ficar 6 dias se seu visto só lhe dá direito a 4?".Aí lá fui eu explicar novamente a mesma história: "que eu não vinha a turismo, vinha pra poder pegar minhas malas, coloquei estudante porque meu visto era de estudante e blá blá blá..". Ela de novo me olhou de cima a baixo e falou pra eu pegar a outra fila. Nessa hora eu tava me vendo ser deportado só por largar de ser tonto. O tiozão me olhou novamente, fez a mesma pergunta, eu dei a mesma resposta, ele me encarou um tempo e me mandou pra uma outra fila aonde foi feito uma checagem minuciosa em minha bagagem. Depois de meia hora, enfim consigo ser liberado. Pego meu avião e sigo pra Sydney. Sydney não aconteceu nada de mais interessante. Apenas passei quatro dias na praia e resolvendo meus últimos problemas para depois seguir o meu próximo destino: África do Sul. Quando comprei minha passagem aérea Brasil-Austrália já sabia que na volta eu desceria na África do Sul à noite e meu avião pro Brasil só sairia no outro dia de manhã, logo eu teria que pernoitar na África do Sul (com o hotel pago pela empresa aérea). Cheguei na agência da empresa aérea e conversei com a atendente se, ao invés de pernoitar na África do Sul e pegar meu avião no outro dia, eu poderia mudar o dia da passagem do meu segundo avião pra quatro dias depois e assim "ganhar" quatro dias passeando por Johannesburg. Ela falou que era de boa e que eu não precisaria pagar nada a mais por isso. Logo? Ganhei uma passagem de ida e volta pra África do Sul totalmente de graça.
Agora tudo é festa. O único problema é que a minha viagem pra Fiji acabou me deixando mais duro que pinto de preso. Desci pra África do Sul com parcos 180 dólares americanos no bolso pra poder passar quatro dias. Peguei uns bizú com um brother que foi antes de mim (te amo KAZUO!!!!) e desci para um albergue que ele me indicou que era suuppeer de boa e de quebra tinhas uns Husky Siberianos MUUUITOOO lindos!! No meu primeiro dia, por ainda estar confuso com a diferença de fuso, dormi cedo. Acordei quase de madrugada e fui direto para o supermercado pra poder comprar arroz, macarrão, legumes, carnes e afins para assim já eliminar um gasto e não correr o risco de sofrer uma crise de desabastecimento. Depois disso troquei meus dólares por rands (moeda da África do Sul) e me ocupei em ficar dando rondas no bairro, já que nos primeiros dias eu não tinha grana pra poder pagar uns passeios. Cumpade, o que era aquilo? Eu andando por lá me deparo com um cidadão carregando uma AK-47 (aquele riflezinho laranja dos Talebans). Deu uma vontade louca de sair foi correndo, mas depois vi que o cidadão era um guardinha de uma casa. Olhei os outros que estavam armados e foi só aquele susto. Era neguinho com escopeta, submetralhadora e o escambau. E o pior que não tinha nenhum carro forte lá por perto, eles usavam aquilo só pra poder guardar uma casa, assim como o seu Zé que guarda a sua casa usa um 38 velho no bolso. Quando eu olhei a farda deles, olha só o nome da empresa: “Bad Boy´s Security”. Você encara uma dessas? Eu fiquei imaginando o nível de violência duma cidade como essa em que os vigias andam com armamento militar. Eu vi uma plaquinha numa casa que deu vontade foi de rir. Era desse jeito: Invasores serão COMIDOS!! Caraca, quando eu olhei lá dentro que deu pra ver o tamanho da boca do totó que tava esperando alguém pular. Acabou que fiquei andando no bairro e o que eu acabei descobrindo? Comecei a andar e de repente os cidadãos começaram a ficar menores, começaram a ficar com os olhos puxados... Peraí... EU TAVA EM CHINA TOWN!! Caraca, esses caras vão dominar o mundo mesmo!! Pra onde eu vou esses chineses me perseguem. Os bichos não me deixaram em paz nem na África do Sul, dá pra acreditar? Dei umas voltas por lá, acessei a internet e resolvi novamente voltar para o albergue. Os meus primeiros dias não tiveram nada de interessante, a não ser o fato que conheci uma americana que falava português. Ela já morava a algum tempo em Moçambique e falava um portuguesinho muxoxo.
Nos outros dias, resolvi colocar a mão no bolso e paguei uns passeios. O cidadão que foi me buscar era mmuiito gente boa, o cara era quase um rei leão, olha o nome dele: SIMBA!!! Eu ri demais quando ele falou como se chamava. Mas o cara era gente boa pacas. A gente foi trocando uma idéia antes de chegar. O cidadão me confidenciou que falava apenas 11 LÍNGUAS diferentes!! Éguas!!! Levei um susto!! Aí perguntei quais. Ele falava inglês, holandês, zulu e mais outras 8 LÍNGUAS AFRICANAS (eu não falei antes, mas a África do Sul possui 11 línguas oficiais. A título de comparação o Brasil tem uma só).
O primeiro local que o cidadão me levou foi em Soweto. É!! SOWETO!! Claro que é o que você está pensando, eu fui chegando e já fui logo recebido pelo Belo e já começou aquele pagodão. Claro que não aconteceu isso, né cara? No tempo do apartheid, para não conviver com os negros, os brancos criaram "bairros negros" e foram enfiando todos os negros que podiam naqueles bairros. Soweto foi um desses bairros e, pelo que entendi, era o maior bairro negro da África do Sul. O passeio foi até legalzinho, primeiro ele me levou num museu onde ficava localizada a Orlando West, escola primária onde ocorreram uns protestos contra a inclusão do Afrikaans como língua para ser lecionada nas escolas. Só que protesto na África do Sul é algo bem mais punk que protestos na Austrália. Enquanto na Austrália neguinho descia o cacete em libanês e a polícia só pedia calma, na África do Sul a galera protestava calmamente e a polícia ripou o dedo, metralhando apenas algumas centenas de crianças. Depois da visita ao museu o cara me falou que ia me levar pra ver algo que seria uma das coisas mais aterradoras que eu veria na minha vida. Comecei a pensar: “Putz... Eu já passei fome, já vi fijiano com cabelo pintado de vermelho e uma flor na orelha, já vi paraguaio baleado e até o Jonas e o Penny (o chinês que morava comigo) andando só de cueca dentro de casa”. O que diabos ia ser mais aterrador pra mim? Quando eu cheguei achando que eu já ia me deparar com aquela cena do exorcista, o cidadão me aponta uma favela. E ainda fala: Você pode acreditar que pessoas morem aí dentro? Vaalleeeuuuuuuu!!!! Na hora deu vontade foi de rir. Caraca, o cara me meteu um medo da porra pra me mostrar aquilo? Falei ao cidadão o meu velho bordão de "eu sou brasileiro, amigo, não sou europeu", e comecei a falar pra ele que aquilo era bem comum de onde eu vinha. Ele deu só uma risadinha e saímos para ver o mercado central de Soweto. No meio do caminho, como sempre acontece quando dois homens andam de carro, a gente saía buzinando pras meninas pra tirar uma onda. De repente ele para o carro e só fala pra mim: OLHA AQUELE FILEZINHO!! Eita que eu já virei o pescoço achando que eu ia encontrar uma Gisele Bündchen, senhorita Irene ou algo do tipo eu só tomei um susto. A dita cuja era mais larga que os pés da burra, mais pesada que sono de surdo, mais feia que bater em mãe. A coitadinha da menina mais parecia um rinoceronte, JURO!! Caraca, quando eu olhei aquilo eu só faltei morrer, mas de boa, achei que o cidadão tava era de brincadeira. Que nada, ele tava falando era sério, ele REALMENTE achava a mulher bonita, tanto é que parou o carro e ainda tentou levar um lero com ela em uma língua africana. O pior foi que a porpêtinha nem deu atenção pro nosso pobre amigo. Depois de me recuperar do susto ele foi me explicando que gostava de "mulheres com mais carne" porque tinha mais lugar pra pegar e talz. Quando estávamos indo pro Mercadinho nos deparamos com uma mulher trajando uma roupa muito engraçada, era a chamada "fake thighs"(coxas falsas). Como a coitada era magrinha e não tinha um belo par de ancas, ela usava aquela roupa bem tradicional na África do Sul, que consiste em várias camadas de pano nas coxas pra poder dar a impressão de que as coxas dela era maiores, assim como mulheres que não tem muito busto usam sutiãs de enchimento em nossa cultura. Mas o que eu achei mais interessante e até engraçado foi que a gente ficava andando de carro e vez ou outra passavam umas pessoas vestidas que nem os reis magos, pra falar a verdade os caras tavam parecendo era mais um bando de pingüim. Fui perguntar ao Simba o que era aquilo e ele me explicitou que aquela galera estava indo pra missa e na África do Sul quando você vai a Igreja você tem que dizer pra todo mundo que você está indo, nem que para isso você se vista de pingüim. Depois de irmos ao mercado fomos a um outro localzinho massa. Soweto possui a única rua do mundo com dois prêmios Nobels. Numa mesma rua morou Desmond Tutu, um clérigo ganhador do Nobel da Paz e o mundialmente famoso Nelson Mandela que também levou o Nobel da Paz. Depois de todo esse rolê, o cara me largou no albergue e fui me preparando pro passeio do outro dia.
 No outro dia fui levado para fazer um "mini-safári". Todo mundo que desce pra África do Sul tem que necessariamente ir para um safári. Como eu não tinha tempo nem dinheiro pra fazer isso, acabei optando por um safári de apenas um dia, mas foi legal pacas. Já na entrada somos cordialmente recebidos por gentis placas amarelas com avisos do tipo "você está entrando sobre o seu próprio risco" ou então "não nos responsabilizamos por mortes dentro do safári". Agradável, né? Na hora eu estava achando que era só pra manter o clima, talvez fosse que nem aqueles avisos que eles colocam em frente às casas de trens-fantasma, só pra você ficar com medo. Mas não era não, viu? Era de verdade mesmo. Começa que o safári você faz dentro do seu carro particular, sem nenhuma proteção adicional, a sua única proteção é levantar o vidro do carro. Começamos a andar pelo safári e foi começando a diversão. Primeiro avistamos umas zebras e uns antílopes, tentei bater foto mais de perto mais o Simba não deixou, falou que os antílopes poderiam vim em minha direção pra me matar "apenas por diversão". Depois a situação começou a ficar mais punk. Entramos em outro setor e tinha uma girafa comendo. Mas ela tava comendo e quase virando a Mercedes de uns japoneses que estavam por lá passeando também. Tudo porque esse japas, de brincadeira (sabe como é japonês, né?), começaram a dar umas guloseimas pra Girafa. Não deu outra, ela colou no vidro do carro deles e ficou um tempão querendo mais comida. Primeiramente eu fiquei rindo da cara de desespero dos japas, mas depois nós demos uma volta e acabamos ficando atrás do carro deles e haja paciência pra esperar aquela girafa sair dali. Depois que a girafa deixou os caras irem embora ela simplesmente se colocou em frente ao nosso carro e não deixou passarmos enquanto não déssemos comida pra ela. Tentei negociar, mas a girafa não aceitava dólares australianos, o jeito foi esperar a cidadã ficar comendo até ela deixar a gente seguir em frente. Depois de ver girafinha e zebrinha chegou a hora mais punk do dia: ver os leões.
O cara abriu um portão lá e lá foi a gente pra dentro da sessão dos leões. Mas bicho, o que foi aquilo? Sabe o que é uma pessoa mudar de uma hora pra outra? O Simba que era todo tempo rindo e fazendo graça, ficou mais branco que perna de freira. Antes de entrarmos na sessão, o Simba ficava falando que Leão não come negros, só come europeus e latinos americanos. Quando a gente passava perto de um leão o cidadão arrepiava da cabeça aos pés. Eu fui perguntar por que ele ficava daquele jeito e ele só respondia: Lions Kills, my friend!! They eat you like a cat eating a rat (leões matam, eles comem você como um gato come um rato). Eu não tava era nem aí, tava era batendo foto dos leões, feliz da vida!!! Os bichos passavam tão perto da gente que se eu pusesse meu braço pra fora era capaz de eu conseguir passar a mão neles. Depois de sair de lá e de quase matar o pobre do Simba de medo, chegou a hora que eu mais esperava: Entrar na jaula dos leões, hua hua hua (risadas maquiavélicas). O Simba, claro, ficou de fora e eu fui entrando com um guia do parque. Entrei e já fui correndo passando a mão nos leões!!! Só tinha um detalhe, eram filhotes de leões!! Cara!! MUIITOO IRADDOOO!!! Eles eram MUIITOOS fooooffoooss!!! Cara, quando eu vi aquilo eu saí voado pra cima dos leõezinhos pra abraçar, apertar, cheirar... Beleza, eles eram pequenos, fofos, bonitinhos, mas tinha o porém. Apesar deles serem pequenos eles AINDA ERAM FILHOTES DE LEÃO. No primeiro que eu já fui apertar, ZLAPT!!!, o leãozinho já me deu uma unhada que levou um pedaço de carne junto. Comecei a ir mais de leve e deu pra perceber o quanto aquelas unhas dos bichinhos eram afiadas, os dentes deles mais afiados ainda. Fiquei tranquilo e pedi pro guia bater uma foto pra mim, essa que tá aí do lado. Se vocês perceberem, eu tou passando a mão em um leãozinho e tem mais um outro atrás. Pois é, o outro que vinha atrás foi só o cara bater a foto que ele enfiou o dente no meu pescoço. Mas foi uma mordida federal mesmo!!! Mordeu que não soltou mais. Nessa hora eu comecei a ver a minha vida passando nos meus olhos, achando que tava morrendo. Eu juro que eu continuei fiel aos meus amigos até os meus últimos momentos. O bichinho mordendo o meu pescoço e eu pensando: "Cara, quem é que vai terminar o blog se eu virar comida de leão?". Pensei na legião de fãs que eu iria deixar pra trás, pensei no prêmio Nobel que eu poderia estar perdendo, pensei como o mundo poderia viver sem mim. Mas graças a deus o guia foi lá e pegou o leãozinho que segundo ele estava apenas querendo "brincar" comigo. VAALEEEUUU!!!! Pescoços não são brinquedos lá tão legais pra você brincar, ainda mais pra brincar com bebês leões!!! Graças a deus o leãozinho desencanou e soltou o meu pescoço, mas não sem antes levar um pedaço junto como recordação também. Depois dessa eu comecei a ficar mais de boa e bater umas fotos mais de longe, tá louco? Eu fiquei com MUIITOO medo daquelas crianças. Depois eu só fiquei trocando idéia com o guia e passando a mão nos leõezinhos. O cara era super gente boa e batia umas fotos legais. Ele ainda me explicitou que de vez em quando morre um japonês naquele parque, pois os bichos teimam em querer descer do carro pra poder tirar uma foto mais de perto dos leões. Vê como câmeras com 10x de zoom óptico podem salvar vidas? Me falou também que eles alimentam os leões com carne de cavalo morto, porque senão, segundo ele, se eles soltassem algo vivo, os leões aprenderiam a caçar (os de lá nunca caçaram na vida, nasceram em cativeiro) e depois iam acabar caçando os funcionários do parque, não apenas os japoneses. Depois, na hora de ir embora só bati uma foto dos arranhãozinho que estavam na minha pele por ocasião daquelas fofuras.
No caminho de volta pro aeroporto eu fui vendo algumas coisas e pensando sobre a África do Sul. Apesar de hoje a África do Sul ser um país livre, como dizia o Simba (ele era negro), dá pra perceber que o apartheid ainda se faz bem presente na população sul-africana. Hoje não é tão explícito como foi a apenas 20 anos atrás, aonde o apartheid tinha até leis para separar negros de brancos. Mas décadas e décadas de exploração empurraram os negros sul-africanos na mais completa miséria. Nunca vi tantos Mercedes ou carros esportes importados andando pelas ruas (tirando quando eu trabalhava no carwash, claro!) como eu pude ver na África do Sul. Quando você vê dentro dos carros ou há um branco dirigindo ou um negro de paletó dirigindo para brancos. Por mais que me esforçasse não pude ver um negro dentro de um carro muito bom. Hoje impera um apartheid social parecido com o de um país abençoado por deus e bonito por natureza. Outro mal que aflinge a África do Sul é que, apesar de ser um país bem civilizado, 20% da população encontra-se contaminada com o vírus HIV. Apesar disso tudo, a África do Sul é um país fascinante. Eu apenas conheci Johannesburg
que é a cidade principal e também a mais violenta, mas se tivesse mas tempo eu deveria ter ido à Cidade do Cabo ou ao Kruger´s Park fazer um safári, pois ambos são fascinantes. Outro ponto que merece destaque é Mandela. Nelson Mandela é unanimidade na África do Sul, o bicho é o bam bam bam de lá. Aonde você vai tem uma citação do Mandela, tem um quadro dele, uma foto dele estampada. Eles sentem um orgulho indescritível do Mandela, algo que é de fácil compreensão. Depois não houve mais nada de interessante, apenas voltei pro albergue e peguei o meu avião pro dia seguinte!!
amigos.. mais uma vez peço desculpa pelo atraso, eu ia publicar na sexta feira, dia 31, mas do nada apareceu uma viagem pra cajazeiras-PB, acabou que eu fui lá pra visitar meu avô e só cheguei na quinta, por isso que tou atualizando só hoje, desculpa pela demora!!!
Abraços maranhenses
Um presente de Natal diferente
 Nota do Editor: Existem coisas que dinheiro nenhum do Mundo paga! Um exemplo fascinante disso é o e-mail que acabo de receber, agora, às 20:35 minutos deste 22 de dezembro de 2006. Ele vem assinado por José Rafael dos Anjos, de ACRELÂNDIA, no distante Estado do Acre. (Nossa sede é em Curitiba-PR). Ele diz que tem 12 anos e que já sabe ler e escrever e que, depois de dois meses lendo (no computador do colégio) o Portal (com muitas dificuldades "dada as palavra difícel") decidiu escrever para informar que fez um trabalho para sua escola sobre a internet "onde coloquei o seu (site) em primeiro lugar porque "é tão difíce se falar com as autoridade e com seu portal agente pode desabafar e escrever o que qué".
Porém, a surpresa foi maior ainda, quando no extenso e-mail ele confessa:
"Fui eu e meus amigo aqui da escola que fizemo aquela confidenciação, no fial do ano passadu, contra o desmantelamento nas froresta daqui de nossa cidade e o senhor publicô que as mata tava virando calvão. Não colocamo nosso nome porque era o medo. Agora eu confessu. Foi eu e meus amigo que escrevero. Obrigado por ter dado atensão ao nosso protesto. O seu (site) é uma bensão. Todo mundo tem direito de falá e gritá. Os home daqui andaram na escola procurando quem falô. Aí nois nos apresentemo. Os home mandaram agente ir na políça e denunciá. Fizemo e a poliça foi lá e prendeu os home que desmantelava a mata. Nós copiamo o (site) e levamos pros jornais. Ninguem prublicô. Aí a poliça soube e vei atrás de nois e nois demo o papel ( a nota publicada pelo Portal) pra poliça e eles prendero os home".
No e-mail, José Rafael cita o nome de seus 4 outros companheiros de escola e diz que ganhou o melhor presente do ano, isto é, a prisão dos homens que estavam desmatando ilegalmente terras pelo lado de lá. (Confesso que nem me lembrava mais da matéria, que foi publicada aqui quando ainda o Portal estava em fase experimental e não consta mais em arquivo). Mas quero dizer, de público a Rafael que o presente quem me deu foi ele. Aliás, esse foi o meu grande presente de Natal. Para isso que existe o Portal Mhário Lincoln do Brasil, hoje, sendo navegado por mais de 3 milhões de internautas em 23 países do Globo.
Obrigado. Obrigado, mesmo, Rafael! Obrigado amigos e colaboradores.
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Onde fica Acrelândia (AC)
Acesso ao Município Dados Complementares
Distância da Capital: 120 Km
Rodovia de Acesso: AC-401 e BR-364
População
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População Urbana: 1895
População Rural: 4413
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